===== GA28 – §1 ===== Der Deutsche Idealismus ** EINLEITUNG - Die gegenwärtige Problemlage ** ** § 1. Die Aufgabenbestimmung der Vorlesung ** * A tarefa da preleção não é um simples relato histórico do idealismo alemão seguido de uma descrição da filosofia atual, mas sim uma comparação viva entre os dois momentos. * A comparação não se dá entre dois objetos externos: nós mesmos somos um dos termos do confronto, de modo que seus resultados nos afetam diretamente. * O risco de a comparação se tornar um exercício meramente estético ou psicológico precisa ser enfrentado; ela só tem valor se não se encerrar em si mesma. * O que importa não é a biografia ou a bibliografia dos filósofos, mas a filosofia em si mesma, naquilo que ela ainda tem a dizer. * A preleção não deveria ser uma listagem cômoda de títulos e datas, nem uma conversa superficial entre o idealismo alemão e as tendências contemporâneas. * A tarefa não é inventar algo novo por capricho, pois aquilo que deve ter autenticidade precisa ter crescido de dentro, a partir de germes carregados de força latente. * O que importa é buscar esses germes e esse solo, mantendo uma paixão sóbria pelo questionamento, sem autoilusão. * O passo mais imediato é a consideração comparativa, de modo que o presente não seja apenas objeto de comparação, mas o sujeito ao qual se fala. * Para compreender o idealismo alemão, é preciso já trazer consigo a compreensão do que está em jogo nele, iluminando aquele tempo a partir do presente. * A consideração não é apenas feita em relação ao presente, mas a partir dele; só assim o passado se torna vivo. * Para compreender a situação problemática atual, é preciso um esforço semelhante ao exigido para compreender o passado; o presente não é mais transparente por ser próximo. * A situação problemática do presente não é a soma das opiniões filosóficas em circulação; os problemas só existem quando são efetivamente colocados, e nem todos os que são colocados são reais. * É possível que a filosofia contemporânea responda a perguntas que ninguém faz e que não dizem respeito a ninguém, sendo sua característica justamente a ausência de problemas genuínos. * Os problemas centrais e atuantes de uma época são, com frequência, aqueles que não são explicitamente formulados, mas que constituem as tendências e forças motrizes do tempo. * A consideração comparativa transforma-se em diálogo vivo: só a partir do futuro se compreende a história, e esse diálogo é necessariamente confronto, diferente do que se chama polêmica científica. * Tudo o que é decisivo está entregue à liberdade de cada um; é possível esquivar-se, deslizar no antigo ou precipitar-se no novo, entregando-se aos acasos do dia. * A filosofia não tem utilidade no sentido corrente; a pergunta pelo que ela serve pode revelar que quem a faz ainda não chegou a si mesmo e à própria existência. * A grandeza interior do ser humano está na possibilidade de ir além de si mesmo e engajar-se, e filosofar é deixar acontecer esse engajamento. * Só quem tem a liberdade de querer trazer-se a si mesmo está em condições de enfrentar a primeira tarefa: libertar e trazer à luz as tendências filosóficas fundamentais. * A preleção divide-se em duas partes: a revelação das tendências filosóficas fundamentais do presente e o confronto com o idealismo alemão, sendo a primeira parte consideravelmente mais breve que a segunda.