Quanto ao desejo de ser, de permanência, de eternização, poderá ser expressão de uma vontade afirmativa que ama o mundo e transborda de gratidão em relação a ele, caso do artista ditirâmbico, entre os quais
Nietzsche cita
Homero, Rafael e Rubens, ou pode ser expressão de uma vontade sofredora que quer imprimir sobre todas as coisas, como que a ferro em brasa, a marca indelével de seu próprio sofrimento, querendo vingar-se de todas as coisas rebaixando-as e mostrando sua feiúra e seu vazio, sendo o artista do pessimismo romântico, os discípulos de
Schopenhauer, acima de tudo Wagner, aos quais se poderia incluir ainda Baudelaire, que
Nietzsche não menciona