, não apenas porque as duas filosofias procedem de uma mesma atitude diante da ontologia cartesiana, mas porque
se reconhece explicitamente na elaboração leibniziana do problema ontológico, retomando certas descrições leibnizianas conservadas fora de sua elaboração substancialista e ontoteológica, a expressão do universo em nós sendo aquilo mesmo que se constata na percepção
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a longa citação de
Merleau-Ponty segundo a qual a relação de In der Welt Sein ocupa o lugar que tem em
Leibniz a relação de expressão recíproca das perspectivas tomadas sobre o mundo e de Deus como autor único dessas perspectivas, certas descrições leibnizianas devendo ser conservadas e separadas da elaboração substancialista que
Leibniz lhes impõe, e a fórmula segundo a qual nossa alma não tem janelas significando In der Welt Sein
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a percepção como abertura de um nível, de uma dimensão do mundo, cada experiência sendo uma modalidade de expressão do mundo, e o mundo não sendo senão sua própria expressão, como eixos e raios que preservam sua profundidade
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a recusa de reabsorver o mundo na coisa e a expressão no exprimido, cada coisa não sendo senão um modo, uma dimensão da expressão do mundo, a expressão sendo mais profunda que o exprimente e o exprimido, que a consciência e o mundo
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a expressão como simultaneamente clareza e obscuridade, a coisa não conquistando sua individualidade senão permanecendo copresente ao mundo
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a citação leibniziana segundo a qual cada substância é um conjunto organizado e fechado que é, no entanto, representativo de todo o resto, possuindo seus símbolos e equivalentes para tudo o que não é ele
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a compreensão do Ser como entre-expressão, o mundo se constituindo em torno de pontos de passagem e eixos de equivalência sobre os quais as coisas comunicam e acedem à sua identidade e à sua diferença
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o quiasma definido como a verdade da harmonia preestabelecida, mais exato do que ela porque liga como avesso e direito conjuntos já unificados em vias de diferenciação
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o mundo não sendo nem um nem múltiplo, mas já acordo e interioridade discordante de toda coisa a toda coisa, à imagem do universo leibniziano
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a citação segundo a qual há dimensionalidade de todo fato e facticidade de toda dimensão, o que estende a compreensão da intersubjetividade como entre-expressão e ressitua a consciência propriamente dita como um momento da expressão e não como ruptura com o mundo