O visível não se dá como significação, como um o quê, mas permanece a distância, transcendente, permanecendo o sentido nele invisível, sem que o invisível seja o contraditório do visível, pois este tem ele mesmo uma armação de invisível
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Há certo rapport entre visível e invisível onde o invisível não é apenas não visível mas onde sua ausência conta ao mundo, estando atrás do visível, visibilidade iminente ou eminente, apresentado justamente como o que não pode ser apresentado em pessoa
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O recurso às noções de visível e invisível visa definir o ser do mundo aquém da oposição entre fato e sentido, mostrando que o próprio do sentido é dissimular-se sob a forma do visível, e o próprio do visível é ser um modo de apresentação do sentido
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O sensível deve ser caracterizado não como negação imediata do sentido mas como negação-referência, invisível sob a forma de puro sentido mas ainda retido na visibilidade que oculta, sendo zero ou potência de visibilidade
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O visível é apresentação de uma certa ausência, não porque se distinga, enquanto sensível, de um sentido do qual seria o signo, mas enquanto é essa apresentação, permanecendo o visível ele mesmo apenas se não for outro que o sentido, portando-o já em filigrana
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É de um único movimento que o sensível se afasta do em si e se distingue do sentido, pois colocá-lo como em si restauraria diante dele a positividade do sentido, e situar o visível mais alto que o em si impede o sentido de cindir-se daquilo de que é sentido
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Desvanece-se assim a oposição entre sentido e sensível, entre invisível e visível, que sempre repousa na decisão de pensá-los como entes, consistindo o ser do sensível justamente em não repousar em si mesmo como um ser mas em estar tramado de invisível
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O sensível é precisamente o meio onde pode haver ser sem que ele tenha de ser posto, sendo a aparência sensível do sensível o único meio de o Ser se manifestar sem tornar-se positividade, sem deixar de ser ambíguo e transcendente
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O ser do sensível é o ser do subentendido, não indicação de outra presença mas a presença como sua própria alusão, não havendo sentido senão enquanto não pode ser posto à parte daquilo de que é sentido, isto é, de sua própria encarnação ou figuração