A permanência na clareira é inevitável, pois agir, pensar e dizer requerem alguma consciência de algo, e essa ubiquidade torna difícil tematizar explicitamente o próprio estar na clareira, reforçando o valor de capturas epocais de seridade e explicando a ocultação em plena evidência.
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Não há como não estar na clareira ao lidar com qualquer assunto.
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A consciência é sempre consciência de algo, como intencionalidade fenomenológica.
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O ubíquo é inconspícuo e difícil de notar.
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Metafísicos captam seridade epocal disseminada em fenômenos.
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A ocultação do próprio fato de consciência é ainda maior.
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A vida cotidiana favorece negligência por ocupação.
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A iluminação da clareira visa tornar explícita a região aberta do presente e do ausente e possui razão ética no sentido de orientar um modo de vida que valoriza e celebra o fato da consciência, figurando o humano como pastor, guarda ou preservador do ser.
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A clareira é região aberta para o que se torna presente e ausente.
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Tornar-se explicitamente ciente da clareira é exigência do pensar.
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A meta é ética como orientação de vida, não como regras.
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Valorizar o fato de consciência envolve guardar a desocultação.
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A imagem do pastor ou guardião expressa preservação do desvelamento.
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O conceder que envia ao revelar é descrito como poder salvador que permite ver e entrar na dignidade de guardar a desocultação e também a ocultação, e a diferença entre apagar e acender a clareira é explicada como capacidade de intensificar atenção ao ser, análoga a soprar brasa até virar fogo.
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O conceder é poder salvador.
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A dignidade reside em vigiar desocultação e ocultação.
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O humano pode atenuar ou intensificar a luz da clareira.
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Atenção ao ser é comparada a soprar brasa.
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A experiência fenomenológica envolve tornar mais vívida a doação inicial.