Joscelyn Benoist. Heidegger. Cours Agrégation 2006. Paris: Presses Universitaires de France, 2006.
Surge a noção de vida fictícia: como nos comportamos de fato? E ele acerta as contas com Rickert e sua filosofia do valor. O que é essa coisa capaz de projetar valores: o que é esse sujeito? Exigência fenomenológica da construção da noção de sujeito que levará à sua destruição. Rickert, para Heid, é o último descendente da suposição da divisão entre o subjetivo e o objetivo. Processo de indeterminação ontológica das filosofias que utilizam esse conceito de valor. Estratégia de neutralidade ontológica desses filósofos do valor. Se eu coloco a questão do dever ser, não estou mais no terreno do ser. Mas o dever ser também tem uma ontologia para Heid. O que é esse sujeito desmembrado, preso entre o ser e o dever ser? É preciso encontrar uma ontologia que assuma o que havia sido deixado de lado antes. Nessa vontade de encontrar uma ontologia para o dever ser: cf. Lévinas (A ontologia é fundamental?), que criticará isso, essa vontade de uma ontologia do dever ser. É preciso sair da ontologia para uma descrição do dever ser. Retomada e radicalização do gesto kantiano.