Esta estrutura, que é uma modalidade da doação-retraimento do ser, deve ser, por sua vez, preservada.
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Ela o é pela filosofia, que recorda o favor do velamento do ser, e pela poesia, que assume a estrutura poemática fazendo do desvelamento a finalidade de sua existência.
A poesia não é uma atividade de escritor, mas um modo de ser no mundo.
Para os “bem-pensantes” e os ocupados, a poesia é incompreensível e inútil, uma atividade de ocioso.
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Hölderlin pergunta: “Para que poetas em tempo de penúria?”.
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O poeta é o rele do ser entre homens despreocupados; é o Da-sein quando os homens não se abrem ao seu Dasein.
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Ele é o lugar-tenente daquele que dá (figurado por Dionísio), guardando a memória dos dons e dando graças.
8. O poeta como modo de existência e a relação com a finitude
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Ser poeta é viver poematicamente a essência poemática da própria ipseidade.
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Nem todos os homens estão prontos para receber a presença do dom.