Interpretação do interesse teórico como sintoma de época, ligado à estetização da vida e ao marketing emocional, mas transcendendo esse sentido galvaldado para um autêntico interesse no ancoramento corporal no mundo.
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A atenção às qualidades atmosféricas do entorno é um traço da consciência hipermoderna.
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Citação de Henri
Maldiney sobre a percepção de um raio de luz como aspecto do mundo, não como estado interior ou objeto.
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Essa atenção aponta para uma hermenêutica do medial, do fundo, do entre, com raízes mais profundas que a influência mercantil.
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Crítica às abordagens teóricas contemporâneas da ambiência, consideradas frequentemente incompletas e carentes de um eixo claro de pesquisa, resultando em uma “joyeuse confusion”.
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A teoria das atmosferas se consolida com dificuldade, dada a novidade e ubiquidade do objeto.
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As análises carecem de coerência interna, produzindo discursos equívocos entre abordagens subjetivas e objetivas.
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A ambiguidade do fenômeno frequentemente destacada pelos pensadores gera discursos igualmente equívocos.
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Definição da ambição do trabalho como uma perspectiva original e radical, que segue a contrapelo dos discursos eruditos, através da abordagem imersiva.
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A abordagem imersiva visa captar a ambiência como experiência não substancial nem relativa, respeitando seu auto-desdobramento.
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Ela supera a noção bastarda de atmosfera, que hesita entre sentimento interno e caráter objetivo, conferindo-lhe legitimidade filosófica.
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Conclusão sobre o papel da eco-fenomenologia em fundamentar uma verdadeira pensamento das ambiências e reforçar uma ontologia medial do ser-no-mundo.
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O que há para pensar é a inerência pré-reflexiva e não-intencional no mundo.
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O vivente expressa em seu ser a pertença a uma totalidade; o eu é penetrado pelo meio e vice-versa.
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A ambiência é a manifestação sentida dessa vibração do meio e dessa pertença afetiva às situações.
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Considerar a ambiência abre os olhos para a presença tonal do meio e permite penetrar no fundo indiferenciado do ser, superando a separação entre eu e mundo.