AGAMBEN, Giorgio. O uso do mundo. Tr. Cláudio Oliveira. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2014
4. Relação entre Uso e Cura em Martin Heidegger
4.7. Relação entre Uso Ontológico e «Familiaridade que Usa e Maneja»
A relação entre o «uso» (Brauch) como dimensão ontológica e a «familiaridade que usa e maneja» de Essere e tempo
Analogia entre «usar significa: deixar ser presente algo de presente como presente» e «deixar satisfazer significa onticamente: deixar ser um manejável tal como é e para que seja tal» (par. 18 de Essere e tempo)
O sentido ôntico de deixar ser intencionado de modo fundamentalmente ontológico
O deslocamento do uso para o plano da diferença ontológica, tirando-lhe a concretude e evidência
A questão do significado do ser usar o ente e da relação ontológica originária ter a forma de um uso
A assimilação do uso (chreon) à energeia
O ente presente levado à presença e inatência por surgir de si mesmo e ser pro-duzido pelo homem
O que vem à presença tem o caráter de um ergon («pro-duto» - Hervor-gebrachtes)
A presença do que é presente (o ser do ente) se diz energeia em grego (p. 342)
Uso (chreon) e ser-em-obra (energeia) «nomeiam o mesmo» (p. 342) pela proximidade já encontrada em Aristóteles
A questão da especificidade do termo chreon (uso) em relação à energeia
A possibilidade de o uso implicar outra relação que não a energeia em relação à potência
A possibilidade de pensar um uso da potência que não signifique a sua simples passagem ao ato (sua colocação em obra)
A implicação de uma ontologia irredutível à dualidade aristotélica de potência e ato (que governa a cultura ocidental)