obra:ga68:ga68-2-perspectiva
Differences
This shows you the differences between two versions of the page.
| obra:ga68:ga68-2-perspectiva [02/01/2026 16:14] – created mccastro | obra:ga68:ga68-2-perspectiva [16/01/2026 14:40] (current) – external edit 127.0.0.1 | ||
|---|---|---|---|
| Line 1: | Line 1: | ||
| + | ====== Nada, abismo, ser – Perspectiva ====== | ||
| + | |||
| + | * Determinação do ponto de vista e do princípio da filosofia hegeliana. | ||
| + | * Ponto de vista: o idealismo absoluto, compreendido como a incondicionalidade do ego-cogito certum, expressão do conceito de ab-soluto. | ||
| + | * Princípio: a substancialidade é a subjetividade; | ||
| + | * Caracterização da negatividade hegeliana como diferença da consciência. | ||
| + | * Questão fundamental: | ||
| + | * Esclarecimento da negatividade na forma do ser outro: algo e o outro; o outro enquanto o outro do outro. | ||
| + | * A negatividade não pode ser deduzida a partir do conceito hegeliano de nada, embora pareça ser a encarnação da não-idade (Nichtheit). | ||
| + | * O ser e o nada em Hegel não são diferentes; nesse ponto não há ainda diferença nem negatividade. | ||
| + | * O conceito hegeliano de ser resulta da redução (Ab-bau) da realidade absoluta. | ||
| + | * O ser é o extremo oposto da realidade absoluta — sua alienação extrema. | ||
| + | * Contudo, a realidade absoluta é vontade. | ||
| + | * A realidade absoluta, como ser em sentido amplo, apresenta-se como negativa em face da fundamentação sistemática da diferença entre ser e ente. | ||
| + | * Essa negação, já consumação do abandono, provém do esquecimento da diferença. | ||
| + | * O esquecimento nasce do hábito que banaliza a diferença. | ||
| + | * A redução necessária emerge dessa negação, enraizada na essência do absoluto e da própria metafísica. | ||
| + | * A negação essencial é o pressuposto necessário para a possível absoluta liberdade do pensar incondicionado. | ||
| + | * A partir desse ponto, infere-se a resolução (Auflösung) da negatividade na positividade do absoluto. | ||
| + | * A negatividade é a energia do pensar incondicionado, | ||
| + | * Perguntar pela origem da negatividade é destituído de sentido, já que a negatividade é o inquestionável, | ||
| + | * A negatividade, | ||
| + | * A inquestionabilidade da negatividade decorre da inquestionabilidade do próprio pensar. | ||
| + | * O pensar realiza-se como representação do ente e como projeção do horizonte de interpretação do ser — perceptibilidade, | ||
| + | * A evidência do pensar constitui a distinção essencial do homem enquanto animal racional. | ||
| + | * Desde Descartes, a entidade do ente é o representar; | ||
| + | * A inquestionabilidade da negatividade conduz à pergunta pela relação do homem com o ser, e não apenas com o ente. | ||
| + | * Esta é a verdadeira questão do antropomorfismo. | ||
| + | * O ser deve ser interrogado não a partir do ente nem em direção a ele como entidade, mas no retorno a si mesmo, à sua verdade. | ||
| + | * O claro do ser se indica por uma meditação sobre a ainda inconcebida unidade do pensar: representar algo como algo à luz do ser. | ||
| + | * O claro é o abismo — a nada, não como nulidade, mas como força gravitacional autêntica, o próprio ser (Seyn). | ||
| + | * O ser é distinto do ente. | ||
| + | * Torna-se questionável caracterizar a relação entre ser e ente como mera diferença. | ||
| + | * A superação dessa questão requer compreender o ser como projeto, sendo o projetar o próprio ser-aí. | ||
| + | * A negatividade, | ||
| + | * A nada é o abissal em relação ao ser (Seyn), e, enquanto tal, sua própria essência. | ||
| + | * O ser (Seyn) manifesta-se em sua singularidade, | ||
| + | * Pensar a nada significa interrogar a verdade do ser (Seyn) e experimentar a carência do ente em sua totalidade. | ||
| + | * Pensar a nada não é nihilismo. | ||
| + | * A essência do nihilismo consiste em esquecer a nada, desviando-se na maquinação do ente. | ||
| + | * O domínio da maquinação do ente evidencia-se no fato de que a metafísica, | ||
| + | * Em Hegel: a nada reduzida a pura indeterminação e imediaticidade — ausência de pensamento. | ||
| + | * Em Nietzsche: o ser como o último sopro de uma realidade evaporada. | ||
