A investigação do a priori da correlação conduz ao viver como sentido originário do ser do sujeito, pois sua vitalidade já envolve abertura à exterioridade e sua percepção permanece uma atividade vital, de modo que estar vivo e experimentar, sentir ou perceber devem ser compreendidos em sua unidade anterior à separação entre
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O sujeito não se torna condição da aparição apenas porque pertence à classe dos organismos dotados de sistema nervoso desenvolvido, mas porque sua própria vida é abertura ao mundo e conhecimento.
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Toda experiência e toda atividade cognoscitiva continuam sendo modalidades do viver, razão pela qual se deve determinar o sentido da vida capaz de incluir a percepção.
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As fenomenologias mais rigorosas reconhecem que o sujeito reúne pertença ao mundo e fenomenização, mas continuam submetendo o viver à oposição entre vida e consciência, corpo e psiquismo.
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A consciência acaba transcendendo a vida, inclusive sob a forma elaborada de um terceiro movimento da existência, e a diferença humana volta a ser concebida como algo de que a vida seria incapaz.
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A separação entre vida e consciência enraíza-se na ontologia da morte, que toma o retorno à matéria inerte como verdade ontológica do ente e compreende o vivente como exceção ameaçada de desaparecimento.
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A vida passa então a ser definida como negação dessa ameaça, isto é, como sobrevivência, autoconservação e repetição de si, sem receber um sentido de ser próprio.
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O ser vivo não vive porque participa da vida, mas supostamente vive por possuir uma organização material complexa cujas propriedades tornam possível a conservação.
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A vida fica inteiramente subordinada ao organismo, relacionando-se com a alteridade apenas quando esta satisfaz suas necessidades e o reconduz a si mesmo, o que a reduz à clausura e à intransitividade.