Referência a expressões alemãs consagradas como
das Hauswesen,
das Staatswesen,
das Sprachwesen,
das Menschenwesen,
die Weserei (prefeitura, casa comunal).
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Nestas, Wesen designa tudo o que concerne a algo, sua esfera de ação e de presença, não seu gênero ou essência abstrata.
Heidegger salienta que, em das Wesen der Technik, Wesen não significa ao sentido do gênero e da essentia.
Acentua o aspecto verbal e a identidade com währen (durar), mas num sentido não mais metafísico, a partir da dispensação da verdade do Ser e das modalidades de presença do Ser como Ereignis.
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Distinção entre a compreensão metafísica da duração e a compreensão heideggeriana.
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A intuição da dimensão temporal do
wesen já estava presente em
Platão e Aristóteles, mas foi configurada metafisicamente.
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Na metafísica, a duração do Ser foi entendida como eternidade e intemporalidade próprias da essência e da ideia.
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Heidegger, desde Ser e Tempo, pensa a temporalidade do Ser e, mais tarde, a finitude do Estre e do próprio Ereignis.
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Portanto, o Wesen da técnica não é sua essência metafísica, conceitual, ideal e intemporal, da qual a técnica planetária seria o fenômeno (não é seu eidos).
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Designa antes sua duração e seu séjour, que se desdobra como um reino, à mercê e risco de uma época do Ser, como uma modalidade historial da dispensação da verdade do Ser.
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Esta duração do Wesen refere-se, portanto, à temporalidade (entendida de modo historial) da história do Estre como Événement.
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Fundamentação etimológica em
Introdução à Metafísica (1935).
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No capítulo sobre
Gramática e etimologia da palavra 'ser' [sein], Heidegger reúne as três raízes indo-europeias do verbo
sein.
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Raiz es-: ser como viver.
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Raiz bheu- bhû-: movimento de eclosão e crescimento (physis).
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Raiz wes-: presente em wesen, Wesen, e nas formas war, was, west, gewesen, wesend (em anwesend e abwesend).
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A terceira raiz expressa o ato de demorar-se em um séjour.
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Conclusão implícita: o sentido originário de Wesen não era o de essência, mas o de habitação e duração, sob o tríplice aspecto da presença do presente, da vinda à presença e da ausência como modalidade do retiro da presença.
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Portada interpretativa da proposta de tradução por
aître.
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A tentativa de traduzir das Wesen por aître pode ter maior alcance interpretativo do que se supõe.
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Questão: deve-se continuar a falar da essência da técnica, da essência da linguagem, da essência do Dasein e da essência do Ser, ou antes do aître da técnica, do aître da língua, do aître do ser-o-aí e do aître do Estre?
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Os recursos semânticos e aspectuais do antigo termo aître – em consonância com os de Wesen – abrem perspectivas que poderiam tornar inteligível, a partir dos recursos vivos e inexplorados do francês, um dos traços de fundo mais decisivos do pensamento do Ser como topologia do Ser.
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Isto é, do pensamento do Ereignis – na medida em que este dá historicamente lugar à aîtrée do Estre como Événement.