obra:ga74:1a13
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| + | ====== §§1-13 ====== | ||
| + | //Zum Wesen der Sprache und Zur Frage nach der Kunst [2010]// | ||
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| + | **A Fala (resumos)** | ||
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| + | **1. A Resolução** | ||
| + | * O ser é aquilo que não necessita de eficácia para existir, e por isso há uma coragem que pode até mesmo prescindir do heroísmo. | ||
| + | * Nesses dois enunciados está contido o pensamento essencial: o dizer a partir da nadificação, | ||
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| + | **2. Os Signos da Decisão** | ||
| + | * Há uma diferença entre quem apenas relata e planeja a partir do ente, quem preenche o relato e o planejamento com o que em toda metafísica " | ||
| + | * Fundar algo que não é calculado para produzir efeito, e que pode esperar longamente até que sua não-efetividade se ilumine como o próprio ser, de modo que o encobrimento, | ||
| + | * O ser não necessita do ente para " | ||
| + | * A metafísica situou a essência do ser (entidade) na efetividade (actus) e a interpretou como objetividade porque jamais foi capaz de pensar o encobrimento como Ereignis. | ||
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| + | **3. A Questão do Ser** | ||
| + | * O ente é o próprio ente; o ente é ente, está na entidade, e a entidade é o ser; quanto ao ser, sua questão oscila entre clareza e confusão, perguntando o que o ente é. | ||
| + | * O ser enquanto tal — a presença, a visibilidade, | ||
| + | * Nunca foi decidido, nem mesmo admitido sem reflexão, por que a questão "o que é..." deve ou pode prevalecer como modo de perguntar pelo ser; Parmênides, | ||
| + | * Antes e dentro do "o quê" como modo de indagação já está o próprio ente em seu emergir que retorna a si mesmo — a physis. | ||
| + | * No dizer do ser do ente, a physis se diz sem que a aletheia possa ser distinguida dela, e esse primeiro dizer é a recolha na presença — o dizer do Um —, razão pela qual o hen é um primeiro nome do ente no todo: hen kai pan, o Um como unidade e, portanto, o Todo em sua totalidade. | ||
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| + | **4. A Questão do Ser (O Primeiro e o Outro Início)** | ||
| + | * A ambiguidade da questão do ser é reconhecida pela distinção entre a pergunta pelo ser do ente (pela entidade) e a pergunta pela verdade do ser. | ||
| + | * Admitida essa outra questão, ela poderia parecer apenas um acréscimo reflexivo à determinação do ser do ente — um acréscimo que apenas pergunta como " | ||
| + | * A virada decisiva está na essência da verdade e no modo do relacionamento com ela: não o noein e o representar do aparente, mas o ser-aí na clareira; e o ser-aí simultaneamente como vigência do ser e o ser-humano pela condição de lançado no ser-aí de modo outro. | ||
| + | * Tudo isso não se faz por meio de " | ||
| + | * A superação da ambiguidade pelos títulos "Ser e Pensar" | ||
| + | * O " | ||
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| + | **5. Os Dois Saltos na Tentativa de Pensar o Ser** | ||
| + | * O primeiro salto — "Ser e Tempo" e o restante até 1931 — situa-se no âmbito da metafísica herdada, concebida como questão acerca do ser do ente enquanto tal no todo, buscando fundar a metafísica numa repetição por meio de um questionar mais originário, | ||
| + | * O segundo salto é a iluminação de que aqui já se pergunta não apenas de modo mais originário, | ||
| + | * Mesmo quem acredita saber para onde pensa, não o sabe de fato: tão oculto e ao mesmo tempo tão próximo é o único a ser pensado — o seer. | ||
| + | |||
| + | **6. Os Três Insights e o Saber** | ||
| + | * Os insights que despertam são: o ser vigora na clareira do tempo; para isso deve vigorar algo único, até então oculto — o ser-aí; e a verdade do ser, para a qual o " | ||
| + | * O saber que é concedido: o seer faz vigorar a verdade; a verdade determina, pela voz do seer, o " | ||
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| + | **7. Seer, " | ||
| + | * No seer e como seer está a verdade no sentido da clareira e, com ela, a possível vigência do ser-aí, que se torna necessidade quando o seer exige a fundação de sua verdade. | ||
| + | * O conhecer não brota nem do espírito nem do " | ||
| + | * Apenas para a metafísica tudo isso se apresenta de modo diferente, a ponto de a explicação do conhecer ser entregue à " | ||
| + | |||
| + | **8. A Fala** | ||
| + | * A fala é a história do seer em palavras no pensamento, nomeando o seer a partir de sua essência, sem alcançá-lo, | ||
| + | * A fala inclui o " | ||
| + | * A fala da história do seer pertence a essa mesma história porque ersagt — diz-conquistando — a palavra do seer; ela não é relatório nem narração posterior, tampouco palavra da poesia, mas é história do seer e, precisamente, | ||
| + | * À " | ||
| + | * Os ditos têm como única mestra a necessidade de dizer cada vez mais inicialmente o mesmo, até que uma vez — sem que isso possa ser calculado por comparação — uma palavra seja bem-sucedida, | ||
| + | * Permanece necessária a intocabilidade pelo passado, isto é, pela verdade do ente como metafísica, | ||
| + | * A intocabilidade pelo passado liga, porém, ao que foi e faz experimentar o pertencimento àquilo que, na história da metafísica, | ||
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| + | **9. O Início Seyns-Histórico** | ||
| + | * Quem decide sobre a essência do seer? Quem determina a verdade dessa decisão? Quem diz o que é essencial e o que é " | ||
| + | * Em que âmbito perguntamos, | ||
| + | * Nenhuma ponte ainda foi lançada ao ente, nenhuma invocação do ente pode ajudar aqui; ou tudo nos é negado? Ou é a recusa a palavra mais oculta? Somos afinados pela voz dessa palavra? | ||
| + | * E contudo estamos sobre a ponte para o ente; e contudo somos nós mesmos a ponte entre o ente e o seer. | ||
| + | * O início mais inicial aguarda ainda não-iniciado; | ||
| + | * Com isso, porém, já está decidido no mais sido, no mais inicial, que todo ente, a partir de seu fundamento, deve se articular de modo outro; mas também que, por longo tempo, a partir do início mais inicial, o seu não-decidido se prepara, irreconhecível e sempre misturado ao fim consolidado do esquecido primeiro início. | ||
| + | * Difícil de saber é esse não-decidido do ente no seer já vigente, pois a ele pertence a abundância da dispensabilidade frente a toda maquinação que ainda domina tudo ao redor. | ||
| + | * O início aparece-nos habitualmente como o que antecede o fim e vai ao seu encontro — tomamo-lo pelo começo; mas o início vigora antes e propriamente ao retornar a si mesmo, ao ab-fundamentar e ao repelir qualquer invocação do ente, a partir de um afastamento que já brota da inclinação para a apropriação da clareira. | ||
| + | * O início não conhece a pressa; sua " | ||
| + | * O início tampouco pode ser pensado no conceito do incondicionado, | ||
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| + | **10. A História do Seer** | ||
| + | * O primeiro início: o emergir da presença sem fundação do desvelamento que se apropria no emergir, sem fundamento do encobrimento; | ||
| + | * No encobrimento do primeiro início começa a filo-sofia como pensar da entidade do ente — a filosofia é meta-física; | ||
| + | * Essa história se consuma na desdobramento da entidade em subjetividade incondicionada e finalmente invertida — ser como vontade de poder e eterno retorno do mesmo. | ||
| + | * Com isso a metafísica alcança a consumação de sua essência e amadurece para a libertação do não-essenciar, | ||
| + | * A transição da metafísica do essenciar para o não-essenciar, | ||
| + | * No oculto, o ente é lançado ao mais extremo abandono pelo ser e pela possibilidade de fundação de sua verdade; mas com esse abandono como história do próprio seer, já se apropria este e, com ele, a super-ação da metafísica. | ||
| + | * O primado do ente (como efetivo) e da entidade como representidade (ideia — valor) se rompe, enquanto ainda os andaimes estão de pé e são constantemente re-erguidos e re-preenchidos. | ||
| + | * O seer mesmo rejeita todos os suportes e muletas, todas as saídas e sussurros, todos os incentivos e estímulos da metafísica. | ||
| + | * O seer mesmo exige a insistência no essenciar ainda não-fundamentado da verdade — mas assim já se apropia como história do essenciar da verdade não-interrogada e entrega à condição de lançado na fundação de seu essenciar. | ||
| + | * Encobrimento do primeiro início, irreconhecibilidade do essenciar da metafísica, | ||
| + | * A tonalidade do primeiro início do pensar pensante nos permanece oculta; o que se faz conhecer como thaumazein é a tonalidade no fim do primeiro início, a tonalidade no início da filo-sofia, a tonalidade para a meta-física; | ||
| + | * Talvez a tonalidade proto-inicial seja mais aparentada à tonalidade que afina o outro início — o espanto-terror — mais aparentada do que imaginamos; a mesma e, contudo, algo inteiramente outro; talvez algo que nós, que decaímos através da " | ||
| + | * No Ereignis não há " | ||
| + | * A trans-posição no ser-aí e a compreensão (dar-posição para uma insistência nele) estão sempre ainda antes do que chamamos história dos homens e do " | ||
| + | * Nenhuma trans-posição e compreensão existe sem sempre retroceder ao início, áspera e isolada em si mesma, de tal modo que todo explicar e derivar se rompe diante dela. | ||
| + | * Também a transição da metafísica para o outro início, na qual a história do seer como Ereignis se torna tonalidade, é trans-posição — emergindo em si a partir do início e sem ser computável segundo nenhum fim. | ||
| + | * Toda trans-posição no ser-aí é despedida para um pertencimento inicial, no qual o Ereignis encontra a fundação de sua verdade. | ||
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| + | **11. "A História da Filosofia" | ||
| + | * A " | ||
| + | * Tais possibilidades, | ||
| + | * A essência da história permanece incompreendida, | ||
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| + | **12. O Pensar Seyns-Histórico** | ||
| + | * O pensar seyns-histórico não é apreensão conceitual — no sentido do re-mover para o geral — nem no sentido do representar-se-a-si-mesmo e explicar da representidade (" | ||
| + | * Não é " | ||
| + | * Tampouco é " | ||
| + | * É, antes, o distanciamento do Ereignis que não insiste no ente (o " | ||
| + | |||
| + | **13. Insistência e Pensar** | ||
| + | * A insistência nunca significa fixação cega no possuído, mas é, como insistência do ser-aí, o não-insistir no ente; o não-insistir é capaz do distanciamento, | ||
| + | * O pensar insistente não apreende ao cobrir o seer com enunciados que necessariamente alojam o a-ser-pensado sob a proteção do já compreendido e aparentemente claro. | ||
| + | * O pensar seyns-histórico não conhece os " | ||
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