A dimensão teológica da filosofia de
Henry se revela em sua noção de “beatitude”, que é a passagem da dor à alegria no sentimento, e ele afirma que a essência do sujeito é o sofrer, e que o sofrimento é a condição da alegria, e que a vida é um “passar eterno” entre a dor e a alegria, e ele identifica essa beatitude com a própria vida, que é a “Parusia” do absoluto, e ele cita
Nietzsche para apoiar essa visão, mas a sua interpretação da “transmutação” dos sentimentos é diferente da de
Nietzsche, pois ele a concebe como uma dialética imanente, fundada na identidade, e não na contradição.