A percepção atinge a coisa mesma em virtude de ser intuição, mas distingue-se de um conhecimento adequado, pois o objeto nunca é dado inteira e integralmente tal como é em si, situação que
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a citação segundo a qual a percepção, ao pretender nos dar o objeto ele mesmo, reivindica ser um ato que não requer preenchimento ulterior, o que permanece uma mera pretensão
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o exemplo da mesa percebida sob uma diversidade contínua de aparências e escorços que apresentam sempre o mesmo objeto sem jamais esgotá-lo
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a ambiguidade constitutiva pela qual o escorço é ao mesmo tempo ele mesmo e o objeto que apresenta, identidade de si e de sua própria superação
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o objeto sendo simultaneamente presente, por ser atingido em pessoa, e indefinidamente ausente, por nenhuma série de escorços poder esgotar o teor de seu ser
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a caracterização eidética, e não fatual, da coisa espacial só podendo ser dada em percepção através de um escorço, por essência e não por acidente da constituição humana
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o abismo eidético entre a experiência vivida, dada a si mesma sem distância, e a coisa transcendente, dada apenas por escorços, mesmo para um sujeito de conhecimento absolutamente perfeito
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a diferença essencial e intransponível entre a percepção e a objetivação simbólica ou significativa, o escorço não sendo nem a coisa nem uma simples aparência