12. Emerge assim uma ideia de lógica que já não diz respeito primariamente ao pensamento, mas à relação que liga o próprio pensamento àquilo que permite pensar, denominação que se poderia chamar lógica do ser ou lógica do evento, a partir da qual se torna possível o confronto com momentos decisivos da história da lógica — de
Leibniz, com sua teorização do princípio de razão suficiente, a
Kant, com sua guinada transcendental e sua interpretação específica da coisa; de
Hegel, com sua elaboração dialética do pensamento, a toda a tradição que, de
Parmênides às formalizações do século XX, assume e desenvolve o chamado princípio de identidade — de modo que os critérios fundamentais do pensar, em sua fixidez e aparente incontrovertibilidade, possam ser compreendidos e redefinidos em seu caráter intrinsecamente dinâmico.