-
A criação poética de uma “língua na língua” tem o sentido de uma “hermenêutica da língua mesma”, e a língua é em si mesma um “removedor mágico”, e não um “codificação subjacente”, sendo a “prosa mais humilde” portadora de uma fonte secreta.
-
O ensinamento do poeta é que a língua é essencialmente “poema”, e cada palavra, mesmo a mais banal, é na verdade um “poema”, e “falar” é um “dizer” que não é mais do que um “chamar”, onde o “chamado” não se impõe, mas “convida” e “inicia”.
-
A pergunta fundamental é se o homem “fala” porque é homem ou se ele é homem porque “fala”, e a “linguagem” como “morada do ser” é inapreensível pela ciência da linguística, que é apenas uma “disciplina” da língua, e não pode captar o “abismo” entre a palavra e a coisa.
-
A “gramática”, como disciplina da língua, pode ser um “arcabouço” que atrapalha a reflexão sobre a língua, e a filosofia, que é um “diálogo” com os pensadores gregos, não pode ser substituída por uma “gramática filosófica”.
-
A questão da língua não é a da “origem” da língua como objeto da linguística, mas sim, como a “essência” da língua deve ser pensada a partir da “palavra”, e não a partir do “signo”, e a “palavra” é sempre uma “palavra única e singular”, que não pode ser substituída por outra.