O viver é, assim, essencialmente processual.
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Ele não se fixa em estados.
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Ele se define como movimento contínuo.
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Esse movimento é simultaneamente sofrido e produzido.
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A análise do viver revela uma concepção não dualista da vida da consciência.
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A consciência não alterna entre passividade e atividade.
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Ela vive sempre sob o modo de sua imbricação.
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A vida consciente é unidade dinâmica de recepção e espontaneidade.
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A fenomenologia é levada, desse modo, a repensar o estatuto do sujeito.
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O sujeito não é puro agente.
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Ele não é tampouco puro paciente.
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Ele é vida que se vive e se desdobra no meio-termo entre o afeto e a iniciativa.