obra:ga65:temas:salto
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| + | O esboço dessas “contribuições” para a preparação da transição é retirado do esboço fundamental ainda indômito da historicidade da própria transição: | ||
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| + | Por vezes, aqueles fundadores do abismo precisam ser consumidos no fogo do que se guarda, para que o ser-aí venha a ser possível para o homem e, assim, seja salva a constância em meio ao ente, para que o ente mesmo experimente a restauração no aberto da contenda entre terra e mundo. Consequentemente, | ||
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| + | O perguntar sobre a verdade do seer não se deixa contabilizar a partir do que se deu até aqui. E se ele deve preparar o início de outra história, a execução precisa ser originária. Por mais inacessível que permaneça a confrontação com o primeiro início da história do pensamento, é certo que o perguntar mesmo só precisa considerar a sua indigência e esquecer de tudo à sua volta. A história só emerge no **SALTO** imediato por sobre o “historiológico”. (tr. Casanova; GA65: 4) | ||
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| + | Se o homem, por meio desse tresloucamento, | ||
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| + | Cortam de nós a palavra; não como uma ocorrência ocasional, junto à qual não teria lugar um discurso e um enunciado realizável e onde apenas o enunciar e o redizer o que já foi dito e o que é dizível não são levados a termo, mas originariamente. A palavra não ganha ainda de modo algum a palavra, por mais que ela chegue ao primeiro **SALTO** por meio de tal corte. O que corta a palavra é o acontecimento apropriador enquanto aceno e acometimento do seer. O fato de se cortar a palavra é a condição inicial para a possibilidade que se desdobra de uma denominação originária – poética – do seer. Linguagem e a grande tranquilidade, | ||
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| + | Repousar significa dizer que o questionamento se acha em meio ao mais extremo âmbito de oscilação, | ||
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| + | O pensar inicial é a performance originária de ressonância, | ||
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| + | Nós nunca podemos dizer de maneira imediata o próprio seer, precisamente se ele é ressaltado no **SALTO**. Pois todo dizer vem do seer e fala a partir de sua verdade. Toda palavra e, com isso, toda lógica se encontra sob o poder do seer. A essência da “lógica” é, portanto, a sigética. Nela se concebe também pela primeira vez a essência da linguagem. Mas “sigética” é apenas um título para aqueles que ainda pensam em “disciplinas” e só acreditam ter um saber quando o dito é inserido na ordem de tais disciplinas. (tr. Casanova; GA65: 37) | ||
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| + | A junção livre e fugidia nesse triplo sentido precisa ser tentada, para que algo mais essencial e mais feliz se dê, aquilo que será presenteado para os que estão por vir, algo tal no qual se dá um **SALTO**, com o qual ele se conecta e imiscui provisoriamente, | ||
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| + | Ressonância e conexão de jogo são o solo e o campo para o primeiro despontar do pensar inicial para o **SALTO** na essenciação do seer. (tr. Casanova; GA65: 39) | ||
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| + | O **SALTO** abre de antemão as amplitudes e os encobrimentos não revisados daquilo para onde a fundação do ser-aí, pertencente ao clamor do acontecimento apropriador, | ||
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| + | Refletindo em termos modernos, nós pensamos a partir de nós e nos deparamos, quando pensamos para além de nós, sempre apenas com objetos. Nós nos apressamos em pegar esse caminho habitual do re-presentar, | ||
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| + | A essência da decisão só pode ser determinada a partir de sua essenciação essencial. Decisão é decisão entre ou-ou. Com isso, porém, o decisivo já é antecipado. De onde o ou-ou? De onde esse: somente esse ou apenas esse? De onde a incontornabilidade do de tal ou tal modo? Não resta o terceiro elemento, a indiferença? | ||
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| + | A ressonância do seer quer resgatar o seer em sua plena essenciação como acontecimento apropriador por meio do desentranhamento do abandono do ser, o que só acontece de tal modo que o ente é recolocado por meio da fundação do ser-aí no seer que se abre no **SALTO**. (tr. Casanova; GA65: 55) | ||
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| + | A conexão de jogo da história do pensar do primeiro início não é, porém, nenhuma adução e nenhuma doação prévia historiológicas para um “novo” sistema, mas ela é em si a preparação essencial do outro início, preparação essa que impele à transformação. Por isso, talvez precisemos dirigir de maneira ainda mais inaparente e ainda mais decidida a meditação histórica sobre os pensadores da história do primeiro início e plantar por meio do diálogo questionador com a sua postura questionadora um questionamento, | ||
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| + | Ora, mas o “não” (e o sim) não precisaria ter a sua figura essencial no ser-aí usado pelo seer? O não é o grande **SALTO** livre, no qual o aí é arrancado em meio a um **SALTO** no ser-aí. O **SALTO** livre, que “afirma” até mesmo aquilo de que ele salta, mas que também não tem nada nulo por si mesmo como **SALTO**. O **SALTO** livre mesmo assume pela primeira vez o ressaltar do **SALTO**, e, assim, o não ultrapassa aqui o sim. Esse não, porém, visto externamente, | ||
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| + | Tal negação, naturalmente, | ||
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| + | A confusão se intensifica radicalmente, | ||
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| + | 24) Para criar uma prontidão para o **SALTO** no ser-aí, por isso, há uma tarefa incontomável: | ||
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| + | O **SALTO**, o que há de mais ousado no procedimento do pensar inicial, deixa e lança tudo o que é corrente para trás de si e não espera nada imediatamente do ente, mas ressalta antes de tudo o pertencimento ao seer em sua plena essenciação como acontecimento apropriador. O **SALTO** aparece assim sob a aparência do que não leva nada em consideração e, contudo, ele é precisamente afinado por aquele pudor, no qual a vontade da retenção ultrapassa a si mesma e se transforma na insistência do suportar da mais distante proximidade da renúncia hesitante. O **SALTO** é a ousadia de uma primeira penetração no âmbito da história do ser. (tr. Casanova; GA65: 115) | ||
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| + | A meditação “ontológico-fundamental” (fundamentação da ontologia como sua superação) é a transição do fim do primeiro início para o outro início. Essa transição, | ||
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| + | O **SALTO** é o mais extremo projeto da essência do ser, de tal modo que nós nos colocamos a nós (mesmos) no assim aberto, nos tornamos insistentes e só por meio do acontecimento da apropriação chegamos a nós mesmos. Ora, mas um ente não precisa permanecer de qualquer modo diretriz para a determinação da essência do seer? Mas o que significa aqui “diretriz”? | ||
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| + | No outro início, é importante preparar o **SALTO** para o meio que abre o fosso da viragem do acontecimento apropriador, | ||
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| + | 1) O primeiro início e seu fim abarcam toda a história da questão diretriz de Anaximandro até Nietzsche. 2) A questão diretriz não é questionada inicialmente na apreensão expressa da questão, mas captada por isso mesmo de maneira tanto mais originária e respondida de modo normativo; a irrupção do ente, a pre-sentação do ente enquanto tal em sua verdade; essa fundada no logos (reunião) e no noein (a-preensão). 3) O caminho daqui até a primeira versão, desde então diretriz, da questão em Aristóteles; | ||
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| + | Para que, porém, esse questionar completamente outro enquanto consistência do ser-aí em geral possa ascender a uma possibilidade decidível, é preciso que se tente de saída, a partir da questão diretriz, criar por meio de seu desdobramento completo uma transição para o **SALTO** na questão fundamental; | ||
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| + | Ser e tempo é a transição para o **SALTO** (questionamento da questão fundamental). Portanto, até o ponto em que se retifica essa tentativa como “filosofia da existência”, | ||
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| + | Nada é aqui pressentido da incomparabilidade da posição fundamental no outro início. Que o **SALTO**, aqui como pergunta acerca da essência da verdade mesma, traz pela primeira vez o homem para o interior do campo de jogo do acometimento e da permanência de fora da chegada e da fuga dos deuses. O outro início não pode querer senão isso. Computado a partir do que se teve até aqui, isso significa a recusa a uma validade e a um emprego no sentido de uma “visão de mundo”, de uma “doutrina” e de um anúncio. (tr. Casanova; GA65: 119) | ||
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| + | O que temos em vista com essa palavra “**SALTO**” que aqui, como todas as outras palavras, se mostra como facilmente incompreensível? | ||
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| + | O **SALTO** é o re-saltar da prontidão para o pertencimento ao acontecimento apropriador. Acometimento e permanência de fora da chegada e da fuga dos deuses, o acontecimento apropriador, | ||
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| + | O seer como a essenciação do acontecimento apropriador não é, por isso, um mar vazio, o mar indeterminado do determinável, | ||
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| + | São sempre poucos aqueles chegam ao **SALTO** e esses chegam sempre por sendas diversas. Trata-se sempre das sendas da fundação criadora e sacrificial do ser-aí, em cujo tempo-espaço o ente é preservado como ente e, com isso, a verdade do seer é abrigada. Isso, porém, acontece sempre no mais extremo encobrimento, | ||
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| + | O **SALTO** mais próprio e mais amplo é o **SALTO** do pensar. Não como se a partir do pensar (enunciado) a essência do seer fosse determinável, | ||
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| + | O **SALTO** é um **SALTO** sapiente para o interior da instantaneidade dos sítios do acometimento, | ||
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| + | O **SALTO** é a realização do projeto da verdade do seer no sentido da inserção no aberto, de tal modo que aquele que joga o projeto se experimenta como jogado, isto é, como apropriado pelo acontecimento por meio do seer. A abertura por meio do projeto é apenas tal abertura, se ela acontecer como experiência do caráter de jogado e, com isso, do pertencimento ao seer. Essa é a diferença essencial em face de todos os tipos de conhecimento apenas transcendentais no que concerne às condições de possibilidade. (tr. Casanova; GA65: 122) | ||
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| + | O elemento conflituoso precisa residir na essenciação do seer mesmo, e o fundamento é o acontecimento da apropriação como recusa, que é uma atribuição. Nesse caso, a negação e o não seriam até mesmo o **SALTO** mais originário no seer. (tr. Casanova; GA65: 129) | ||
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| + | A partir da essência originária da verdade determina-se pela primeira vez o verdadeiro e, com isso, o ente; e, com efeito, de tal modo que agora não é mais o ente que é, mas o seer que emerge como que por um **SALTO** para o “ente”. Por isso, no outro início do pensar, o seer é experimentado como acontecimento apropriador; | ||
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| + | Efetivo, isto é, essente, é o lembrado e é ainda o pronto. Lembrança e preparação abrem o campo de jogo temporal do seer, para o qual o pensar precisa abjurar a “atualidade” como a única e primeira determinação até aqui. (Porque é aqui que reside o campo de decisão imediato sobre a verdade do seer, o **SALTO** para o outro início precisou ser tentado como Ser e tempo). Todavia, se gostaria ainda de deixar a partir da concepção habitual do tempo (desde Aristóteles – Platão) o nyn em seu primado, deduzindo apenas a partir de sua modulação o passado e o futuro; e isso sobretudo porquanto a lembrança só pode ser lembrada a partir de e em recurso a algo atual e a algo atual em seu sido, e sobretudo porquanto algo futuro não tem senão a determinação de se tornar algo atual. (tr. Casanova; GA65: 136) | ||
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| + | Será que outrora um pensador melhor equipado ousou dar o **SALTO**? Em um sentido criador, ele precisa ter esquecido o modo até aqui de perguntar sobre o ser, isto é, sobre a entidade. Esse esquecimento não é nenhuma perda de algo de que se precisaria ainda tomar posse, mas a transformação em um estado mais originário do questionamento. (tr. Casanova; GA65: 156) | ||
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| + | **SALTO** é o lançar-se descerrador “no” ser-aí. O ser-aí se funda no **SALTO**. Aquilo para onde ele, se descerrando, | ||
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| + | O lançar-se; o si mesmo só “se” apropria de si no **SALTO**, e, no entanto, não há nenhuma criação absoluta, mas, ao contrário: abre-se o caráter de jogado do jogar-se e do jogador de maneira abissal; de maneira completamente diferente do que em toda finitude do assim chamado ente criado presente à vista e do que é gerado pelo demiurgo. (tr. Casanova; GA65: 181) | ||
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| + | Aqui, a essência do seer não pode ser nem deduzida por meio da leitura de um ente determinado, | ||
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| + | A fundação é ambígua: 1) O fundamento funda, se essencia como fundamento. 2) Este fundamento fundante é alcançado enquanto tal e assumido. Sondagem do solo fundamental: | ||
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| + | Só se pode falar de maneira fundante sobre o ser-aí, ou seja, na realização pensante da ressonância, | ||
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| + | A partir daqui já é possível perceber com clareza que força projetiva conjugada fugidiamente de maneira una é necessária, | ||
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| + | A concepção, | ||
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| + | A verdade funda como verdade do acontecimento apropriador. Esse acontecimento, | ||
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| + | Ressonância e conexão de jogo, **SALTO** e fundação têm sempre a cada vez a sua tonalidade afetiva diretriz, que afina conjuntamente de maneira originária a partir da tonalidade afetiva fundamental. Essa tonalidade afetiva fundamental, | ||
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| + | Os que estão por vir, os responsáveis no ser-aí fundado pelo ânimo da retenção, à qual apenas cabe o ser (**SALTO**) como acontecimento apropriador, | ||
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| + | A viragem se essencia entre o clamor (ao pertinente) e a escuta (do conclamado). Viragem é contra-viragem. O clamor ao **SALTO** no acontecimento da apropriação é a grande tranquilidade do conhecer-se mais velado. É a partir daqui que toda linguagem do ser-aí toma a sua origem e está, por isso, na essência o silêncio (cf retenção, acontecimento apropriador, | ||
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| + | O repensar da verdade do seer só tem sucesso se, no passar ao largo do deus, o apoderamento do homem para a sua necessidade se tornar manifesto e, assim, o acontecimento da apropriação no excesso da viragem ganhar o aberto entre o pertencimento humano e a necessidade divina, a fim de revelar seu encobrir-se como meio, a fim de se revelar como meio do encobrir-se, | ||
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| + | O quão pouco sabemos do fato de que o deus espera pela fundação da verdade do seer e, com isso, pelo **SALTO** do homem no ser-aí. Ao invés disso, tudo se dá como se o homem é que precisasse e fosse esperar por deus. E talvez essa seja a forma mais fatídica da mais absoluta falta de deus e o atordoamento da impotência para o sofrimento do acontecimento da apropriação daquele aí enquanto estada temporária do seer, que oferece pela primeira vez ao encontrar-se do ente na verdade um sítio, atribuindo a ele o elemento justo de se achar na mais ampla distância em relação ao passar ao largo do deus, elemento justo, cuja atribuição só acontece como história; na recriação do ente em meio à essencialidade de sua determinação e em meio à libertação do abuso das maquinações, | ||
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| + | O **SALTO** pensante para o “interior” da verdade do seer precisa ressaltar ao mesmo tempo a essência da verdade, fixar-se no jogo de um projeto e se tornar insistente. (tr. Casanova; GA65: 262) | ||
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| + | Aqui também reside a razão pela qual nós, mesmo no interior da necessidade de experimentarmos (re-pensarmos) a verdade do seer, nos movimentamos ainda aparentemente em meio ao elemento re-presentacional. Nós concebemos o “ontológico”, | ||
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| + | O repensar do seer, contudo, logo que e na medida em que tem sucesso o **SALTO**, determinou a sua própria essência como “pensar” a partir daquilo de que o ser se apropria em meio ao acontecimento enquanto acontecimento apropriador, | ||
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| + | O re-pensar do seer, a denominação de sua essência, não é outra coisa senão a ousadia de auxiliar o lançar-se para além dos deuses em direção ao seer e deixar pronta para o homem a verdade do verdadeiro. Com essa “definição” do pensar por meio daquilo que ele “pensa” realiza-se a completa saída de toda interpretação “lógica” do pensar. Pois esse é um dos maiores preconceitos da filosofia ocidental: achar que o pensar precisaria ser determinado “logicamente”, | ||
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| + | Quem se espantaria se essa indicação do primeiro fato-de-que da história do seer fosse tomada na transição da metafísica para o repensar do seer como completamente arbitrária e incompreensível? | ||
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| + | Na transição para o ser-aí no interior do questionamento acerca da verdade do seer não resta nenhuma outra possibilidade senão mudar de saída a representação até o ponto em que a ligação com o ser como projeto e, por isso, como o caráter da compreensão for fixado (a compreensão de ser do ser-aí). Mas essas determinações, | ||
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| + | O que é feito agora da diferenciação entre ente e seer? Agora, nós a compreendemos como o primeiro plano metafisicamente concebido e, com isso, já mal interpretado de uma de-cisão, que é o seer mesmo (cf acima n. 2). Essa diferenciação não pode mais ser lida a partir do ente e em prosseguimento em direção à generalização isoladora de seu ser. Por isto, ela também não pode ser justificada, | ||
| + | Enunciar desse modo o seer não significa aprontar uma determinação conceitual, mas preparar a tonalidade afetiva do **SALTO**, a partir da qual e na qual o seer mesmo é ressaltado como projeto para o saber que também mantém a sua essência em um primeiro momento atribuída a partir dessa verdade do seer. (tr. Casanova; GA65: 270) | ||
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