obra:ga70:ereignis
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| + | ====== EREIGNIS ====== | ||
| + | * O [[lx> | ||
| + | * Quando o ente vem ao aberto, ele não apenas entra na possibilidade de ser objetivado, mas ingressa no ser, na saga e na palavra, que não são mera expressão ou formulação, | ||
| + | * A rosa floresce unicamente no poema do poeta; esse florescer não é repetição de algo pretensamente real, mas é o próprio ente, de modo que a poetização genuína é rara, assim como raro é o florescimento das rosas. | ||
| + | * A subjetividade metafísica toca, sem o saber, o Ereignis, porque nele ocorre uma reivindicação do homem pelo ser, embora a subjetividade não funde essa distinção do humano, que antes se radica na apropriação ao ser e no cuidado de sua guarda. | ||
| + | * Pensar o ente de modo [[lx> | ||
| + | * Quando o ente é experimentado e preservado no ser como Ereignis, revela-se em que medida a tonalidade afetiva atravessa o homem a partir do [[lx> | ||
| + | * O ser não produz nem causa o ente, não o representa como objeto nem o recobre com uma claridade exterior; antes, o ser como apropriação ([[lx> | ||
| + | * A reivindicação do ente de dispor por si mesmo sobre a essência do ser endureceu-se através da metafísica, | ||
| + | * O ser não é a tradução do ente para o interior da subjetividade humana concebida como ego; a contraposição adequada seria: não tradução para o interior do ser humano, mas transformação desse ser mediante a apropriação ao ser como Ereignis. | ||
| + | * O ente é destituído de seu primado, mas não dissolvido no ser; ao contrário, torna-se mais ente do que antes, sem poder refugiar-se na subjetividade nem ser rebaixado a puro nada, tampouco reduzido a uma ficção produzida pelo próprio ente. | ||
| + | * O ser não é o ente uma segunda vez: no ser o ente é uma única vez e projeta-se assim para a singularidade do ser; esse projetar-se ([[lx> | ||
| + | * O Ragen não é representação nem mera aparência, mas abertura que ao mesmo tempo permanece retraída no sem-ser; como irrupção na clareira, é algo inaugural e cada vez singular, não mera iluminação. | ||
| + | * No Ereignis o ente não é permutado para o ser como interior do eu; a intimidade do ser é distante de toda sentimentalidade humana, e o ente é antes transferido da temporária privação de ser para a exteriorização do Ragen. | ||
| + | * O ente sem-ser ([[lx> | ||
| + | * Como o ser chega entrementes ao sem-ser e inaugura o ente como começo, o ente, entendido como o sem-ser agora ente, é em certo sentido anterior e mais antigo do que o ser; o ente é o a priori em relação ao ser, sem que daí resulte o ser como mero recobrimento. | ||
| + | * A privação de ser ([[lx> | ||
| + | * O abandono do ser é um modo de vigorar do próprio ser, o acontecimento de deixar o ente à deriva na maquinação; | ||
| + | * A privação de ser, porém, deixa vislumbrar um extremo do vigor do ser: começo, declínio, despedida; e nela se desvela a negação mais íntima do ser, não apenas como encobrimento, | ||
| + | * A des-apropriação deixa subsistir no sem-ser; ela é mais essencial e mais originária do que a simples destruição, | ||
| + | * O pensamento do nada é, em comparação, | ||
| + | * Quando o ente é o sem-ser, alcança-se a determinação sempre buscada quando se toma o ser-em-si e o ser-por-si-mesmo como o que há de mais próprio no ente; o sem-ser não necessita do ser e mesmo assim não é o nulo. | ||
| + | * O Dasein pensa simultaneamente a partir do ser (-sein), do desvelamento (Da-) e da apropriação do homem, que insiste no Dasein e o funda no ente; em Ser e Tempo as primeiras tentativas oscilam entre a interpretação da essência humana e a interrogação da verdade do ser. | ||
| + | * O Dasein guarda a essência da verdade do [[lx> | ||
| + | * A essência do homem é determinada de modo essencial apenas quando " | ||
| + | * A relação do Seyn ao homem abriga, antes de qualquer determinação proveniente do lado humano, a apropriação da clareira do Da-, que vigora como Dasein; a essência do homem oscila no entremeio dessa abertura originária, | ||
| + | * O homem não é homem para depois entrar em relação ao ser; essa relação tampouco é o comportamento do homem em face do ente; a relação do ser ao homem é o Ereignis da fundação do ser-no-mundo, | ||
| + | * A oscilação ([[lx> | ||
| + | * Essa oscilação não deve ser pensada mecanicamente: | ||
| + | * Toda antropologia, | ||
| + | * A relação do Seyn ao homem provém do começo e preserva nele uma relação privilegiada; | ||
| + | * O Seyn jamais vigora em favor do homem; quando muito, o homem é em prol do Seyn, não por causa do Seyn, mas em prol do ser apenas para que o homem ganhe sua essência como ele mesmo; o ser é para o homem um acidente, e o fato de o homem ser apropriado ao Seyn não atesta nenhuma carência do Seyn perante os homens. | ||
| + | * O Dasein é no outro começo e permanece incomparável a tudo que a metafísica reconheceu como estrutura essencial do homem: alma, espírito, consciência, | ||
| + | * O Dasein, como [[lx> | ||
| + | * No outro começo, o ser humano vigora na guarda da verdade do Seyn; a divindade no outro começo provém da propriedade do Seyn da verdade, isto é, da essência declinante do começo; o deus da inauguração é o último deus. | ||
| + | * O homem não é mais [[lx> | ||
| + | * O mais alto patrimônio do ser humano, após a superação da metafísica, | ||
| + | * A tonalidade afetiva afina como voz, como palavra, como silêncio, como ser; não pode ser captada por nenhuma faculdade antropológico-psicológica nem por nenhuma divisão em corpo-alma-espírito; | ||
| + | * As tonalidades não estão disponíveis como refúgios para o estado de ânimo vivencial do homem; são de essência unitária a partir da essência historial do ser; o que parece ser oposição entre elas é apenas aparência. | ||
| + | * Pensar a essência da tonalidade só pode significar ouvir pensantemente a tonalidade da voz; a insistência na tonalidade torna-se necessária e essencial no transcurso da transição para o outro começo. | ||
| + | * A angústia, compreendida a partir da relação ao Seyn, não é pusilanimidade, | ||
| + | * O Ge-mut é o ânimo do ânimo; nele se reúnem originalmente todo ânimo e toda coragem, toda exigência e toda graça; o Ge-mut anima e desanima, exige e retira; é afinação pela tonalidade da voz do Seyn. | ||
| + | * A morte, pensada a partir do Dasein e da insistência nele, tem o caráter do declínio; é doação ao que há de mais próprio na verdade do ser, pertencimento ao começo; não é transição para outra vida nem ilusão de permanência. | ||
| + | * O pensar seynsgeschichtlich é o pensar declinante: pensa a partir do último declínio e é destrutivo como desconstrução do soterramento do começo pela metafísica; | ||
| + | * Os insistentes devem ter reconhecido o despedaçamento dos deuses no interior da superação da metafísica e não mais apenas esperar por deuses; devem ter experimentado a essência-vazia do animal rationale e superado toda antropomorfia. | ||
| + | * O pensar seynsgeschichtlich não pensa sobre o começo como se a enunciação sobre sua essência fosse o essencial; a disposição para a doação ao Ereignis é o único; o pensar rememorador é antes transicional e permanece determinado a distribuir impulsos à meditação sobre a dignidade do ser. | ||
| + | * O pensar seynsgeschichtlich é um pensar mais originário: | ||
| + | * Em Ser e Tempo o Dasein oscila constantemente entre a interpretação da essência humana, que não deve ser antropologia, | ||
| + | * A analítica do Dasein em Ser e Tempo difere da análise histórico-situacional: | ||
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