Pois, se
Kant mantém esta finitude, é porque ele redobra a espontaneidade do “eu penso” pela receptividade da sensibilidade, ao passo que
Husserl não cessa ao contrário de deixar derivar seu Eu transcendental em direção à indefinidade e à unicidade universal, porque ele mantém sempre a primazia da atividade sobre a passividade e da visada intencional sobre o preenchimento intuitivo; inversamente, Heidegger não restabelece tão nitidamente a finitude, senão porque ele arranca primeiro o
Dasein ao prestígio da atitude teórica e do “eu [me] penso”, pela ser-no-mundo, a tournure [
Bewandtnis] e a facticidade; aliás,
Descartes não teria, o primeiro, retido o
ego na finitude, se ele não tivesse tomado o cuidado de enquadrar a
cogitatio sui de um lado pela dúvida e a criação das verdades eternas e, de outro, por sua vontade formalmente infinita.