===== PHAINOMENON - BEING (2015, 85) ===== //SHEEHAN, Thomas. Making Sense of Heidegger: A Paradigm Shift. Lanham: Rowman & Littlefield, 2015// * Na interpretação de Heidegger, confirmada por John H. Finley, Jr. em Four Stages of Greek Thought, os gregos foram os primeiros a experimentar fundamentalmente o ser (to on) como phainomenon, isto é, como aquilo que se mostra por si mesmo, que aparece e que é precisamente na medida em que se traz à auto-manifestação radiante. * Experiência originária do ser como aparecer. * Phainesthai entendido como auto-manifestação luminosa. * Identidade entre ser e mostrar-se. * Confirmação filológica da tese em Finley. * No aparecer, o ente manifesta-se como algo significativo, de modo que o caráter do “como” indica a irrupção do sentido com a chegada do homem, sendo o filósofo aquele que interroga explicitamente o aparecer-como enquanto tal, isto é, o ser dos entes. * Aparecer como escudo, navio ou deus. * Dimensão do “como” como emergência do sentido. * Correlação entre sentido e presença do homem. * Distinção do filósofo pela pergunta pelo aparecer-como. * Sempre que os gregos falam de to on implicam o ente enquanto algo sob determinada modalidade de presença significativa, mesmo que o “como” não seja explicitado, de modo que to on significa um ente-em-uma-modalidade-de-ser, expresso por Heidegger como das seiend-Sein, sendo ousia traduzível como Seiendheit, o que conduz à formulação aristotélica da pergunta pela ousia como pergunta pelo sentido do ser. * To on hei como ente sob modalidade. * Dimensão do “como” articulada no “é” apofântico. * Tradução heideggeriana de to on. * Ousia como Seiendheit ou is-ness. * Reformulação da pergunta: o que é o ente enquanto ente? * Busca pela unidade analógica das modalidades de ser. * Pergunta pela ousia como pergunta pelo sentido do ser. * Falar dos entes como phainomena implica o horizonte de sua manifestação significativa, correlato às modalidades de Vernehmen como legein ou noein, pois sem logos não há is-ness, sendo o homem enquanto zoon logon echon o locus do sentido, e o logos entendido por Aristóteles como deloun, apophainesthai e sobretudo aletheuein, de modo que o ente é sempre on legomenon. * Horizonte de manifestação como condição do aparecer. * Correlação entre phainomenon e legein. * Homem como zoon logon echon. * Logos como tornar visível e desvelar. * Entes como “lidos” segundo modos de presença. * A síntese estabelece que todo ente implica uma dimensão de ser expressa no “como” e que o único locus dessa dimensão é a essência humana enquanto logos ou aletheuein, de modo que to on e legein são aprioricamente correlativos e que a ontologia, ao cumprir a tarefa de legein to on hei on, só é possível enquanto fenomenologia. * Dimensão do ser expressa no “como”. * Essência humana como lugar do sentido. * Correlação apriorística entre ente e logos. * Natureza fenomenológica do homem. * Ontologia possível apenas como fenomenologia. {{tag>Sheehan fenômeno ser aparecer}}