A evolução do estatuto da interrogação filosófica: dos primeiros trabalhos, que tomam como garantida a possibilidade de uma filosofia da experiência imediata, a
O Visível e o Invisível, que inaugura uma interrogação sobre a própria interrogação filosófica.
-
A “questão 'o que é a filosofia?'” como o pré-requisito para uma exploração consequente do Ser.
-
A mutação metodológica fundamental: o mundo não é mais abordado de maneira imediata ou através da mediação da psicologia da forma, mas é apreendido a partir do facto da interrogação e do discurso.
O movimento regressivo que, da Fenomenologia da Percepção, conduz ao mundo da interrogação e à essência selvagem, motivado pela consideração do problema da palavra e da idealidade.
A estrutura da ontologia em O Visível e o Invisível, que deve acompanhar um movimento descendente (da expressão ao Ser e do ser-no-mundo à carne) com um movimento ascendente (do sentir “solipsista” à idealidade mesma).
A articulação fundamental que a ontologia de Merleau-Ponty busca restituir: uma articulação originária do sensível e do sentido.
PS: BARBARAS, Renaud. De l’être du phénomène. Grenoble: Jérôme Millon, 1991