obra:ga65:temas:ser-ai-e
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| + | ===== SER-AÍ É... ===== | ||
| + | 1) Acontecimento apropriador: | ||
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| + | A metafísica acha que o pensar poderia ser encontrado junto ao ente, e isso de tal modo que o pensar segue para além do ente. Quanto mais exclusivamente o pensar se volta para o ente e busca para si mesmo um fundamento maximamente essente, tanto mais decididamente a filosofia se distancia da verdade do seer. Como é, porém, que é possível a recusa metafísica ao ente, isto é, a recusa à metafísica, | ||
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| + | O **SER-AÍ É** a coetaneidade do tempo-espaço com o verdadeiro enquanto o ente, ele se essencia como o fundamento fundante, como o “entre” e o “meio” do próprio ente. (tr. Casanova; GA65: 112) | ||
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| + | Pertencente sempre e a cada vez a cada um deles, afinado em meio ao inesperado, essa não enumeração dos deuses está longe de se mostrar como a arbitrariedade do que deixa tudo vigorar. Pois essa não enumeração é já a consequência de um ser-aí mais originário: | ||
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| + | O **SER-AÍ É** a crise entre o primeiro e o outro início. Isso quer dizer: segundo o nome e a coisa mesma, ser-aí significa, na história do primeiro início (isto é, na história conjunta da metafísica), | ||
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| + | Na metafísica, | ||
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| + | O ser-aí não é o modo da realidade efetiva de qualquer ente, mas é ele mesmo o ser do aí. O aí, porém, é a abertura do ente enquanto tal na totalidade, o fundamento da aletheia mais originariamente pensada. O **SER-AÍ É** um modo de ser, que, na medida em que ele “é” o aí (por assim dizer de maneira ativa e transitiva), | ||
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| + | O **SER-AÍ É** o fundamento que propriamente se funda da aletheia da physis, a essenciação daquela abertura, que reabre pela primeira vez o encobrir-se (a essência do seer) e que, assim, se mostra como a verdade do próprio seer. (tr. Casanova; GA65: 173) | ||
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| + | O **SER-AÍ É** a suportabilidade insistente da clareira, isto é, da livre, desprotegida, | ||
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| + | “Ser-aí humano” – “humano” significa aqui não a restrição específica e a particularização do “ser-aí” em geral (como presença à vista), mas a unicidade do ente, o homem, para o qual apenas o **SER-AÍ É** próprio. Mas como? (tr. Casanova; GA65: 176) | ||
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| + | (O estar ausente) Portanto, ter ido embora; junto a esse significado, | ||
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| + | Em que medida? O que é o ser-aí e o que significa “existir”? | ||
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| + | **SER-AÍ É** o acontecimento da abertura do fosso abissal do centro de giro da viragem do acontecimento apropriador. Abertura do fosso abissal é acontecimento da apropriação, | ||
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| + | O **SER-AÍ É** o ponto de virada na viragem do acontecimento apropriador, | ||
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| + | Como fundação da abertura do encobrir-se, | ||
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| + | Na história da verdade do ser, o **SER-AÍ É** o essencial caso intermediário, | ||
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| + | Só a partir do **SER-AÍ É** possível conceber a essência do povo e isso significa ao mesmo tempo saber que o povo nunca pode ser meta e fim e que tal opinião não é senão uma ampliação “populista” da ideia “liberal” de “eu” e da representação econômica da conservação da “vida”. A essência do povo, porém, é sua “voz”. Precisamente essa voz não fala com a assim chamada verborragia imediata do “impessoal” vulgar, natural, inculto e inexplorado. Pois esta testemunha assim conclamada é já muito espoliada e não se movimenta mais há muito tempo nas ligações originárias com o ente. A voz do povo fala raramente e apenas em poucos, e será que eles ainda estão em condições de deixá-la ressoar? (tr. Casanova; GA65: 196) | ||
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| + | Ipseidade emerge como essenciação do ser-aí a partir da origem do ser-aí. E a origem do si mesmo é a proprie-dade. Essa palavra é aqui tomada como a palavra princi-pado. O domínio da apropriação no acontecimento apropriador. A apropriação é, sobretudo, atribuição apropriadora e sobreapropriação. Na medida em que o **SER-AÍ É** atribuído de maneira apropriadora a si como pertencente ao acontecimento apropriador, | ||
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| + | O ser-aí jamais se deixa de-monstrar e descrever como algo presente à vista. Ele só pode ser conquistado hermeneuticamente, | ||
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| + | O ser-ausente também pode ser visado ainda em outro sentido não menos essencial. Se o **SER-AÍ É** experimentado justamente como o fundamento criador do ser do homem e se, com isso, ele chega a saber que o **SER-AÍ É** apenas instante e história, então o ser humano habitual precisa ser determinado a partir daí como ser-ausente. Ele está “ausente” da constância do aí e completamente apenas junto ao ente como o presente à vista (esquecimento do ser). O homem é o ausente. (tr. Casanova; GA65: 201) | ||
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| + | O **SER-AÍ É** o único capaz de ter sua jurisdição na mensuração integral suprema que cria e ao mesmo tempo sofre com os mais amplos arrebatamentos extasiantes. (tr. Casanova; GA65: 202) | ||
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| + | 1) O retorno crítico da correção para a abertura. 2) A abertura em primeiro lugar como a mensuração essencial da aletheia, que ainda se mostra nesse aspecto indeterminada. 3) Essa mensuração essencial determina ela mesma o “lugar” (tempo-espaço) da abertura: o em-meio-a clareado do ente. 4) Para que a verdade se destaque definitivamente de todo ente em todo e qualquer tipo de interpretação, | ||
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| + | O “aí” se essencia e, enquanto algo que se essencia, ele precisa ser assumido juntamente com um ser: ser-aí. Por isto, o suportar jurisdicional da essenciação da verdade do seer. Essa ambiguidade é o enigma. Por isto, o **SER-AÍ É** o entre que se encontra entre o seer e o ente. (tr. Casanova; GA65: 217) | ||
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| + | Quando cheguei a determinações tais como: o **SER-AÍ É** ao mesmo tempo na verdade e na não-verdade, | ||
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| + | Em relação a essa “subjetivação”, | ||
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| + | O **SER-AÍ É** o ente apropriado em meio ao acontecimento no acontecimento apropriador. E somente a partir de tal essência é que ele tem seu próprio da guarda da recusa que funda e que conserva para ela o aí. (tr. Casanova; GA65: 271) | ||
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| + | Apropriado em meio ao acontecimento, | ||
| + | O **SER-AÍ É** a fundação do abismo do seer por meio da requisição do homem como aquele ente, que assume sobre si a responsabilidade pela guarda da verdade do seer. Com base no ser-aí, o homem se transforma pela primeira vez naquele ente, para o qual a ligação com o seer destina o decisivo, o que ao mesmo tempo indica que o discurso sobre uma ligação com o seer expressa na verdade aquilo que deve ser pensado em seu contrário. Pois a ligação com o seer é em verdade o seer, que volta, enquanto acontecimento apropriador, | ||
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