O chamado da consciência não fornece quaisquer injunções práticas, unicamente porque convoca o ser-aí à existência, ao seu poder-ser-si-mesmo mais próprio
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Podem-se extrair duas dimensões distintas dessa análise da consciência existencial, podendo-se, seguindo Quill Kukla, publicando como Rebecca Kukla, chamar um dos elementos consciência transcendental
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Retomando-se toda a gama de razões comendatórias discutida antes, pode-se pensá-las todas como chamados para agir de algum modo particular, exigindo-se, para ser sensível e responder a tais chamados, ser capaz de ouvi-los, sendo esse um modo de usar consciência em II.2, a saber, como a estrutura formal de tal chamado e resposta
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A consciência chama o ser-aí para diante de suas possibilidades, dizendo nada não por ser vazia ou sem valor, mas por ser estrutura formal, buscando-se capturar um traço da experiência de agir no mundo
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É verdade que às vezes se detém a marcha, ou se é detido por outros, e se reflete sobre como agir, deliberando-se, chegando-se a uma conclusão e agindo-se a partir dela, mas na maior parte das vezes simplesmente se responde às necessidades e oportunidades de uma situação
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Ao dirigir por uma rua movimentada, surgindo uma abertura no trânsito da faixa da esquerda, aproveita-se a oportunidade, geralmente sem ponderar e decidir, o que, se feito, provavelmente faria perder a oportunidade ou causaria um acidente, respondendo-se a uma solicitação do ambiente para agir de certo modo, respondendo-se à solicitação de confortar um amigo enlutado ou de tomar novo rumo ao explicar algo a alguém
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Geralmente, a situação chama para agir de modo específico, ouve-se o chamado e se responde, não se ajustando bem esse uso estendido de consciência caso se a pense como fenômeno especificamente moral, podendo-se, contudo, considerando toda a gama de razões comendatórias, ver que todas chamam a agir de algum modo específico, sendo a consciência moral apenas uma forma de consciência nesse sentido estendido
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Pode-se identificar a estrutura formal desse chamado e resposta como fenômeno ontológico, capacidade necessária para se ser ser-aí de todo, fenômeno transcendental, a consciência transcendental