7. Nesse significado fundante, a virada concerne à própria coisa do pensamento, o ser enquanto evento, constituindo-lhe momento decisivo, podendo identificar-se dois aspectos: primeiro, conforme carta de 1962 a William J.
Richardson, a virada de ser e tempo a tempo e ser não é procedimento de pensamento nem fato relativo a Heidegger como pensador singular, mas concerne ao próprio ser e ao próprio tempo em sua relação de reciprocidade; segundo, nos Contribuições à filosofia reconhece-se na virada no evento (die Kehre im Ereignis), fundamento de toda outra virada, a dinâmica intrínseca do acontecer próprio do evento, a dinâmica da apropriação recíproca entre ser e homem.