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| + | ====== ANFANG ====== | ||
| + | * A palavra " | ||
| + | * O pensar do ser como começo pensa para adiante na essência do ser como [[lx> | ||
| + | * Se o começo diz a verdade do ser, conhecemos o ser antes de tudo pela recordação de que o compreendemos sem tomar conhecimento especial dessa compreensão, | ||
| + | * A palavra começo, segundo seu sentido mais imediato, significa início, designando um lugar e uma fase destacados na sequência de um transcurso. | ||
| + | * Se começo deve nomear a essência do ser e a essencialidade da essência, e se o ser não se deixa deduzir do ente nem é o absoluto e incondicionado, | ||
| + | * Pensar para além desse exterior é o pensar propriamente dito e o único salto verdadeiro, pois o começo não é começo de um outro, mas é o acolher e o apanhar daquilo que se apropria no alcançar que acolhe a si mesmo, a saber, a clareira da abertura, o desvelamento. | ||
| + | * O começo é a unificação desse uno, e o iniciar é o apanhar-se e o acolher-se a si mesmo no próprio acontecimento como o qual a clareira essencia, velada pelo véu do nada; o começo é o apanhar-se a si mesmo na saída rumo ao [[lx> | ||
| + | * A essência do desvelamento, | ||
| + | * O começo é o tomar-a-si da despedida no abismo, e esse tomar-a-si é a apropriação originária e por isso a eventuação da inicialidade; | ||
| + | * No Ereignis originário, | ||
| + | * O iniciar inicia o começo de modo sempre mais originário, | ||
| + | * O ser como começo e Ereignis tem unicamente aquela essência que permite dizer que o ser é; todo ente apenas se ergue para dentro do ser, o ente nunca é, mas sempre só é o ente, e o ente permanece tão decisivamente distinguido do ser que ao ente nem mesmo o nada pertence como próprio, pois só o ser tem a essenciação do nada. | ||
| + | * O ente é o sem-nada, e no ente nunca se pode encontrar o começo; o começo não determina sua essência a partir do progresso, mas o progresso é uma possibilidade do começo, e o começo essencia também no progresso, que é apenas originário, | ||
| + | * O começo é sempre como começo; a unicidade se cinde em começos e assim atinge somente o simples da inicialidade; | ||
| + | * Pressentimos o começo na recordação para com a verdade do ser e chamamos esse começo recordado de primeiro começo; pressentimos a inicialidade e pensamos para adiante na originariedade do começo e assim pressentimos o outro começo, chamado de outro para não entrar na contagem e também não numerar o primeiro com o número 1. | ||
| + | * O alcançar rumo à despedida leva até ela e suporta esse tomar-a-si-essencial da despedida; o começo carrega-se para fora em sua inicialidade e traz assim tudo o que é decidível para a simplicidade de uma única decisão, a saber, ou o ser ou o ente, e o começo é esse carregamento. | ||
| + | * O aguardar e a vigilância não são um não-ter e um querer-ter-pela-primeira-vez, | ||
| + | * (§2 - Die Anfängnis des Anfangs) No primeiro começo, o ab-grund é o infundado da verdade do ser; no outro começo, o ab-grund é o apropriado do declínio; o apanhar-se a si mesmo sobre o ab-grund é, por isso, cada vez um ab-fundamentar diferente, e este é um velar como abrigo e encobrimento da abertura. | ||
| + | * A inicialidade dos começos é o modo de seu iniciar, que tem seu próprio alcance e disposição, | ||
| + | * O que é mais originário do primeiro começo não é o anterior, mas um posterior, e as relações no que é originário não se podem recalcular com as medidas do ente. | ||
| + | * (§3 - Die Abgeschiedenheit des Anfangs) Pode-se dizer que os corpos celestes percorrem suas órbitas e são mesmo quando ninguém em lugar algum os representa; mas quando se diz isso, deve-se também considerar que então, quando não há representação, | ||
| + | * Concluir que todo ser é posto pelo homem seria precipitado, | ||
| + | * O homem pertence ao ser como o insistente na clareira, que apanha o acidente do ser em sua verdade e preserva na possibilidade de que um mundo se articule; no âmbito da questão anterior, o ser é tomado imediatamente como o permanente, e não se pode pensar o ser em sua originariedade. | ||
| + | * Mantém-se totalmente fora da possibilidade, | ||
| + | * A retidão que pertence ao começo não é o perdurar, mas a apartação como declínio no velamento; por isso o começo, a partir da apartação, | ||
| + | * O ser é e somente o ser é; mas o ser é em certas épocas, na medida em que ele mesmo, como acontecimento do intervalo, deixa surgir a clareira como espaço-tempo; | ||
| + | * A súbita veemência do começo e do Ereignis corresponde à clivagem da despedida na unicidade do velamento; o calcular técnico e, de igual essência, o calcular histórico nos roubou toda capacidade de pensar o tempo como espaço-temporal a partir da verdade do ser. | ||
| + | * Porque o ser é e porque somente o ser é, mas o ser é da essência do começo que acontece, por isso o ser também deve não-ser; enquanto não é, não há nem tempo nem o nada, pois o nada essencia no ser e o tempo é a essenciação de sua verdade. | ||
| + | * O ser é o começo; a inicialidade é o tomar-a-si e o reter-a-si da entrada no abismo e o apanhar-se a si mesmo na suspensão do intervalo; o iniciar é o velamento na despedida; esse velamento é a essenciação originária da verdade; a verdade é o acontecimento de apropriação do pre-ser; e o Ereignis é a inicialidade do começo. | ||
| + | * (§4 - Anfang und Ereignis) O Ereignis não é a forma vazia do geral para múltiplos acontecidos que o ente deveria ser; o Ereignis não significa aqui uma ocorrência que imediatamente desaparece no ocorrido e surge e desaparece como uma fase de um transcurso, onde o transcurso seria o primeiro. | ||
| + | * O Ereignis é em si de plenitude essencial própria; ele apropria, traz a clareira do intervalo para a propriedade do começo; o Ereignis é a distinção do acontecimento de apropriação em relação ao que no acontecido pode erguer-se em sua manifestidade, | ||
| + | * O começo não é começo de algo outro do que ele mesmo é; o começo também não é o começo de si mesmo como se se pensasse aí em um produzir e causar; o começo é, igualmente essencial como o Ereignis, de plenitude essencial de seu simples; a verdade é do ser, e Begin e Ereignis estão na simplicidade essencial com o desvelamento e o velamento, e isso quer dizer com a verdade. | ||
| + | * (§5 - Seyn?) A primeira clareza no longo caminho da questão do ser foi alcançada: o saber consiste em que o ser tem aí sua problematicidade, | ||
| + | * O pensar do outro começo é a [[lx> | ||
| + | * A Verwindung do ser, ela mesma um acontecimento da história do ser, dificilmente será confundida com a aparente eliminação do ser pelo proclamar do devir; a substituição do ser pelo devir não é de modo algum uma superação do ser e tampouco uma Verwindung do ser; essa substituição é somente o enredamento no ente, enredamento que se desconhece a si mesmo. | ||
| + | * (§6 - Seyn? Das Ereignis des Anfangs als des Untergangs in den Abschied) Somente na superação do próprio ser é que a superação da metafísica se apropria; pois somente na superação do ser é abandonado o fundamento da possibilidade do início da metafísica; | ||
| + | * No saber do ser como Ereignis, o ser já está superado-apropriado, | ||
| + | * A Verwindung do ser contém a garantia da questionabilidade própria, isto é, originária, | ||
| + | * A questão do ser interroga inicialmente o ser do ente, sem ainda ao mesmo tempo solidificar-se na questão do que é o ente; inicialmente o ser é interrogado e somente este, mas ao mesmo tempo o ente é nomeado e considerado; | ||
| + | * Quando se interroga pela essência do ser, logo se revela como o ser se retira para dentro de sua própria verdade e essa verdade mesma se determina como ser; a essência do ser do ser é então somente o nome para a originariedade do começo, a partir da qual a Verwindung do ser na despedida se torna necessidade. | ||
| + | * O ser pode somente ser nomeado por si mesmo, ele mesmo é a saga; e o difícil para o homem muito falante é encontrar suficiência em uma palavra essenciante para a insistência no originário; | ||
| + | * O mais difícil ainda do que a servidão ao próprio ser e a renúncia às correspondências a partir do ente é agora a Verwindung do ser mesmo para a inicialidade do começo; o que essa Verwindung exige é um ânimo que no simples permanece decidido pelo único do começo. | ||
| + | * O aguardar e a vigilância não são um não-ter e um querer-ter-pela-primeira-vez, | ||
| + | * (§7 - Der Abschied) A essência do ser é o começo; a inicialidade do começo é a despedida; a inicialidade é o Ereignis do declínio; o declínio é a intimidade da inicialidade; | ||
| + | * A despedida é chegada, não na presença de algo à mão, mas chegada originária, | ||
| + | * A despedida é o velamento do começo na intimidade de sua inicialidade que acontece; a superação da metafísica é o prelúdio histórico-do-ser da própria Verwindung do ser; a linguagem provém da despedida; a linguagem responde ao começo. | ||
| + | * A despedida é o declínio do desvelamento sob o abrigo da dignidade, que como intimidade da chegada que guarda permanece na distância originária e preserva o começo em sua unicidade; no momento da despedida, a inicialidade originária do começo começa. | ||
| + | * O que é mais originário do primeiro começo não é o anterior, mas um posterior; o permanecer que pertence ao começo não é o perdurar, mas a apartação como declínio no velamento; por isso o começo, a partir da apartação, | ||
| + | * (§8 - Anfang und Schleier und Ereignis) O véu no começo consiste em que ele, como iniciar, toma a si a despedida e antecipadamente a retém, porém de modo que isso surge como ascensão e o velamento é encoberto pelo predomínio admitido do desvelamento; | ||
| + | * Ao velado véu essencial do ser pertence também o nada; o nada como o intervalo atribuído na distinção pertence ao começo, pois este é Ereignis e este é a intervenção intermediária do intervalo. | ||
| + | * (§9 - Anfang und Aufstand) O Ereignis como intervenção intermediária do intervalo é a evocação do sem-nada no ser, para ser como o ente; o ente assim se levanta para si mesmo; ao ser transferido ao ser, se apropria deste de tal modo que o ente passa a se dar como o que o ser carrega e apresenta em si, o que por isso também deve tornar-se medida e solo da determinação do ser, que assim já se acomodou à entidade. | ||
| + | * (§10 - Das Seyn als Bleiben) Desde que o ser se desvelou como presença, sua essência se desloca para a permanência; | ||
| + | * A essência do permanecer é ambígua; na presença já reside o que é duplo, se ela é tomada como ascensão de modo transitório rumo à saída ou solidificada como chegada na permanência do que está diante; a essência originária do permanecer consiste no retorno ao começo, na despedida, que é o mais íntimo não-partir do começo. | ||
| + | * Com a Verwindung do ser, o permanecer como traço essencial do ser perde peso; porém seria equivocado querer disso extrair que agora somente o sem-permanência permanece, pois também este pertence como contraessência ao que permanece e se mantém fora do originário. | ||
| + | * (§11 - Die Unerklärbarkeit des Seyns) Admiti-la significa saber do começo e da despedida; a inicialidade é o fundamento para o caráter poético do ser; a despedida é o fundamento para a dispensabilidade de efeito do ser em relação ao ente; essa essência originária-despedida do ser permanece inacessível a todo pensar metafísico. | ||
| + | * (§12 - Das Ereignis des Anfangs und die Ortschaft des Menschenwesens) A morada da essência humana é o onde que é atribuído a essa essência quando ela é sobretransferida a si mesma, na medida em que essa essência foi determinada pela relação ao ser; a sobretransferência é a atribuição ao começo como começo; a morada, o onde, é o pre-ser. | ||
| + | * O pre-ser é como ser mesmo apropriado e não um ente em que o ser apenas cai; o pre-ser pertence ao ser; mas nunca o ser é por graça do pre-ser; igualmente pouco é o pre-ser por graça e ao modo de qualquer humanidade. | ||
| + | * (§13 - Das Sein und der geschichtliche Mensch) O homem histórico é aquele que está em uma verdade do ente e com isso, embora sem saber, reivindica a verdade do ser; o ser distingue o homem como histórico; no ser essencia a reivindicação do homem como guarda da verdade do ente. | ||
| + | * Através dessa relação essencial do ser com o homem histórico, o ser nunca se torna antropomorfo, | ||
| + | * No Ereignis do começo, a essência humana como animal rationale declina; originariamente é somente o pre-ser; e também o pre-ser permanece somente o pós-jogo histórico-do-ser para a inicialidade do começo como declínio; humanismos ou antropologismos são as últimas formas de aparecimento do planetarismo. | ||
| + | * (§14 - Die Sage des Unterschieds) A saga é um nomear do começo, uma procedência da intimidade originária do começo, um poetar mais originário que toda palavra poética e metafísica, | ||
| + | * A palavra da saga não é nunca enunciado no sentido em que a saga pudesse fazer e esgotar o que deve ser nomeado; na saga, que é declinante, é sempre concedida uma possibilidade de guarda, sempre é guardado o velamento; o discurso do dizer do começo é sempre superficialmente o da aparência do antropologismo, | ||
| + | * (§15 - Wie das Sagen zur Würdigung des Ereignisses des Anfangs wird) Somente assim: que o ser e isso quer dizer a entidade do ente, e isso quer dizer o abandono do ser na desolação do ser, e isso quer dizer o ser como Ereignis, e isso quer dizer o começo, e isso quer dizer o declínio, é interrogado e atravessado pela interrogação; | ||
| + | * (§16 - Der neuzeitliche Wesensaufenthalt des Menschen) O homem se detém na desolação do ser, e o modo do deter-se é o esquecimento do ser; o planetarismo não significa somente a ampla extensão de um estado histórico sobre todo o planeta, mas o fundamento essencial do que se estende como igualdade das humanidades; | ||
| + | * (§17 - Die Leitworte vom Seyn) As palavras-guia da saga dizem: o ser é a distinção; | ||
| + | * (§18 - Das Wesen des Seyns) A essência do ser não pode mais ser somente ser; a relação essencial do ser com o homem deve conhecer o homem somente ainda como história, e isso quer dizer como essenciação da verdade; tudo deve ser deixado na intimidade da despedida. | ||
| + | * (§19 - Die Anfängnis des Anfangs) A inicialidade é a essência, isso diz aqui o iniciar do começo; uma vez que o começo inicia e o iniciar é sempre mais originário e isso não pode significar um progresso da mera intensificação, | ||
| + | * A palavra o começo permanece ambígua e deve reter essa ambiguidade, | ||
| + | * (§20 - Das Bleiben) O modo mais puro, porque originário, | ||
| + | * (§21 - Der Anfang ist die Würde des Seyns) A dignidade não pertence ao ser em virtude de uma dignificação que lhe foi trazida; a dignidade é a inicialidade do começo, portanto também não um caráter do ser, mas ele mesmo, porém em sua essenciação declinante; a dignidade é a serenidade do declínio na despedida do velamento. | ||
| + | * (§22 - Der letzte Schritt des Denkens) O último passo do pensar conduz ao saber do ser, em que se torna manifesto que, porque o pensar como apropriado pertence ao Ereignis, precisamente por isso a publicação da saga do ser não pode ser essencial para este; o último passo do pensar é o saber da pura pertença desse pensar em sua unicidade à única inicialidade do ser. | ||
| + | * O último passo do pensar é um saber da inicialidade do ser como Ereignis, mas esse saber mesmo não progride para um conhecimento e um conhecido e não se difunde como algo conhecido; esse saber permanece desconhecido; | ||
| + | * (§23 - Der Anfang und die Verbergung) Porque a inicialidade do começo é o declínio no velamento, por isso, quando o ser se supera-apropriadamente no começo que começa, o ser deve permanecer velado; a essência originária do ser pode ter se transformado há muito sem que no âmbito das ações e das necessidades o mínimo se modifique. | ||
| + | * (§24 - Verbergung) O velamento provém da essência da aletheia; mais tarde, sob a assunção da repraesentatio, | ||
| + | * (§25 - Anfang und Wahrheit) O começo é a essenciação do ser; a essenciação do ser no primeiro começo é o desvelamento, | ||
| + | * O pensar metafísico sobre a verdade está assim acorrentado sob múltiplos aspectos à questão das verdades eternas, e o problema do relativismo representa somente o reverso dessa afirmação das verdades eternas; a verdade essencia como o ser que sem efeitos deixa o ente ser e assim eleva o ente para a essenciação do ser. | ||
| + | * O que quer dizer o enunciado do pensar histórico-do-ser de que a verdade tem uma história? A verdade não tem uma história no sentido em que ela estaria primeiro em si mesma e seria então exposta a mudanças contínuas; o enunciado quer dizer antes: a essenciação da verdade, o modo como cada vez unicamente a verdade essencia, é o traço fundamental de toda história. | ||
| + | * (§26 - Seyn und Einzigkeit und Wahrheit) A unidade e a copertenença da história se determina a partir da unicidade do ser; na unicidade, cada coisa é cada vez única e assim somente pertencente ao uno; não o geral de um múltiplo, mas a unicidade do simples funda as relações essenciais com a história. | ||
| + | * O ser mesmo é o velamento; somente porque o ser essencia assim, há no ente a não-ocultação; | ||
| + | * (§27 - Der erste Anfang) O totalmente estranho e no entanto o mais próprio, que nós não possuímos e podemos possuir, mas que nos contém em si; nesse estranhamento, | ||
| + | * (§28 - Der Anfang) Que o ser como desveladidade é ascensão sem essenciar no velamento anuncia como ainda mal começou o começo; ainda está o começo por vir e por isso o declínio é mais único do que antes; por causa dele, o ente em toda sua maquinação não pode ser o permanente e desalojar o ser de sua essência. | ||
| + | * (§29 - Ereignis) O Ereignis é aqui como nome do ser a palavra de múltiplos sentidos e múltiplos suportes: apropriar como revelar o próprio indicando-se nele; apropriar como essenciar a intimidade; apropriar como abrigo do mais próprio na propriedade; | ||
| + | * (§30 - Der Anfang und die Innigkeit) O originário como desvelamento da abertura é a ascensão que, no entanto, não se perde, mas como ascensão permanece precisamente velamento e guarda; pertence ao começo que ele não apenas permanece em sua essência, mas retorna a sua essência e é cada vez recolhimento no mais originário; | ||
| + | * (§31 - Das Seyn) O ser é o começo; o começo é a fundação do abissal; o ser como o começo mais-inicial é o velamento que guarda; o ser como o fim mais-inicial é a maquinação que abandona; o fim é a não-originariedade de um começo; o ser como o outro começo é o Ereignis, a intervenção intermediária que cai, que primeiro traz o intervalo. | ||
| + | * (§32 - Der Anfang und das Nichts) O nada é ambíguo e vacilante como o ser em sua história; o nada pode significar o nada comum, ausência total do ente; pode significar o sem-essência como falta-de-essência do ser; o nada no sentido originário é o intervalo, cuja clareira na distinção é atribuída como lugar essenciante da chegada. | ||
| + | * O nada do começo é o nada originário, | ||
| + | * (§33 - Das Ereignis und das Nichts) A mera negatividade, | ||
| + | * (§34 - Der Anfang - das Seyn - das Seiende) O começo é no primeiro e no outro iniciar ocidental; e porque a intimidade, a originariedade que fundamenta abismalmente pertence ao iniciar, o começo é cada vez decidido no que é ocidental; ao começo pertence, decidido nele e em sua unicidade, um último declínio. | ||
| + | * Se o começo é o ser e o ser somente originariamente essencia, então o ser mesmo como Ereignis deve uma vez trazer o tempo em que e com que ele mesmo essencia seu declínio; então toda possibilidade do então desapareceu, | ||
| + | * (§35 - Das Seyn ist Sage) Sendo existe apenas na saga, isto é, na palavra como âmbito do silenciamento; | ||
| + | * (§36 - Der andere Anfang) A intervenção intermediária como o acidente do velamento mesmo no ente; como o acidente se apropria o pre-ser e é Ereignis; como o pre-ser destituiu o homem de sua competência pelo ente e o determina para a insistência, | ||
| + | * (§37 - Anfang und Aletheia) Como essencia o velamento para que o desvelamento possa se apropriar e a desveladidade pode essenciar como ser e às vezes o ente pode entrar na não-ocultação? | ||
| + | * (§38 - Die Anfänge) Primeiro começo: o ser é (porque sua essência é desvelamento); | ||
| + | * (§39 - Der Anfang) O começo como começo do pensar significa um genitivo histórico-do-ser; | ||
| + | * (§40 - Vom Anfang) O começo é a essenciação da verdade do ser; começo essencia mais do que o ser em todo aspecto; no dizer do começo, que somente no outro começo se apropria, deve ser ousado o passo de também deixar para trás o próprio ser, não somente a entidade do ente e este; também a questão do ser ainda avança para o primeiro plano da história. | ||
| + | * (§41 - Vom Anfang) No dizer do começo, soa muitas vezes como se o pensar sobre o começo fosse o intencionado, | ||
| + | * (§42 - Anfang) Começo é a palavra do ser que pode nomear o primeiro e o outro começo; começo é agora pensado de modo mais essencial; não começo de e começo para o ser, mas a essenciação do próprio ser; a palavra pode nomear tudo o que volta a nomear-se, o que está dito nas palavras-guia sobre o ser. | ||
| + | * (§43 - Das anfängliche Wesen des Seyns) O originário quer dizer que cada vez somente essencia como o começo e este é cada vez começo como o mais originário; | ||
| + | * (§44 - Den Anfang) Pensamos o começo na maior parte a partir da consequência ou em direção à consequência, | ||
| + | * (§45 - Anfang und Fortgang) A peculiaridade do começo, de retornar ao seu próprio, a ascensão, e para ela, deixa o que foi iniciado dentro da captura alcançada agora seguir em frente; esse que segue em frente se afasta, não o começo dele; o começo não se afasta, ao contrário, se volta ainda para o que foi iniciado; mas seu se-voltar é o abandono do iniciado a ele mesmo. | ||
| + | * (§46 - Anfang und Wahrheit) Em que medida o começo em si é cada vez uma essenciação da verdade; por que no primeiro começo essa essência é essencial ao se velar; por que esse velamento mesmo permanece velado e por isso irreconhecível; | ||
| + | * (§47 - Anfang und Wahrheit) A verdade não é um acréscimo ao ser, na medida em que este entra no representar humano e é julgado sobre o ser; ao contrário, a essência do ser é a verdade; verdade, porém, significa aqui desvelamento como abertura da presença; desvelamento é abrigo e abrigo é guarda que vela da possibilidade do desvelar; ser é verdade no sentido esclarecido. | ||
| + | * Ser e verdade são ambos nomes originários e nomeiam aqui o próprio começo; o que quer dizer agora transformação da essência da aletheia: que ela, o que determina tudo o que se segue para a metafísica, | ||
| + | * (§48 - Die Anfänge) Nomear os começos sempre em sua unicidade clivada; o dizer de ambos desperta a cobiça de calcular sobre as conexões e dependências; | ||
| + | * (§49 - Wahrheit und Irre) A verdade é velamento desvelador; assim ela é em si ao mesmo tempo como clareira o erro e o descaminho; o desvelamento pode de si mesmo e para si oferecer-se e deixar de lado o velamento como o outro e o superado; o desvelamento é assim em si um caminho que conduz para longe do velamento; e o erro não é uma falta de verdade, mas uma distinção essencial do originário. | ||
| + | * (§50 - Die Entbergung / Aletheia) O desvelamento como ser é a essenciação da presença do aberto, em cuja abertura a presentidade mesma é presente; o desvelamento é mais originário, | ||
| + | * (§51 - Die Anfänge) Primeiro começo: o ser do ente é (a saga); a metafísica: | ||
| + | * (§52 - Die Anfänge) Porque o começo somente é no iniciar, e o iniciar somente essencia em uma originariedade única e sua, o começo é a riqueza de si mesmo; a riqueza do começo significa, visto de fora, a pluralidade de começos; a clivagem de começo a começo se determina cada vez a partir de cada um; cada começo é em sua unicidade a história. | ||
| + | * (§53 - Die Anfänge) A transição é o percurso através da clivagem do primeiro e do outro começo; na transição vigora o fim da metafísica e com este o advento do ateísmo definitivo; a deidade de deus é nomeada como o declínio da deus-idade como a transição para o outro; não mais o mais-ente, pois sem intensificação simples em si, originariamente essencia o ser como começo. | ||
| + | * (§54 - Die Anfänge) A recordação no primeiro começo para a aproximação do que-ainda-não-começa do outro começo; a aproximação do outro começo para a recordação no primeiro começo; esse relacionamento mútuo significa o uno da confrontação dos começos na transição que se relaciona originariamente cada vez e sempre. | ||
| + | * (§55 - Die Anfänge) Recordar no primeiro começo é pensar para adiante no impensável do outro começo; pois o recordar pensa na intimidade do primeiro começo e o pensa assim mais originariamente; | ||
| + | * (§56 - Seyn als der andere Anfang) O ser como o outro começo é a intervenção intermediária que cai do acontecimento de apropriação do pre-ser, em que a sobretransferência do ente no ser se torna histórica; o pre-ser é então o intervalo entre ser e humanidade; a intervenção intermediária que cai é às vezes nomeada com a palavra muito usada de decisão, que aqui não deve dizer algo existencial, | ||
| + | * (§57 - Die Unterscheidung) O que aqui se entende é a distinção de ser e ente; fala-se de a distinção porque ela em todo diferenciado não somente, mas em todo diferenciar é a primeira em hierarquia em todo aspecto essencial; ela não pode ser superada em sua essencialidade, | ||
| + | * A outra perspectiva, | ||
| + | * Se o ser nunca é um ente e se no entanto e unicamente somente o ser propriamente é, então a distinção como essenciação do ser tem sua própria necessidade em si, totalmente independente de se o pensar humano encontra expressamente uma ocasião de meditar que precisa e usa essa distinção; | ||
| + | * Quando, porém, o ser nunca é um ente e quando no entanto e unicamente somente o ser propriamente é, então a distinção como essenciação do ser tem sua própria necessidade em si; e o mais longe olhar para a essência da diferença na distinção se abre: ser é começo e como começo a chegada; ao começo pertence o carregamento do declínio como da despedida; ser é despedida. | ||
| + | * A essência da diferença não é a distinção, | ||
| + | * (§58 - Die Unterscheidung) O pensar essencial é originário; | ||
| + | * (§59 - Unterscheidung und Anfang) Distinguir o ser a partir do ente significa tomar do ente e de sua explicação o fio condutor para a determinação do ser; o ser é o diferenciado através da distinção e assim apenas em face do ente primeiro se resultando, onde permanece pouco claro quem como realiza a distinção; | ||
| + | * (§60 - Die Unterscheidung) Inicialmente poder-se-ia tentar determinar imediatamente a relação entre o ser e o ente; em verdade, todos os modos de interpretação da relação entre ser e ente são determinados pelo olhar para um agir; o ser não age sobre o ente, nem é o produzido pelo representar humano e divino; ser é eventuação, | ||
| + | * (§61 - Das in der Unterscheidung ungenannte Offene) Na distinção está posto um entre; e esse entre permanece, na verdade, em toda metafísica desatendido, | ||
| + | * (§62 - Die Überwindung der Metaphysik ist das Verlassen der Unterscheidung) O abandonar da distinção não significa o mero abandono desta; o abandonar e somente ele torna pela primeira vez manifesta a distinção que em toda metafísica essencia, mas foi impensada e incompreendida; | ||
| + | * Somente o envolver-se na distinção, | ||
| + | * (§63 - Die Unterscheidung und das als) O como é a tração em que todo diferenciar e todo determinar se move; o como é aparentemente posto e trazido pelo pensar; em verdade, porém, é o nomear da distinção, | ||
| + | * (§64 - Untergang) O declínio é a unicidade do Ereignis; o Ereignis é, mas ele mesmo não mais no modo de um ser que de alguma outra forma ainda essencia; o velamento no mais próprio é o cumprimento do ser com o nilar originário; | ||
| + | * (§65 - Untergang und Verschenkung) A mais alta doação sobretransfere a recusa da propriedade no pre-ser; essa doação é o puro velamento na intimidade do declínio; declínio aqui não diz para baixo, mas antes para cima no abrigo; à doação nenhum tomar e nenhuma cobiça podem dar correspondência, | ||
| + | * (§66 - Anfang und Untergang) O declínio é o último e mais alto do começo entrado em sua originariedade mais extrema; quando o declínio pertence à essência do ser, então no declínio o começo mergulha em seu velamento; não se pode dizer que o ser se torna o nada; o declínio é a enstase do tempo, o último, a despedida do começo; mas despedida nunca é nada. | ||
| + | * (§67 - Warum und wie gehört der Untergang zum Anfang?) O declínio não consiste somente em que o que surgiu do começo e seguiu em frente deste uma vez cessa seu progresso; o declínio corresponde não como o outro ao começo, mas é o próprio começo, na medida em que ele entrou no iniciar e não apenas primeiro surgiu. | ||
| + | * (§68 - Der Untergang und das Seiende) O declínio deixa o ente entregue à seridão; essa entrega declinante é o último que ainda pode ser dito a partir do começo; no sem-ser essencia a aparência de que o ente agora deveria continuar a persistir a partir de permanência própria; o ser, porém, essencia na originariedade e unicidade, não na permanência sobre o mero e-assim-por-diante de um presente que de resto está vazio. | ||
| + | * (§69 - Der erste Anfang und der Untergang) O primeiro começo essencia de modo tão único na desveladidade mesma que nem dignifica o velamento como velamento e segue a essência do ser naquilo, nem deixa surgir o mínimo da essência declinante do começo; a desveladidade é o que nunca declina da ascendência que essencia na ascensão, no desvelamento. | ||
| + | * (§70 - Der Untergang und der andere Anfang) A superação da metafísica é a devastação histórico-do-ser do ente a partir da desolação do ser; essa devastação é o início do declínio; o declínio deixa, porém, justamente o ente ainda continuar existindo, e no ente cai o ser como a intervenção intermediária; | ||
| + | * (§71 - Untergang) Somente o originário pode declinar, pois o declínio é o retrocesso ao começo, porém de tal modo que esse começo deixa iniciar um outro começo; se a metafísica não é, do ponto de vista histórico-do-ser, | ||
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