Husserl afirma que na esfera do psíquico não há diferença entre ser e aparência, afirmação que permanece indicação vaga enquanto não se define o que se deve entender pelo fato de aparecer, permanecendo igualmente indeterminado o que não aparece enquanto a simples manifestação não for apreendida rigorosamente em sua essência
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o fato de não aparecer pode ter significação apenas limitada e negativa se ligado a um conceito não elaborado da essência fenomenal, podendo o que é dado como não aparecendo sê-lo apenas ante uma concepção unilateral e abstrata da essência, sendo possível que levar a determinação da essência até o fim revele uma Forma mais fundamental que confira presença ao que era primitivamente pensado como não aparecendo
A determinação da essência deve também fornecer o quadro ontológico para discutir a relação dessa essência com o existente que nela encontra seu fundamento, podendo apenas essa determinação dizer se o ultrapassamento do positivismo é definitivo e se a essência adquirida nessa transgressão pode fechar-se sobre si, abstrair-se da determinação ôntica e absolutizar-se preservando sua autonomia
A determinação da estrutura interna da essência é a única capaz de delimitar o campo dos problemas últimos da fenomenologia e de dizer se a fenomenologia do ego pertence a esse campo dos problemas primeiros, e em que sentido
A tarefa de determinar a essência do fenômeno impõe-se como tarefa central da fenomenologia de modo tanto mais urgente quanto é sobre o fundamento de uma concepção inexplicitada do fenômeno que a filosofia sempre colocou e resolveu seus problemas, mostrando a elucidação dessa essência que, quando finalmente tematizada, apenas ratificou, elevando-as ao absoluto, as pressuposições ontológicas que desde a origem guiaram, mas sobretudo extraviaram, a pesquisa e o pensamento filosóficos