A consciência determina radicalmente a fenomenalidade impondo-lhe a refletividade da presença, o absoluto da intuição e a prova do vivido, de modo que o retorno às coisas mesmas se limita a um retorno às fontes da intuição, e o fenômeno assim obtido recebe, com sua pureza, o limite de fenômeno reduzido
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A evidência é a consciência que se vê, se apreende direta e adequadamente em pessoa mesma, de sorte que a doação de si em pessoa se torna o único modo de ser correto do fenômeno, pois todo Erlebnis efetivamente vivo é um vivido que é a título de presente
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O fenômeno reduzido se vê reduzido ao ente presente aqui e agora, e se a doação absoluta é um termo último, a presença absoluta se torna um termo primeiro, aquém do qual não se pode falar de fenômeno nem de vivido
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A distância entre a coisa transcendente e o vivido imanente só se aprofunda ao se compreender ambos os termos segundo a doação em carne e em pessoa, isto é, segundo a presença, de modo que toda coisidade dada em pessoa pode, apesar disso, também não ser, enquanto nenhum vivido dado em pessoa pode também não ser
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O vivido prevalece a título de objeto por excelência, por ser originariamente presente, imediato, intuível e disponível, e a consciência, remetida à definição cartesiana de substância, apreende no vivido da região consciência uma presença originária do mesmo tipo que a sua própria
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O ser imanente ou absoluto e o ser transcendente se dizem ambos ente e objeto, mas a redução do fenômeno a uma fenomenalidade da objetividade se manifesta plenamente na impossibilidade husserliana de considerar o não presente, pois a percepção de coisa não presentifica um termo não presente, mas torna presente, apreendendo a coisa mesma em sua presença carnal
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Como a fenomenalidade do fenômeno reduzido se reduz à presença objetiva e permanente, todo fenômeno que não se reduz a essa presença se exclui a si mesmo da fenomenalidade, de modo que o fenômeno husserliano, reduzido à evidência sem resto da presença, pode se dizer um fenômeno chato