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A filosofia e a ciência, ao se tornarem “arrazoamento” e explicação, levam ao domínio planetário do “princípio de razão”, e a tentativa de elucidação da ciência por Heidegger não é contra ela, mas para ela, visando meditar seu ponto de partida na “physis” e no “logos” gregos.
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O mundo grego não é um passado “atrás de nós” que a história pode explicar, mas nos concerne no enigma do presente e na capacidade de futuro, e a condição autêntica de encontro entre os homens é a “memória da iniciação grega”.
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A ciência, fascinada pelo que pode, não sabe o que é nem de onde vem, e a filosofia, obcecada pela ciência, também é esquecida de si, e o “Schritt zurück” (passo de recuo) é a tentativa de se libertar da filosofia esquecida para um pensamento que seja “profundamente memória”.
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O “Schritt zurück” (passo de recuo) não é uma busca fácil no passado, mas um diálogo com os pensadores gregos e sua palavra, um diálogo ainda “em espera de seu início”, e a obra de Heidegger não é uma “contribuição histórica”, mas uma meditação que coloca radicalmente em questão o sentido da história.