O confronto entre Heidegger e
Husserl sobre a “maravilha das maravilhas” cristaliza essa oposição: para Heidegger, é o fato de que o ente é que provoca o assombro; para
Husserl, já em Ideen III de 1912, é o próprio Eu puro e a consciência pura, embora essa maravilha se dissipe assim que iluminada pela análise fenomenológica
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Se toda ontologia cai sob o golpe da redução, nada impede que a própria ontologia fundamental heideggeriana também sucumbisse a ela, questão que Heidegger nunca enfrenta ao evitar tematizar a redução em Ser e Tempo
A indeterminação ontológica em que
Husserl deixa o Eu poderia não indicar um malogro, mas justamente a indicação de que o Eu não teria primeiro nem sobretudo que se determinar segundo o ser, abrindo-se a outras transcendências que a redução, sempre radicalizada, ainda poderia liberar