====== CRIATIVIDADE (2025) ====== //Byung-Chul Han. Contro la società dell’angoscia. Torino: Einaudi, 2025// * Ser livre significa ausência de coerções, porém no regime neoliberal a liberdade produz coerções internas e não externas, pois a coerção de performance e de otimização são coerções da própria liberdade, levando liberdade e coerção a colapsarem, e a submissão ocorre livremente à obrigação de ser criativo, prestante, performante e autêntico. * Liberdade definida como não coerção. * Coerções internas geradas pela própria liberdade. * Performance e otimização como coerções da liberdade. * Colapso entre liberdade e coerção. * Auto-submissão à criatividade e autenticidade obrigatórias. * A criatividade frequentemente invocada impede a emergência do radicalmente Outro ao alinhar-se a nova produtividade e operar como dispositivo neoliberal com coerção interna voltada ao incremento produtivo, de modo que o “novo” produzido não é o totalmente Outro, mas continuação do Igual, não gerando forma de vida além de produção e consumo e assumindo por fim a forma do consumível. * Criatividade como obstáculo ao novo inaudito. * Dispositivo neoliberal com coerção interna. * Serviço exclusivo ao aumento de produtividade. * “Novo” como continuidade do Igual. * Novo como mercadoria consumível. * O pathos moderno da novidade radical é estranho ao dispositivo pós-moderno da criatividade, pois na modernidade clássica vigora ambição de recomeçar do zero e iniciar pelo Novo, limpando o campo, e Benjamin menciona artistas e escritores que se despedem da burguesia antiquada para voltar-se ao homem nu do tempo presente como recém-nascido em faixas sujas, enquanto a criatividade pós-moderna não visa nova nascitura e carece de ardor pelo Novo, produzindo apenas variações do Igual. * Modernidade clássica: decisão de recomeçar e iniciar do Novo. * Fazer tábula rasa e limpar o campo. * Benjamin: artistas e escritores entusiasmados com o recomeço. * Ruptura com burguesia antiquada e imagem do recém-nascido. * Pós-modernidade: falta de pathos e ardor pelo Novo. * Variações do Igual como produto do dispositivo. * A autocriação e autorrealização criativa assumem caráter de coerção ao conduzir à auto-otimização e ao autoesgotamento até a morte sob ilusão de realização, intensificando angústia e culminando em depressão, enquanto a autocriação funciona como autoexploração a serviço do aumento de produtividade. * Autocriação como coerção interior. * Auto-otimização e autoexploração até o esgotamento. * Intensificação de angústia e produção de depressão. * Serviço à produtividade como finalidade. {{tag>"Byung-Chul Han" criatividade ação liberdade}}