12. Delineia-se, a partir dessas reflexões, o percurso seguido a partir dos anos trinta, aprofundando-se, a partir de perspectivas diversas, os modos pelos quais o originário — o ser como tal — encontra sua manifestação na experiência artística, distinguindo-se três direções privilegiadas pela investigação heideggeriana: a interpretação dos poetas capazes de custodiar em suas obras os segredos que a linguagem lhes dita, sobretudo
Hölderlin, Rilke, George, Trakl e Hebel; o aprofundamento da relação entre manifestação e ocultamento do ser enquanto origem, pensada metaforicamente como a contenda (
Streit) entre mundo (
Welt) e terra (
Erde); e a redefinição do conceito de espaço em polêmica com a abordagem quantitativa própria da física moderna, sendo a escultura vista, nesse sentido, como o corporificar-se da verdade do ser.