Brentano, ao compreender a unidade da consciência que abarca passado e presente como um dado imediato, permanece fiel aos fenômenos, tal como
Bergson ao declarar que consciência significa antes de tudo memória e que uma consciência instantânea se confunde com a própria inconsciência — “Uma consciência que não conservasse nada de seu passado, que se esquecesse sem cessar de si mesma, pereceria e renasceria a cada instante — como definir de outro modo a inconsciência? Quando
Leibniz dizia da matéria que é um 'espírito instantâneo', não a declarava, quer queira quer não, insensível? Toda consciência é, portanto, memória — conservação e acumulação do passado no presente”