Impõe-se esclarecer o termo Gewissen, que não indica a consciência teórica ou psicológica de algum objeto, expressa em alemão por
Bewußtsein, nem a autoconsciência (
Selbstbewußtsein), mas o que convencionalmente se traduz por consciência moral, aquela que pode ser boa ou má, limpa ou suja, submetendo Heidegger essa terminologia corrente a torção ontológica ulterior, colocando entre parênteses toda conotação moralista do fenômeno, expressando o Gewissen antes uma modalidade de relação, de abertura, que não oferece objeto a conhecer, mas se vincula, examinando-o e avaliando-o, a comportamento já realizado ou por realizar, no qual está em jogo o vínculo do ser-aí consigo mesmo.