obra:ga7:verdade
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| + | ===== VERDADE (5-36) ===== | ||
| + | Nós dizemos " | ||
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| + | A técnica não é, portanto, um simples meio. A técnica é uma forma de desencobrimento. Levando isso em conta, abre-se diante de nós todo um outro âmbito para a essência da técnica. Trata-se do âmbito do desencobrimento, | ||
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| + | A indicação, | ||
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| + | Técnica é uma forma de desencobrimento. A técnica vige e vigora no âmbito onde se dá descobrimento e desencobrimento, | ||
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| + | A liberdade tem seu parentesco mais próximo e mais íntimo com o dar-se do desencobrimento, | ||
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| + | Assim, pois, a com-posição provocadora da ex-ploração não encobre apenas um modo anterior de desencobrimento, | ||
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| + | A com-posição depõe a fulguração e a regência da **VERDADE**. (GA7, pag. 30) | ||
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| + | O predomínio da com-posição arrasta consigo a possibilidade ameaçadora de se poder vetar ao homem voltar-se para um desencobrimento mais originário e fazer assim a experiência de uma **VERDADE** mais inaugural. (GA7, pag. 30) | ||
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| + | Se a essência da técnica, a com-posição, | ||
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| + | Todo destino de um envio acontece, em sua propriedade, | ||
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| + | A essência da técnica é de grande ambiguidade. Uma ambiguidade que remete para o mistério de todo desencobrimento, | ||
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| + | A questão da técnica é a questão da constelação em que acontece, em sua propriedade, | ||
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| + | Mas de que adianta olhar dentro da constelação da **VERDADE**? | ||
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| + | Outrora, não apenas a técnica trazia o nome de techne. Outrora, chamava-se também de techne o desencobrimento que levava a **VERDADE** a fulgurar em seu próprio brilho. Outrora, chamava-se também de techne a pro-dução da **VERDADE** na beleza. (...) A arte era piedade, promos, isto é, integrada na regência e preservação da **VERDADE**. (GA7, pag. 36) | ||
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| + | É o poético que leva a **VERDADE** ao esplendor superlativo que, no Fedro, Platão chama de to ekphanestaton, | ||
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| + | Ninguém poderá saber se está reservada à arte a suprema possibilidade de sua essência no meio do perigo extremo. Mas todos nós poderemos nos espantar. Com o quê? Com a outra possibilidade, | ||
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| + | A arte nos proporciona um espaço assim. Mas somente se a consideração do sentido da arte não se fechar à constelação da **VERDADE**, | ||
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| + | (QTCL) | ||
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