Interroga por que
Descartes é, aos olhos gregos, uma espécie de forcené, ancestral direto daquele que em
Nietzsche anuncia a morte de Deus, eclipsando a aletheia em favor de um dispositivo de certeza, esclarecendo que Heidegger não refuta
Descartes, mas o vê pela primeira vez em toda a sua estranheza, estranheza que se tornou nossa segunda natureza a ponto de
Husserl, na esteira de
Hegel, só poder ver em
Descartes o ponto de partida radical de toda filosofia