obra:ga65:temas:verdade-do-seer
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| + | ===== VERDADE DO SEER (WAHRHEIT DES SEYNS) ===== | ||
| + | Com isto, apesar de já falarem e mesmo de só falarem da essência do seer, isto é, do “acontecimento apropriador”, | ||
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| + | O tempo da construção da figura essencial do ente a partir da **verdade do seer** ainda não chegou. GA65 (Casanova): 1 | ||
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| + | Entrementes, | ||
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| + | O pensamento inserido na transição empreende o projeto fundante da **verdade do seer** como uma meditação histórica. GA65 (Casanova): 1 | ||
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| + | O pensamento no interior da transição coloca o primeiro movimento de essenciação do seer da verdade e o porvir mais extremo da **verdade do seer** em discussão e dá voz, em meio a essa discussão, à essência até aqui inquestionada do seer. GA65 (Casanova): 1 | ||
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| + | A questão do ser é a pergunta sobre a **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 2 | ||
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| + | A pergunta sobre a **verdade do seer** aponta certamente para a inserção violenta em algo resguardado; | ||
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| + | Mas como se essencia o seer? Mas é um ente? A partir de que outra instância decide aqui o pensar, se não a partir da **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 2 | ||
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| + | Consequentemente, | ||
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| + | Esse “salto” tem por fim promover a “fundação” da **verdade do seer** como a preparação dos “que estão por vir” e “do último deus”. GA65 (Casanova): 2 | ||
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| + | Essa diretiva indica o livre abrigo da **verdade do seer** em meio ao ente como algo necessário, | ||
| + | |||
| + | Ninguém compreende o que “eu” penso aqui: deixar o ser-aí eclodir a partir da **verdade do seer** (e isso significa a partir da essenciação da verdade), para fundar aí o ente na totalidade e enquanto tal; e, em meio à sua fundação, o homem. GA65 (Casanova): 2 | ||
| + | |||
| + | A partir de um simples toque do pensar essencial, o acontecimento da **verdade do seer** precisa ser transposto do primeiro para o outro início, para que, em consonância, | ||
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| + | A fundação da verdade como a fundação da **verdade do seer** (o ser-aí). GA65 (Casanova): 3 | ||
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| + | Tudo se coloca aqui em função da única pergunta acerca **verdade do seer**: em função do perguntar. GA65 (Casanova): 4 | ||
| + | |||
| + | O perguntar sobre a **verdade do seer** não se deixa contabilizar a partir do que se deu até aqui. GA65 (Casanova): 4 | ||
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| + | A pergunta sobre o “sentido”, | ||
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| + | Todavia, resta a tarefa: a restauração do ente a partir da **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 4 | ||
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| + | Como é que ela poderia conseguir alcançar algo assim? Já a vontade para tanto não encontra nenhuma escuta, enquanto a **verdade do seer** e sua unicidade não se tornarem necessidade. GA65 (Casanova): 5 | ||
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| + | Como é que o pensamento pode ter sucesso naquilo que anteriormente permaneceu vedado ao poeta (Hölderlin)? | ||
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| + | Isto quer dizer: a ligação com o seer e, antes disso sempre, com a **verdade do seer** transforma-se ao modo da transposição para o próprio ser-aí. GA65 (Casanova): 5 | ||
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| + | Sobretudo no outro início é preciso que – em consequência da pergunta acerca da **verdade do seer** – seja logo levado a termo o salto para o interior do “entre”. GA65 (Casanova): 5 | ||
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| + | A ligação interna entre elas só é experimentada em meio ao pensar integral das junções particulares, | ||
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| + | Todavia, quem consegue afinar essa tonalidade afetiva fundamental da retenção espantada e marcada pelo pudor no homem essencial? E quantos ainda mensurarão o fato de essa afinação não fundar nenhum desvio diante do ente, mas o contrário: a abertura de sua simplicidade e grandeza e a necessidade originariamente coagida de abrigar no ente a **verdade do seer**, a fim de dar assim ao homem histórico ainda uma vez uma finalidade: tornar-se fundador e o guardião da **verdade do seer**, ser o aí como o fundamento usado pela própria essência do seer: o cuidado, não como pequena preocupação em torno de algo qualquer e não como denegação do júbilo e da força, mas mais originário do que tudo isso, porque unicamente “em virtude do seer”, não do seer do homem, mas do seer do ente na totalidade. GA65 (Casanova): 5 | ||
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| + | O fato, então, de precisamente as tonalidades afetivas indicadas por esse nome, juntamente com seu oposto, terem se tornado fundamentalmente impossíveis na região do questionamento inicial, porque elas têm por pressuposto a ideia de valor (agathon ) e as interpretações até aqui do ente tanto quanto a concepção corrente do homem, quem é que poderia levar sua meditação a tal ponto que isso pudesse se tornar ao menos uma questão? No pensamento inicial sobretudo, regiões da **verdade do seer** precisam ser atravessadas, | ||
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| + | Ele acontece e é mesmo a mais profunda descoberta, quando o homem se torna aquele que vela pela **verdade do seer**, o guardião daquele silêncio e é decidido nessa direção. GA65 (Casanova): 5 | ||
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| + | Quem, por exemplo, acompanha a longa senda da fundação da **verdade do seer**? Quem pressente algo da necessidade do pensar e do questionar, daquela necessidade, | ||
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| + | Como é, porém, que o pensar abriga a **verdade do seer**, se não na pesada lentidão do curso de seu passo questionador e de sua consequência vinculada? Inaparente como em um campo solitário sob o grande céu, com seu passo pesado, hesitante, que para a cada instante, o semeador abre os fulcros na terra e mede e configura ao jogar o braço o espaço velado de todo crescimento e amadurecimento. GA65 (Casanova): 5 | ||
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| + | A questão pensante acerca da **verdade do seer** é o instante, que sustenta a transição. GA65 (Casanova): 5 | ||
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| + | A questão é que a tonalidade afetiva fundamental afina o ser-aí e, com isto, o pensar como projeto da **verdade do seer** na palavra e no conceito. GA65 (Casanova): 6 | ||
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| + | A equipagem com vistas a tal a-caso só consiste naturalmente, | ||
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| + | Essa decisão, porém, enquanto pressentindo, | ||
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| + | E repensar plenamente essa distância mesma em sua essenciação como o tempo-espaço da suprema decisão significa questionar acerca da **verdade do seer**, acerca do próprio acontecimento apropriador, | ||
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| + | Essa distância da indecidibilidade do mais externo e do primeiro é o iluminado para o encobrir-se, | ||
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| + | Na essenciação da **verdade do seer**, no acontecimento apropriador e como acontecimento apropriador, | ||
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| + | Se o homem, por meio desse tresloucamento, | ||
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| + | Essa apropriação sobre-apropriada em meio ao acontecimento é o acontecimento apropriador, | ||
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| + | A **verdade do seer**, porém, como abertura do encobrir-se é ao mesmo tempo voltada para a decisão quanto à distância e à proximidade dos deuses e, assim, a prontidão para o passar ao largo do último deus. GA65 (Casanova): 7 | ||
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| + | Ao contrário, a referência ao passar ao largo é a abertura usada por deus do dilaceramento em meio a um fosso abissal; por outro lado, a referência ao homem é o deixar emergir que se apropria em meio ao acontecimento da fundação do ser-aí e, com isto, da necessidade do abrigo da **verdade do seer** no ente como de uma restituição do ente. GA65 (Casanova): 7 | ||
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| + | Esse acontecimento apropriador é a **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 8 | ||
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| + | A contenda como a contenda de terra e mundo, porque a **verdade do seer** só é no abrigo e essa como o “entre” fundante no ente. GA65 (Casanova): 9 | ||
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| + | Esse ente “real e efetivo” é concebido a partir da **verdade do seer** como o não-ente sob o domínio da inessência da aparência, cuja origem permanece aí encoberta. GA65 (Casanova): 10 | ||
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| + | 4) Por isto, ele só pode ser fundado como a verdade e na **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 11 | ||
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| + | O ser-aí como contestação dessa contenda tem sua essência no abrigo da **verdade do seer**, isto é, do último deus em meio ao ente. GA65 (Casanova): 13 | ||
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| + | Filosofia é o questionamento terrível, mas raro acerca da **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 14 | ||
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| + | Filosofia tem como fundação da **verdade do seer** a origem nela mesma; ela precisa retornar a si mesma naquilo que ela funda e e-dificar unicamente a partir daí. GA65 (Casanova): 14 | ||
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| + | A questão é que, na medida em que e logo que a filosofia se reencontra em sua essência inicial (no outro início) e a questão acerca da **verdade do seer** se torna o meio fundante, desentranha-se o elemento abissal da filosofia, que precisa retornar ao inicial, para trazer ao espaço livre de sua meditação a abertura do fosso abismai e o para-além-de-si, | ||
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| + | A filosofia de um povo é aquilo que torna povo o povo de uma filosofia, que funda o povo historicamente em seu ser-aí e determina para a guarda da **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 15 | ||
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| + | Somente assim ela consegue voltar o “povo” para a **verdade do seer**, ao invés de, inversamente, | ||
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| + | Meditação é questionamento acerca do sentido, isto é, acerca da **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 16 | ||
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| + | Essa questão precisa ser questionada por causa da essência do ser, que precisa de nós, e, em verdade, não como aqueles que se encontram precisamente ainda presentes, mas de nós, na medida em que nós ratificamos insistentemente suportando o ser-aí e o fundamos como a **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 16 | ||
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| + | A filosofia como a primeira e mais extrema meditação sobre a **verdade do seer** e o seer da verdade tem sua necessidade na indigência primeira e mais extrema. GA65 (Casanova): 17 | ||
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| + | Esse elemento impulsionador é o caráter de jogado do homem no ente, que o determina como o que joga o ser (a **verdade do seer**). GA65 (Casanova): 17 | ||
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| + | Essa indigência pertence à **verdade do seer** mesmo. GA65 (Casanova): 17 | ||
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| + | A indigência, | ||
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| + | E, por outro lado, o poder autêntico do pensar (como um re-pensar da **verdade do seer**) não tolera nenhuma constatação e valoração imediatas, sobretudo porque o pensar precisa se transpor para o interior do seer e, por isto, precisa colocar em jogo toda a estranheza do seer. GA65 (Casanova): 18 | ||
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| + | A dita fundamentação desse nexo distingue-se essencialmente de todo e qualquer tipo de asseguramento da certeza de “si mesmo” do “eu” justamente em virtude da “certeza”, | ||
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| + | No entanto, enquanto a essência da filosofia não for concebida como meditação sobre a **verdade do seer**, e, com isso, a necessidade da auto-meditação daí emergente não tiver se tornado efetiva, a questão já permanecerá exposta enquanto questão a uma pesada reserva. GA65 (Casanova): 19 | ||
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| + | O que é, contudo, o início do pensar – no significado da meditação sobre o ente enquanto tal e sobre a **verdade do seer**? O repensar da **verdade do seer** é essencialmente pro-jeto. GA65 (Casanova): 20 | ||
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| + | O que é, contudo, o início do pensar – no significado da meditação sobre o ente enquanto tal e sobre a **verdade do seer**? O repensar da **verdade do seer** é essencialmente pro-jeto. GA65 (Casanova): 21 | ||
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| + | É o repensar da **verdade do seer** e, assim, a sondagem do solo do fundamento. GA65 (Casanova): 22 | ||
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| + | O pensar inicial desloca seu questionamento acerca da **verdade do seer** para um ponto muito lá atrás no primeiro início como a origem da filosofia. GA65 (Casanova): 23 | ||
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| + | Com isto, emerge a abertura e a fundação do si mesmo a partir da e como a **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 30 | ||
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| + | Em verdade, porém, cada passo é suportado pela pergunta acerca da **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 30 | ||
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| + | Como é que criamos, saltando de antemão para o interior da essenciação do seer, para o seer a afluência de seu ente, para que a **verdade do seer** retenha a força histórica duradoura enquanto impulso? Para o pensar resta apenas o dizer maximamente simples da imagem direta em meio ao mais puro silêncio. GA65 (Casanova): 32 | ||
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| + | O quão distante de tal empreendimento, | ||
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| + | Com a linguagem habitual, que hoje é cada vez mais amplamente abusada e desgastada, a **verdade do seer** não tem como ser dita. GA65 (Casanova): 36 | ||
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| + | Essa transformação da linguagem penetra em âmbitos que ainda se encontram cerrados para nós, porque não sabemos a **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 36 | ||
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| + | Assim, fala-se da “recusa do perseguimento”, | ||
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| + | Todo e qualquer dizer já fala a partir da **verdade do seer** e nunca pode saltar por cima de si mesmo imediatamente e aceder ao seer ele mesmo. GA65 (Casanova): 38 | ||
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| + | Isto quer dizer: 1) No rigor da estrutura armada na construção, | ||
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| + | Com certeza, o conceber correto dessa transformação e, antes de tudo, de seu espaço de acontecimento, | ||
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| + | Pois isto inclui formular de maneira questionadora a pergunta acerca da **verdade do seer** e “a metafísica”. GA65 (Casanova): 41 | ||
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| + | Pois o que importa é não trazer ao conhecimento nenhuma nova representação do ente, mas fundar o ser homem na **verdade do seer** e preparar essa fundação no repensar do seer e do ser-aí. GA65 (Casanova): 42 | ||
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| + | Por outro lado, porém, não como se o pensado e o a se pensar só fossem uma ocasião indiferente para um movimento de pensamento, mas a **verdade do seer**, o saber da meditação, | ||
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| + | Neste caso, não é apenas a “construção de sistemas”, | ||
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| + | Sobre se o homem quer permanecer “sujeito” ou se ele funda o ser-aí – Sobre se com o sujeito o “animal” enquanto a “substância” e o “racional” enquanto a “cultura” devem permanecer duradouramente ou se a **verdade do seer** (ver abaixo) encontra no ser-aí um sítio deveniente – Sobre se o ente toma o ser como o seu “elemento maximamente genérico” e, com isso, o entrega à e soterra na ontologia ou se o seer em sua unicidade ganha voz e atravessa de maneira afinadora o ente enquanto algo singular. GA65 (Casanova): 44 | ||
| + | |||
| + | Ela determina por meio daí a sua essência ou a transição é apenas o aceno para o interior de sua essência? As “decisões” surgem porque um outro início precisa ser? E esse outro início precisa ser, porque a essência do próprio seer é de-cisão e doa pela primeira vez nesse desdobramento essencial a sua verdade na história do homem? É necessário aqui talvez dizer até mesmo de maneira pormenorizada aquilo que não se tem em vista com a expressão acerca da **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 44 | ||
| + | |||
| + | Essa **verdade do seer** não é de modo algum algo diverso do seer, mas a sua essência mais própria, e, por isso, cabe à história do seer saber se ele doa ou recusa essa verdade e a si mesmo e, assim, traz pela primeira vez para a sua história o elemento abissal. GA65 (Casanova): 44 | ||
| + | |||
| + | O aceno para o fato de que os conceitos correntes de “verdade” e a não diferenciação corrente entre “ser” e “ente” conduzem a uma interpretação falsa da **verdade do seer** e, antes de tudo, já sempre pressupõem essa interpretação, | ||
| + | |||
| + | A história ocidental da metafísica ocidental é a “prova” de que a **verdade do seer** não pôde se tornar questão, e o aceno para os motivos dessa impossibilidade. GA65 (Casanova): 44 | ||
| + | |||
| + | O mais tosco desconhecimento da **verdade do seer**, contudo, residiria em uma “lógica” da filosofia. GA65 (Casanova): 44 | ||
| + | |||
| + | E, por isto, todas as tentativas de dizer o que não é a **verdade do seer** também precisam se haver com o fato de que elas no máximo fornecem um novo alimento para a obtusidade ignorante das más interpretações ulteriores, caso tais elucidações sejam elucidações da crença de que a não filosofia poderia ser transformada pela instrução em filosofia. GA65 (Casanova): 44 | ||
| + | |||
| + | Com certeza, a meditação sobre aquilo que a **verdade do seer** não é, porém, é essencial como uma meditação histórica, na medida em que ela pode auxiliar a tornar os movimentos fundamentais nas posições metafísicas fundamentais do pensar ocidental mais transparentes e o velamento da história do ser mais penetrante. GA65 (Casanova): 44 | ||
| + | |||
| + | Em tudo isso, também está dito concomitantemente que toda recusa do funcionamento da filosofia no sentido autêntico da palavra só possui a sua necessidade se ela tiver reconhecido que a meditação sobre a **verdade do seer** inclui uma mutação da postura que pensa para a postura pensante, mudança essa que, naturalmente, | ||
| + | |||
| + | Por que a **verdade do seer** não é nenhum suplemento e nenhum quadro para o seer e mesmo nenhum pressuposto, | ||
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| + | E, assim, só um criar que funda todo ser-aí com vistas a um longo prazo (e só esse criar, não o empreendimento cotidiano fixo da instituição do ente) precisa despertar a **verdade do seer** como questão e como indigência através da senda mais decisiva e em impulsos iniciais cheios de alternância, | ||
| + | |||
| + | A **verdade do seer** é o seer da verdade – dito assim, isso soa como uma inversão artificial e forçada e, quando isso vem à tona, como um desencaminhamento em meio a um jogo dialético. GA65 (Casanova): 44 | ||
| + | |||
| + | História, porém, concebida como a contestação da contenda de terra e mundo, assumida e realizada a partir do pertencimento ao clamor do acontecimento apropriador como a essenciação da **verdade do seer** na figura do último deus. GA65 (Casanova): 45 | ||
| + | |||
| + | Será que a decisão é capaz de trazer consigo mais uma vez a fundação dos sítios instantâneos para a fundação da **verdade do seer** ou será que tudo se desdobrará ainda como “luta” em torno das puras condições do prosseguimento da vida e do esgotamento da vida em dimensões gigantescas, | ||
| + | |||
| + | Cultura” e “visão de mundo” não perdem o seu caráter por meio do fato de elas serem colocadas a serviço da política; quer elas sejam consideradas como valores “em si” ou como valores “para” o povo, a cada vez a meditação, | ||
| + | |||
| + | Somente a decisão mais extrema a partir da e sobre a **verdade do seer** traz ainda uma clareza. GA65 (Casanova): 45 | ||
| + | |||
| + | Ao contrário, ele traz à tona em seu fim pela primeira vez o abandono do ser, contanto que seja formulada a partir do outro início a pergunta acerca da **verdade do seer** e, assim, se inicie o ir ao encontro do primeiro início. GA65 (Casanova): 52 | ||
| + | |||
| + | A ressonância da **verdade do seer** e de sua essenciação mesma a partir da indigência do esquecimento do ser. GA65 (Casanova): 55 | ||
| + | |||
| + | Quanto ao fato de o ente enquanto tal ainda poder aparecer e de, contudo, a **verdade do seer** o ter abandonado, cf a despotencialização da physis e do ón como idea. GA65 (Casanova): 55 | ||
| + | |||
| + | Como essa decadência da **verdade do seer** é levada a termo antes de tudo sob a figura mais palpável possível da mediação da verdade, no conhecimento e no saber, é preciso inversamente, | ||
| + | |||
| + | Como é que essa indigência pode ser efetuada como indigência? | ||
| + | |||
| + | Ou será que deveria emergir desse saber pela primeira vez a clareza quanto ao “fato” do niilismo? O abandono do ser determina uma era única na história da **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 57 | ||
| + | |||
| + | Se a meditação pensante (como questão acerca da **verdade do seer** e apenas como essa questão) alcança o saber acerca dessa copertinência, | ||
| + | |||
| + | O modo como a maquinação e a vivência (de início veladas por um longo tempo, sim, veladas até agora enquanto tais) se impelem mutuamente até o extremo e, com isso, desdobram os deslocamentos da entidade e do homem em sua referência ao ente, desenvolvendo a si mesmas segundo o seu mais extremo abandono, compelindo-se agora reciprocamente nesses deslocamentos e criando uma unidade, que com maior razão encobre aquilo que acontece apropriadoramente nela: o abandono do ente por toda **verdade do seer** e completamente até mesmo pelo seer mesmo. GA65 (Casanova): 68 | ||
| + | |||
| + | Ou será que isso precisa permanecer vedado a ela e só se revelar àqueles que se encontram já na transição para a verdade, para a ressonância da **verdade do seer**? O fato de ainda se transformar hoje e até mesmo uma vez mais a “antropologia” no ponto central da escolástica da visão de mundo mostra de maneira mais penetrante do que qualquer comprovação histórica as dependências para as quais as pessoas estão se preparando ainda uma vez, na medida em que elas se recolocam sobre o solo de Descartes. GA65 (Casanova): 68 | ||
| + | |||
| + | A questão é que a essência do niilismo é justamente tão abissal (porque ele desce e alcança a **verdade do seer** e a decisão sobre ela), que precisamente essas formas de todas as mais opostas podem e precisam lhe pertencer. GA65 (Casanova): 72 | ||
| + | |||
| + | Assim, toda e qualquer questão acerca da **verdade do seer** (toda filosofia) é alijada do âmbito do agir como desnecessária e como realizada sem necessidade. GA65 (Casanova): 73 | ||
| + | |||
| + | Um deles concebe a ciência não como a instituição agora presente, mas como uma possibilidade determinada do desdobramento e da construção de um saber, cuja essência mesma só se vê enraizada em uma fundamentação mais originária da **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 75 | ||
| + | |||
| + | Quanto mais exclusivamente o pensar se volta para o ente e busca para si mesmo um fundamento maximamente essente, tanto mais decididamente a filosofia se distancia da **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 83 | ||
| + | |||
| + | Como é, porém, que é possível a recusa metafísica ao ente, isto é, a recusa à metafísica, | ||
| + | |||
| + | Cada vez mais encoberta se torna a **verdade do seer**, cada vez mais rara a possibilidade de que essa verdade enquanto tal se torne o poder fundante e seja pela primeira vez em geral reconhecida. GA65 (Casanova): 84 | ||
| + | |||
| + | Esse tomar pé realiza-se na transição da questão diretriz (o que é o ente?, questão acerca da entidade, do ser) para a questão fundamental: | ||
| + | |||
| + | Se a “metafísica” se torna visível como o acontecimento que pertence ao ser-aí enquanto tal, então isso não deve ser considerado como uma ancoragem “antropológica” muito módica da disciplina da metafísica no homem, mas, juntamente com o ser-aí, conquista-se aquela base, na qual a **verdade do seer** se funda, de tal modo que, agora, o seer mesmo passou a se mostrar como originariamente dominante e um posicionamento da excedência do ente, o que significa, porém, do sair do ente e, em verdade, como ente presente à vista e como objeto, se tornou impossível. GA65 (Casanova): 85 | ||
| + | |||
| + | Justamente por isso, porém, o pensamento transitório não precisa cair na tentação de deixar aquilo que ele concebeu como fim e no fim simplesmente para trás, ao invés de trazer consigo esse atrás de si, ou seja, ao invés de concebê-lo agora pela primeira vez em sua essência e deixá-lo, transformado, | ||
| + | |||
| + | Não conseguimos conceber o que se encontra aí resolvido, enquanto a **verdade do seer** não se transformar para nós na questão necessária, | ||
| + | |||
| + | Esses são alguns caminhos, em si independentes e, entretanto, copertinentes, | ||
| + | |||
| + | A questão acerca do ente precisa ser trazida para o seu fundamento próprio, para a questão acerca da **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 89 | ||
| + | |||
| + | E o que constituiu até aqui o fio condutor e a formação do horizonte de toda interpretação do ente, o pensar (re-presentar), | ||
| + | |||
| + | A “lógica” enquanto doutrina do pensar correto transforma-se em meditação sobre a essência da linguagem como a denominação instituidora da **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 89 | ||
| + | |||
| + | A transição para o outro início está decidida e, contudo, não sabemos para onde estamos indo, quando a **verdade do seer** se tornará o verdadeiro e a partir de onde a história enquanto história do seer tomará a sua via mais íngreme e mais curta. GA65 (Casanova): 89 | ||
| + | |||
| + | O primeiro início experimenta e estabelece a **verdade do seer**, sem questionar acerca da verdade enquanto tal, porque o que nessa verdade se encontra velado, o ente enquanto ente, necessariamente prepondera sobre tudo, porque ele também engole o nada e, enquanto “não” e contra, o vincula a si ou completamente o aniquila. GA65 (Casanova): 91 | ||
| + | |||
| + | O outro início experimenta a **verdade do seer** e pergunta sobre o seer da verdade, a fim de, assim, fundar pela primeira vez a essenciação do seer e deixar o ente eclodir como o verdadeiro daquela verdade originária. GA65 (Casanova): 91 | ||
| + | |||
| + | A superação, | ||
| + | |||
| + | Pois a **verdade do seer** e a essenciação do seer são o primeiro, não aquilo em direção ao que a ultrapassagem deve acontecer. GA65 (Casanova): 91 | ||
| + | |||
| + | Agora, contudo, o que importa também não é apenas a inversão da metafísica até aqui, mas, com a essenciação mais originária da **verdade do seer** enquanto acontecimento apropriador, | ||
| + | |||
| + | Tudo isso não aponta para o fato de que, porém, mesmo a physis precisa ser interpretada a partir da correspondência com o poioumenon da poiesis, de que a physis não é suficientemente capaz de exigir a sua verdade para além da parousia e aletheia mesmas, levando-a ao seu desdobramento? | ||
| + | |||
| + | O primeiro início não é controlado, a **verdade do seer**, apesar de sua reluzência essencial, não é expressamente fundada, e isso significa: uma antecipação humana (do enunciado, da techne, da certeza) torna-se normativa para a interpretação da entidade do seer. GA65 (Casanova): 91 | ||
| + | |||
| + | No outro início, a verdade é reconhecida e fundada como **verdade do seer** e o seer mesmo enquanto seer da verdade, isto é, enquanto o acontecimento apropriador que retorna a si, ao qual pertence o fato de a abertura do fosso abissal ser alijada e, com isso, o a-bismo. GA65 (Casanova): 91 | ||
| + | |||
| + | Para a mudança e para a salvação da história ocidentalmente determinada, | ||
| + | |||
| + | A **verdade do seer** não é nada menos do que a essência da verdade, concebida e fundada enquanto velamento clareante, o acontecimento do ser-aí, do ponto de virada na viragem enquanto o meio que se abre. GA65 (Casanova): 95 | ||
| + | |||
| + | O fato de a **verdade do seer** permanecer velada, apesar de a entidade ser colocada nela (o “tempo”), | ||
| + | |||
| + | Desde cedo precisa claramente se encontrar em uma luz segura a grande simplicidade do primeiro início do pensar da **verdade do seer** (o que significa e o que funda o fato de que o einai é voltado para o interior da aletheia do logos e do noein como physis). GA65 (Casanova): 101 | ||
| + | |||
| + | Assim, em seu fim, a metafísica ocidental se encontra o mais distante possível da pergunta acerca da **verdade do seer** e, contudo, o mais próximo dela também, na medida em que, enquanto fim, ela preparou a transição para aí. GA65 (Casanova): 102 | ||
| + | |||
| + | Aqui, uma vez mais, o asseguramento integral em relação a toda a incerteza é buscado, o tomar pé definitivo na correção da certeza absoluta, e, sem saber, o arrefecer diante da **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 104 | ||
| + | |||
| + | Tudo completamente distante da tarefa de colocar em questão a essência da verdade enquanto tal na mais íntima ligação com a **verdade do seer** e, assim, com o seer mesmo. GA65 (Casanova): 110 | ||
| + | |||
| + | Mas uma vez que, então, o conceber é tomado ao mesmo tempo como projeto jogado, transcendência significa: encontrar-se na **verdade do seer**, naturalmente sem saber disso e sem inquiri-lo de início. GA65 (Casanova): 110 | ||
| + | |||
| + | Visto a partir da pergunta fundamental pela **verdade do seer**, reside aí um atolar-se no modo de questionamento da questão diretriz, isto é, na metaflsica. GA65 (Casanova): 110 | ||
| + | |||
| + | Mesmo onde Nietzsche é voltado por fim para fora do platonismo e de sua inversão, não se chega a uma formulação originariamente superadora da questão acerca da **verdade do seer** e acerca da essência da verdade. GA65 (Casanova): 110 | ||
| + | |||
| + | A **verdade do seer** e a essenciação do seer não são nem o que há de mais primevo nem o que há de mais tardio. GA65 (Casanova): 112 | ||
| + | |||
| + | Os acontecimentos apropriadores enquanto tais: o remetimento da verdade ao seer, a precipitação da verdade, a solidificação de sua inessência (da correção), | ||
| + | |||
| + | A entrada do homem na história do ser é incalculável e independente de todo progresso ou derrota da “cultura”, | ||
| + | |||
| + | No outro inicio, a **verdade do seer** precisa ser ousada como fundação, como o repensar do ser-aí. GA65 (Casanova): 117 | ||
| + | |||
| + | Ele só pode ser sabido a partir de sua fundação na **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 118 | ||
| + | |||
| + | Diferentemente da questão diretriz, a questão fundamental desponta enquanto questão concebida com a própria formulação da questão, a fim de saltar a partir dela de volta para o interior da experiência fundamental originária do pensamento da **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 119 | ||
| + | |||
| + | Em contrapartida: | ||
| + | |||
| + | Essa questão não questionada é a questão fundamental, | ||
| + | |||
| + | Como todas as decisões até aqui não se mostram mais no âmbito das “ideias” ou do “ideal” (“visões de mundo”, ideias de cultura e coisas do gênero) como decisões, porque elas não colocam mais de maneira alguma em questão o seu espaço de decisão e ainda menos a verdade mesma enquanto **verdade do seer**, é preciso antes de tudo dirigir a meditação para a fundação de um espaço de decisão, isto é, a indigência da falta de indigência precisa ser primeiro experimentada, | ||
| + | |||
| + | Trata-se sempre das sendas da fundação criadora e sacrificial do ser-aí, em cujo tempo-espaço o ente é preservado como ente e, com isso, a **verdade do seer** é abrigada. GA65 (Casanova): 120 | ||
| + | |||
| + | Todavia, quem é aquele que pesa nessa balança e o que é o que se encontra presente à vista e o que brama nas maquinações? | ||
| + | |||
| + | Quem foi que encomendou aquela balança do mercado e quem exige que tudo seja pesado apenas nela? Quem salta por sobre essa balança e ousa o imponderável, | ||
| + | |||
| + | O salto é a realização do projeto da **verdade do seer** no sentido da inserção no aberto, de tal modo que aquele que joga o projeto se experimenta como jogado, isto é, como apropriado pelo acontecimento por meio do seer. GA65 (Casanova): 122 | ||
| + | |||
| + | Assim, por meio da **verdade do seer** (pois isso é essa clareira atribuída), | ||
| + | |||
| + | O homem é nomeado por meio dessa requisição do próprio seer como o guardião da **verdade do seer** (ser homem como “cuidado”, | ||
| + | |||
| + | Ela precisa erigir a **verdade do seer** e abrigá-la no “ente” mesmo, que, assim, desdobra pela primeira vez novamente – inserindo no seer e em seu estranhamento – a simplicidade encantadora de sua essência, ultrapassa toda maquinação e se subtrai à vivência em meio ao erigir de um outro domínio, isto é, de seu âmbito, do qual o último deus se apropriou em meio ao acontecimento. GA65 (Casanova): 123 | ||
| + | |||
| + | Toda mediação e salvação tíbias não fazem outra coisa senão aprisionar o ente ainda mais no abandono do ser e transformar o esquecimento do ser na única forma da verdade, a saber, da não **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 123 | ||
| + | |||
| + | O “tempo” deveria se tornar experimentável como o campo de jogo “ekstático” da **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 125 | ||
| + | |||
| + | No lugar da sistemática e da dedução entra em cena a prontidão histórica para a **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 125 | ||
| + | |||
| + | Em um primeiro momento, contudo, é preciso fundar a **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 128 | ||
| + | |||
| + | Aqui, é preciso lançar o pensamento tão para fora, ou melhor, tão para o interior do aí, que a **verdade do seer** reluza originariamente. GA65 (Casanova): 130 | ||
| + | |||
| + | Essa diferenciação foi concebida desde Ser e tempo como “diferença ontológica”, | ||
| + | |||
| + | Por isso, careceu-se do empenho por se libertar da “condição de possibilidade” como um caminho de volta apenas “matemático” e por conceber a **verdade do seer** a partir de sua própria essência (acontecimento apropriador). GA65 (Casanova): 132 | ||
| + | |||
| + | Esse saltar por sobre, entretanto, acontece concomitantemente por meio do salto como a sondagem do fundamento da **verdade do seer**, por meio do salto para o interior do acontecimento apropriador do ser-aí. GA65 (Casanova): 132 | ||
| + | |||
| + | Por isso, não há como chegar a uma fundação do ser-aí, isto é, a questão acerca da **verdade do seer** é aqui inquestionável. GA65 (Casanova): 134 | ||
| + | |||
| + | Como é que se chega ao fato de que o homem se equivoca tanto em relação ao seer? Porque ele precisa se ver exposto ao ente, a fim de experimentar a **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 136 | ||
| + | |||
| + | E, não obstante, tudo isso se funda na **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 136 | ||
| + | |||
| + | Mesmo lá onde ele vem ao encontro constantemente, | ||
| + | |||
| + | Porque é aqui que reside o campo de decisão imediato sobre a **verdade do seer**, o salto para o outro início precisou ser tentado como Ser e tempo). GA65 (Casanova): 136 | ||
| + | |||
| + | A **verdade do seer**, na qual e como a qual sua essenciação se encobre, se abrindo, é o acontecimento apropriador. GA65 (Casanova): 137 | ||
| + | |||
| + | Até que ponto aquilo que se tornou há muito tempo infundado e ainda continua subsistindo, | ||
| + | |||
| + | Somente a partir da **verdade do seer** emerge historicamente o ente, e a **verdade do seer** é abrigada na insistência do ser-aí. GA65 (Casanova): 139 | ||
| + | |||
| + | Espacialização temporalizante – temporalização espacializante como a região mais próxima da junção fugidia para a **verdade do seer**, mas nenhuma queda nos conceitos comuns formais de espaço e tempo (!), senão retomada da contenda, mundo e terra – acontecimento apropriador. GA65 (Casanova): 139 | ||
| + | |||
| + | De onde, contudo, a intimidade do não no seer? De onde tal essenciação do seer? Sempre uma vez mais, o questionamento se choca com esse ponto; trata-se da questão acerca do fundamento da **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 144 | ||
| + | |||
| + | Com todas essas coisas, a minha questão acerca do nada, que emerge da questão acerca da **verdade do seer**, não tem o mais mínimo em comum. GA65 (Casanova): 145 | ||
| + | |||
| + | Toda ordem representacional e calculadora é aqui extrínseca, | ||
| + | |||
| + | E então? Esse é o fim? Por que se silencia a terra junto a essa destruição? | ||
| + | |||
| + | Essa abertura só pode se transformar em questão, se a **verdade do seer** reluzir como acontecimento apropriador, | ||
| + | |||
| + | As modalidades ficam, com isso, aquém da abertura do fosso abissal tanto quanto a entidade fica aquém da **verdade do seer**; e a questão acerca das modalidades permanece presa necessariamente aos quadros da questão diretriz, em comparação com a qual só cabe à questão fundamental o requestionamento da abertura do fosso abissal. GA65 (Casanova): 157 | ||
| + | |||
| + | Todavia, está completamente em ordem que, se não se pensa aqui de maneira “ontológico-fundamental”, | ||
| + | |||
| + | Que a morte seja projetada no nexo essencial da futuridade originária do ser-aí em sua essência ontológico-fundamental significa, porém, de início, no quadro da tarefa de Ser e tempo, que ela se encontra em uma conexão com o “tempo”, | ||
| + | |||
| + | Já isso é um aceno suficientemente claro para aquele que quer participar concomitantemente do questionamento de que aqui a questão acerca da morte se encontra em uma ligação essencial com a **verdade do seer** e apenas nessa ligação; de que, por isso, a morte enquanto a negação do seer ou mesmo enquanto o “nada” nunca é tomada aqui como a essência do seer, mas exatamente o contrário: a morte é a testemunha mais elevada e mais extrema do seer. GA65 (Casanova): 161 | ||
| + | |||
| + | Aqui se realiza a mensuração mais extrema da temporalidade e, com isso, a referência do espaço da **verdade do seer**, a indicação do tempo-espaço. GA65 (Casanova): 162 | ||
| + | |||
| + | Mas o que importa não é dissolver o ser do homem na morte e declará-lo a mera nulidade, mas, ao contrário: inserir a morte na ligação com o ser-aí, a fim de dominar o ser-aí em sua amplitude abissal e, assim, mensurar completamente o fundamento da possibilidade da **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 162 | ||
| + | |||
| + | A “essência” não é mais o koinon e o genos da ousia e do tode ti (ekaston), mas essenciação como o acontecimento da **verdade do seer** e, em verdade, em sua história plena, que abarca respectivamente o abrigo da verdade no ente. GA65 (Casanova): 165 | ||
| + | |||
| + | A essenciação e a essência concebidas como acontecimento da **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 166 | ||
| + | |||
| + | Acontecimento da **verdade do seer**, isso é essenciação; | ||
| + | |||
| + | [ser-aí] Não aquilo que simplesmente poderia ser de antemão encontrado junto ao homem presente à vista, mas o fundamento necessitado a partir da experiência fundamental do seer como acontecimento apropriador, | ||
| + | |||
| + | De início, porém, a fundação do ser-aí está transitoriamente à busca, cuidado, temporalidade; | ||
| + | |||
| + | Ser-aí como projeção da **verdade do seer** (“aí”). GA65 (Casanova): 171 | ||
| + | |||
| + | O ser-aí no sentido do outro início, que pergunta sobre a **verdade do seer**, nunca tem como ser alcançado como o caráter do ente que vem ao encontro e se mostra como presente à vista; mas também não como o caráter do ente, que deixa tal ente se tornar um objeto e se encontrar em relações com ele; o ser-aí também não é nenhum caráter do homem, como se por assim dizer só o nome que se estendia a todo ente fosse restrito ao papel de designação para o ser presente à vista do homem. GA65 (Casanova): 173 | ||
| + | |||
| + | Não obstante, o ser-aí e o homem se encontram em uma ligação essencial, na medida em que o ser-aí significa o fundamento da possibilidade do ser humano futuro e o homem é futuramente, | ||
| + | |||
| + | A partir do ser-aí nesse sentido, o ser-aí se torna pela primeira vez “compreensível” como presentidade do ente presente à vista, isto é, a presentidade se revela como uma apropriação determinada da **verdade do seer**, junto à qual a atualidade experimentou um privilégio determínadamente interpretado em face do sido e do por vir (fixado no caráter do que se encontra contraposto, | ||
| + | |||
| + | Pois a “metafísica” pergunta a partir do ente (na interpretação inicial e, isto significa, derradeira da physis) acerca da entidade e deixa a verdade dessa entidade, isto é, a **verdade do seer** necessariamente sem ser questionada. GA65 (Casanova): 173 | ||
| + | |||
| + | O primeiro aceno para o ser-aí como fundação da **verdade do seer** é levado a termo (Ser e tempo) quando se atravessa a questão acerca do homem, na medida em que o homem é concebido como o projetor do ser e, assim, arrancado a toda e qualquer “antropologia”. GA65 (Casanova): 175 | ||
| + | |||
| + | A questão é que já a meditação sobre o aí como a clareira para o encobrir-se (o seer) precisa tornar possível pressentir o quão decisiva é a ligação do ser-aí com o ente na totalidade, porque o aí suporta a **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 175 | ||
| + | |||
| + | O aí é apropriado em meio ao acontecimento pelo próprio seer, e o homem acontece apropriadoramente como o guardião da **verdade do seer** na sequência, de tal modo que, assim, ele se revela pertencente ao ser-aí de uma maneira única e insigne. GA65 (Casanova): 175 | ||
| + | |||
| + | Em que medida? O que é o ser-aí e o que significa “existir”? | ||
| + | |||
| + | Ex-sistência – em virtude do ser-aí, isto é, fundação da **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 179 | ||
| + | |||
| + | A compreensão de ser não torna o seer “subjetivo”, | ||
| + | |||
| + | O que se tem em vista é sempre apenas o projeto da **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 182 | ||
| + | |||
| + | O estar ausente como denegação da exposição à **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 183 | ||
| + | |||
| + | O que vigora é um projeto originário e um salto, que só pode haurir a sua necessidade da mais profunda história do homem, na medida em que o homem experimentará e alcançará a sua essência como aquele ente que está exposto ao ente (e, antes de tudo, à **verdade do seer**), exposição essa (aquele que preserva, que guarda e que busca) que constitui o fundamento de sua essência. GA65 (Casanova): 184 | ||
| + | |||
| + | A **verdade do seer**: ela precisa ser determinada antes do seer, sem que olhemos para ele, ou ela precisa ser determinada posteriormente, | ||
| + | |||
| + | O fundar originário do fundamento (1) é a essenciação da **verdade do seer**; a verdade é fundamento no sentido originário. GA65 (Casanova): 187 | ||
| + | |||
| + | Sondar o solo do fundamento da **verdade do seer** e, assim, esse ser mesmo: deixar esse fundamento (acontecimento apropriador) ser o fundamento, por meio da constância do ser-aí. GA65 (Casanova): 188 | ||
| + | |||
| + | De acordo com isso, a sondagem do solo fundamental se transforma na fundação do ser-aí como a sondagem do solo do fundamento: da **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 188 | ||
| + | |||
| + | Ser-aí é a persistência constante da essenciação da **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 190 | ||
| + | |||
| + | Tal como se obtém facilmente a partir dessa indicação, | ||
| + | |||
| + | Então, porém, vem à tona pela primeira vez aquele elemento não questionado e indômito, segundo o qual de algum modo o homem e, contudo, uma vez mais, não o homem, e, em verdade, sempre a cada vez em um extrato e em um tresloucamento extasiante, está em jogo na fundação da **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 193 | ||
| + | |||
| + | Para a resposta da segunda pergunta, porém, (cf acima) é preciso dizer: Se o ser-aí entra em jogo, e ele precisa fazer isso por toda parte em que o ente enquanto tal e, com isso, veladamente, | ||
| + | |||
| + | A questão relativa à sua verdade continua sendo como o homem, se tornando mais essente, se recoloca no ser-aí, fundando-o, assim, a fim de se expor, com isso, à **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 194 | ||
| + | |||
| + | Por isto, é preciso perguntar: Em que história o homem precisa se encontrar, para que ele se torne pertinente ao acontecimento da apropriação? | ||
| + | |||
| + | Quem é o homem? Aquele que é usado pelo seer para a suportação da essenciação da **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 195 | ||
| + | |||
| + | As duas coisas se com-pertencem: | ||
| + | |||
| + | A amplitude de vibração do si mesmo se dirige para a originariedade da propriedade e, com isso, para a **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 197 | ||
| + | |||
| + | Com a fundação do ser-aí, toda relação com o ente é modificada, e a **verdade do seer** é anteriormente experimentada. GA65 (Casanova): 198 | ||
| + | |||
| + | O ser-aí como o tempo-espaço, | ||
| + | |||
| + | Quando e como é que pela última vez de maneira fundamental e com a postergação de tudo aquilo que foi até aqui corrente e acidental o sítio instantâneo para a **verdade do seer** foi inquirido de maneira pensante e a sua fundação foi preparada? O que se obtém para a resposta a essa questão por meio da meditação sobre as posições metafísicas fundamentais no interior da história da resposta à questão diretriz? O tempo-espaço precisa ser desdobrado em sua essência como o sítio instantâneo do acontecimento apropriador. GA65 (Casanova): 200 | ||
| + | |||
| + | Isso só pode acontecer a partir do “homem”, | ||
| + | |||
| + | Uma questão decisiva: a essenciação da verdade é fundada no ser-aí como clareira para o encobrir-se ou é a essenciação da verdade mesma o fundamento para o ser-aí ou as duas coisas são válidas? E o que significa aí a cada vez “fundamento”? | ||
| + | |||
| + | Pois ela é **verdade do seer**, que “só” se essencia. GA65 (Casanova): 217 | ||
| + | |||
| + | Por isto, o suportar jurisdicional da essenciação da **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 217 | ||
| + | |||
| + | Verdade: **verdade do seer** como acontecimento apropriador. GA65 (Casanova): 220 | ||
| + | |||
| + | Essa essência íntima e querelante da verdade mostra que a verdade é originária e essencialmente a **verdade do seer** (acontecimento apropriador). GA65 (Casanova): 225 | ||
| + | |||
| + | Dizer que o acontecimento apropriador acontece apropriadoramente não significa outra coisa senão: que ele e apenas ele se torna verdade; isso que pertence ao acontecimento apropriador vem a ser, de tal modo que justamente a verdade se mostra essencialmente como **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 225 | ||
| + | |||
| + | Aqui nos encontramos na essenciação da verdade, e essa é **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 226 | ||
| + | |||
| + | Para que se tenha sucesso nesse empreendimento é necessário não reter mais o dizer sobre a essência do seer, seguindo uma vez mais a partir da opinião de que se poderia, apesar da intelecção da necessidade do projeto que salta para frente, abrir por fim de qualquer modo, a partir do que se deu até aqui, gradualmente um caminho para a **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 226 | ||
| + | |||
| + | A história dessas “representações” é a história da **verdade do seer** e só pode ser exposta de maneira filosoficamente frutífera juntamente com a história da questão diretriz. GA65 (Casanova): 241 | ||
| + | |||
| + | E isso porque a verdade como encobrimento clareador é a **verdade do seer** como acontecimento apropriador, | ||
| + | |||
| + | Os que detêm o bastão da **verdade do seer**, verdade essa na qual o ente se constrói em direção ao domínio simples da essência de toda e qualquer coisa e respiração. GA65 (Casanova): 248 | ||
| + | |||
| + | Aqui se funda a origem do estilo por vir, isto é, na retenção na **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 254 | ||
| + | |||
| + | A recusa é a nobreza mais elevada da doação e o traço fundamental do encobrir-se, | ||
| + | |||
| + | O porvir, porém, a **verdade do seer** como recusa, tem em si a garantia da grandeza, não da eternidade vazia e gigantesca, mas da via mais breve. GA65 (Casanova): 254 | ||
| + | |||
| + | Mas pertence a essa **verdade do seer**, à recusa, o velamento do não ente enquanto tal, o desprendimento e a dissipação do seer. GA65 (Casanova): 254 | ||
| + | |||
| + | E na viragem: só a fundação do ser-aí, a preparação da prontidão para o arrebatamento extasiante e fascinante em meio à **verdade do seer**, traz o que é pertinente e dócil para o aceno do acontecimento da apropriação que acomete. GA65 (Casanova): 255 | ||
| + | |||
| + | A preparação do aparecer do último deus é a ousadia mais extrema da **verdade do seer**, graças à qual apenas tem sucesso para o homem o resgate do ente. GA65 (Casanova): 256 | ||
| + | |||
| + | Nós nos encontramos nessa luta em torno do último deus, isto é, em torno da fundação da **verdade do seer** como o tempo-espaço da tranquilidade de seu passar ao largo (não é pelo próprio deus que conseguimos lutar); e isso necessariamente no âmbito de poder do seer como o acontecimento da apropriação e, com isso, na amplitude extrema do mais intenso redemoinho da viragem. GA65 (Casanova): 256 | ||
| + | |||
| + | O repensar da **verdade do seer** só tem sucesso se, no passar ao largo do deus, o apoderamento do homem para a sua necessidade se tornar manifesto e, assim, o acontecimento da apropriação no excesso da viragem ganhar o aberto entre o pertencimento humano e a necessidade divina, a fim de revelar seu encobrir-se como meio, a fim de se revelar como meio do encobrir-se, | ||
| + | |||
| + | Esse instante histórico não é nenhum “estado ideal” porque esse estado contraria a cada vez a essência da história, mas esse instante é o acontecimento da apropriação daquela viragem, na qual a **verdade do seer** chega ao seer da verdade, uma vez que o deus precisa do ser e o homem como ser-aí precisa ter fundado o pertencimento ao ser. GA65 (Casanova): 256 | ||
| + | |||
| + | Nesse caso, então, por esse instante, o seer é, como o entre mais íntimo, igual ao nada; o deus se apodera do homem e o homem ultrapassa o deus, por assim dizer imediatamente e, contudo, os dois somente no acontecimento apropriador, | ||
| + | |||
| + | E a meditação pensante sobre esse único, a **verdade do seer**, só pode ser uma senda, na qual o impensável de antemão é, contudo, pensado, isto é, a transformação da ligação do homem com a **verdade do seer** é iniciada. GA65 (Casanova): 256 | ||
| + | |||
| + | O elemento impositivo, no entanto, é apenas o incalculável e o improdutível do acontecimento apropriador, | ||
| + | |||
| + | O fim é apenas lá onde o ente se arranca da **verdade do seer**, tendo negado aquela questionabilidade, | ||
| + | |||
| + | Pois a **verdade do seer** mesma precisa ser primeiro fundada e, para isso que é entregue, toda criação precisa tomar um outro início. GA65 (Casanova): 256 | ||
| + | |||
| + | O quão pouco sabemos do fato de que o deus espera pela fundação da **verdade do seer** e, com isso, pelo salto do homem no ser-aí. GA65 (Casanova): 256 | ||
| + | |||
| + | Histórico” significa aqui: pertencente à essenciação do seer mesmo, inserido na indigência da **verdade do seer** e, assim, ligado à necessidade daquela decisão, que dispõe em geral sobre a essência da história e sua essenciação. GA65 (Casanova): 258 | ||
| + | |||
| + | A questão acerca do ser torna-se agora a questão acerca da **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 259 | ||
| + | |||
| + | A questão acerca do ser sob o modo do questionamento acerca da **verdade do seer** não chega mais em geral a um plano, no qual uma diferenciação como a entre idealismo e realismo poderia conquistar um fundamento possível. GA65 (Casanova): 259 | ||
| + | |||
| + | Só uma coisa é certa: que todo e qualquer re-pensar do seer e toda criação a partir da **verdade do seer**, sem a assistência já protetora do ente, jamais pôde produzir outras forças de questionamento e de dizer, de jogo e de sustentação, | ||
| + | |||
| + | Para aqueles que simplesmente vierem depois, o que se mantém objeto de uma erudição e de uma pesquisa historiológicas e que, por fim, se mostra ainda meramente como instrução escolar, a história do pensar metafísico em suas “obras”, | ||
| + | |||
| + | Os blocos são figuras fechadas ou peças de sustentação não coligadas de uma ponte invisível? Quem consegue saber isso? A filosofia no outro início pergunta sob o modo do questionamento da **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 259 | ||
| + | |||
| + | Todavia, enquanto domínio incondicionado do representar e do produzir, ele mesmo é uma negação, que não se apodera de si mesma e nunca se sabe precisamente na mais elevada certeza de si, da **verdade do seer** em favor do “racional” e do “dado”. GA65 (Casanova): 260 | ||
| + | |||
| + | Ocorrências no ente não conseguem já de modo algum trazer o homem moderno para o âmbito da **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 261 | ||
| + | |||
| + | O salto pensante para o “interior” da **verdade do seer** precisa ressaltar ao mesmo tempo a essência da verdade, fixar-se no jogo de um projeto e se tornar insistente. GA65 (Casanova): 262 | ||
| + | |||
| + | A **verdade do seer** não era nenhuma pergunta possível.) GA65 (Casanova): 262 | ||
| + | |||
| + | Aqui também reside a razão pela qual nós, mesmo no interior da necessidade de experimentarmos (re-pensarmos) a **verdade do seer**, nos movimentamos ainda aparentemente em meio ao elemento re-presentacional. GA65 (Casanova): 262 | ||
| + | |||
| + | Por isso, o importante era superar na passagem decisiva a crise da questão do ser de saída necessariamente estabelecida assim e, antes de tudo, evitar uma objetivação do seer; por um lado por meio da retenção da interpretação “temporal” do seer, e, ao mesmo tempo, por meio da tentativa de tornar “visível” a **verdade do seer** independentemente disso (Liberdade para o fundamento em “Da essência do fundamento”, | ||
| + | |||
| + | Pois o ser-aí “é” justamente a fundação da **verdade do seer** como acontecimento apropriador. GA65 (Casanova): 264 | ||
| + | |||
| + | Onde vigora a destruição do sujeito, como é que o ser ainda pode se transformar em algo “subjetivo”? | ||
| + | |||
| + | E a intelecção nos dá a saber que o pensar e seu predomínio (no tratamento da questão diretriz e na escolha do fio condutor) obstaculizou por fim todo e qualquer caminho para a questão ou para a coerção possível em direção à questão acerca da **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 265 | ||
| + | |||
| + | E agora, contudo, o re-pensar deve se tornar o curso em direção à **verdade do seer**: não apenas simplesmente o pensar, mas por assim dizer a mais extrema elevação de seu domínio, o re-pensar, no qual se enuncia por assim dizer a completa dependência do seer em relação ao pensar? Assim parece e precisa parecer, caso tenhamos chegado até aqui a partir da meditação histórica sobre a questão diretriz e a partir de seu fio condutor. GA65 (Casanova): 265 | ||
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| + | Se, então, aqui, na preparação do outro início, a essência da filosofia é retida como questionamento acerca do ser (na ambiguidade: | ||
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| + | Agora, na transição para o outro início, a questão acerca do ser se transforma efetivamente na questão acerca da **verdade do seer**, de tal modo que essa verdade enquanto essência da verdade pertence à essenciação do seer. GA65 (Casanova): 265 | ||
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| + | Essa manutenção do abismo pertence à essência do ser-aí como a fundação da **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 265 | ||
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| + | A “lógica” mesma, no que concerne à fundação da essência da **verdade do seer**, é uma ilusão, mas a mais necessária ilusão, que a história do seer até agora conheceu. GA65 (Casanova): 265 | ||
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| + | Por isso, porém, os sapientes sabem que a preparação dessa história do seer no sentido da fundação da prontidão para o resguardo da **verdade do seer** no ente que assim vem a ser será uma preparação muito longa e amplamente desconhecida. GA65 (Casanova): 265 | ||
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| + | Mas ela só pode ser de qualquer modo o elemento de primeiro plano (por quê?), no qual o estabelecimento da questão fundamental (acerca da **verdade do seer**) pode ser elucidado de maneira condutora. GA65 (Casanova): 266 | ||
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| + | E a questão diretriz ela mesma? Essa tarefa, porém, não se deixa contornar, enquanto precisar permanecer assegurado ainda em geral um caminho, que dirige ainda de maneira muito precária do pensar metafísico questionador para o interior da questão necessariamente inquestionada da **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 266 | ||
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| + | A ligação com o ser é, como uma ligação fundada, a insistência no ser-aí, o ser imanente à **verdade do seer** (como acontecimento apropriador). GA65 (Casanova): 266 | ||
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| + | Na transição para o ser-aí no interior do questionamento acerca da **verdade do seer** não resta nenhuma outra possibilidade senão mudar de saída a representação até o ponto em que a ligação com o ser como projeto e, por isso, como o caráter da compreensão for fixado (a compreensão de ser do ser-aí). GA65 (Casanova): 266 | ||
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| + | O ente, contudo, distingue-se enquanto tal com vistas ao respectivo pertencimento à **verdade do seer** e à exclusão de sua essenciação. GA65 (Casanova): 267 | ||
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| + | Desde o início, contudo, em meio a essa repetição mais originária, | ||
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| + | “O homem” e “o deus” são cápsulas de palavras sem história, se a **verdade do seer** não ganha voz nelas. GA65 (Casanova): 267 | ||
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| + | O caráter completamente inabitual do seer em face de todo ente precisa ser “experimentado” pelo homem, ele precisa ser apropriado por ele em meio ao acontecimento e levado à **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 269 | ||
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| + | Por meio da metafísica, | ||
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| + | Em que se apoia em tudo o que há de desprovido de Apolo dessa questão acerca da **verdade do seer** a suposição de que o choque do seer já poderia ter lançado um primeiro abalo em nossa história? Uma vez mais em algo único: no fato de que Hölderlin precisou se tornar aquele dizente que ele é. GA65 (Casanova): 270 | ||
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| + | Enunciar desse modo o seer não significa aprontar uma determinação conceitual, mas preparar a tonalidade afetiva do salto, a partir da qual e na qual o seer mesmo é ressaltado como projeto para o saber que também mantém a sua essência em um primeiro momento atribuída a partir dessa **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 270 | ||
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| + | A excedência dos deuses é o ocaso na fundação da **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 271 | ||
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| + | No entanto, o homem determinado de acordo com o modo de ser do ser-aí se distingue, de qualquer modo, uma vez mais de todo ente, na medida em que sua essência é fundada no projeto da **verdade do seer**, verdade essa cuja fundação assume a responsabilidade por ele como o que é mediatamente apropriado em meio ao acontecimento para o seer. GA65 (Casanova): 271 | ||
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| + | Desse modo, o homem é excluído do seer e, contudo, jogado precisamente na **verdade do seer**, de tal modo que a exclusão é suportada de acordo com o caráter de ser-aí na rejeição como uma exclusão que se encontra ligada ao ser. GA65 (Casanova): 271 | ||
| + | |||
| + | Tal assunção da responsabilidade atributiva, da qual emerge o caráter de jogado, traz o ser-aí para o arrebatamento extasiante em meio ao seer, que aparece para nós em primeiro plano como o projeto da **verdade do seer** e, em primeiríssimo lugar e antes de tudo, como o primeiro plano voltado para a metafísica como compreensão de ser. GA65 (Casanova): 271 | ||
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| + | O ser-aí é a fundação do abismo do seer por meio da requisição do homem como aquele ente, que assume sobre si a responsabilidade pela guarda da **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 271 | ||
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| + | 4) O homem é o que retorna no livre lançamento (projeto jogado); nós precisamos compreender ser, quando… 5) O homem, o guardião da **verdade do seer** (fundação do ser-aí). GA65 (Casanova): 272 | ||
| + | |||
| + | Por que o homem pertence “essencialmente” à determinação da essência da linguagem – o homem como? Guardião da **verdade do seer**. GA65 (Casanova): 276 | ||
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| + | O homem, porém, pode pertencer ao seer (não apenas ao ente), na medida em que ele cria a partir desse pertencimento e precisamente a partir dele a sua essência mais originária: | ||
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| + | A ausência de arte funda-se no saber de que o exercício de capacidades consumadas a partir do domínio maximamente perfeito das regras até mesmo segundo os critérios de medida e os paradigmas supremos até aqui nunca pode se mostrar como “arte”; de que o erigir planificado de uma produção daquilo que corresponde a “obras de arte” até aqui e às suas “finalidades” pode alcançar resultados abrangentes, | ||
| + | De onde provém a ex-cedência, | ||
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