O velho tema da teodiceia é repetido, pois o homem não pode se queixar de seus sofrimentos e do mal no mundo, já que o mal, como tudo o resto, depende dele, e há um abismo entre o dogmatismo antropo-teológico de
Sartre e a prudência heideggeriana, que afirma que o pensamento de
Sartre não pode ser nem teísta nem ateu, e que, após a destituição da causa sui, se deve velar para preservar o espaço de um sagrado no qual um deus poderia talvez novamente se mostrar.