obra:ga65:temas:meditacao
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| + | ===== MEDITAÇÃO (BESINNUNG) ===== | ||
| + | Besinnung | ||
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| + | O outro início do pensamento é assim denominado não porque possua uma forma diversa da que possuia qualquer outra filosofia até aqui, mas porque precisa ser o unicamente outro a partir da ligação com o início unicamente uno e primeiro. A partir dessa articulação mútua de um início com o outro já está também determinado o modo da **MEDITAÇÃO** pensante característico da transição. O pensamento inserido na transição empreende o projeto fundante da verdade do seer como uma **MEDITAÇÃO** histórica. A história não é aí o objeto e a circunscrição de uma consideração, | ||
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| + | O perguntar desperta imediatamente a suspeita de um enrijecimento vazio segundo o que é incerto, o que se encontra indecidido e se mostra como impassível de ser decidido. Ele se comporta como se o saber implicasse um desprendimento de tudo e uma inserção em uma **MEDITAÇÃO** estagnante. Ele possui a aparência de algo constritivo, | ||
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| + | A pergunta sobre o “sentido do seer” é a pergunta de todas as perguntas. Na execução de seu desdobramento determina-se a essência do que denominamos aí “sentido”; | ||
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| + | Se algum dia uma história nos for ainda uma vez comunicada, a exposição criadora ao ente a partir do pertencimento ao ser, então é indispensável a determinação: | ||
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| + | O aceno já frequentemente reiterado, segundo o qual o “cuidado” só pode ser pensado na região inicial da questão do ser e não como uma visão qualquer, pessoalmente casual, marcada pela “visão de mundo” e por uma determinação “antropológica”, | ||
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| + | A retenção, o meio afinador do espantar-se e do pudor, o traço fundamental da tonalidade afetiva fundamental, | ||
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| + | No primeiro início: a ad-miração. No outro início: o pre-ssentimento. Tudo seria mal compreendido e estaria fadado ao fracasso, se quiséssemos preparar a tonalidade afetiva fundamental com o auxílio de uma decomposição e mesmo de uma “definição”, | ||
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| + | Toda e qualquer denominação da tonalidade afetiva fundamental por meio de uma única palavra fixa-se sobre uma opiniáo equivocada. Toda e qualquer palavra é sempre retirada do que é legado pela tradição. O fato de a tonalidade afetiva fundamental do outro início precisar ser dotada de muitos nomes não contesta sua simplicidade, | ||
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| + | Na essência da verdade do acontecimento apropriador decide-se e funda-se ao mesmo tempo todo verdadeiro, o ente se faz ente, o não ente desliza para o interior da aparência do seer. Essa distância é, sobretudo: a mais ampla e para nós primeira proximidade com deus, mas também a indigência do abandono do ser, encoberto pela ausência de indigência, | ||
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| + | Somente se mensuramos o quão unicamente necessário o ser é e como ele não se essencia como o próprio deus; somente se tivermos determinado nossa essência com vistas a esses abismos entre o homem e o seer e entre o seer e os deuses, somente então os “pressupostos” começarão uma vez mais a serem efetivamente realizados para uma “história”. Por isto, em termos de pensamento, a única coisa que se mostra como válida é a **MEDITAÇÃO** com vistas ao “acontecimento apropriador”. Por fim e em primeiro lugar, o “acontecimento apropriador” só pode ser re-pensado (compelido para diante do pensar inicial), se o seer mesmo for concebido como o “entre” para o passar ao largo do último deus e para o ser-aí. (tr. Casanova; GA65: 7) | ||
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| + | 1) Acontecimento apropriador: | ||
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| + | O “domínio” velado, mas vivido até o fim, das igrejas, o caráter corrente e a acessibilidade das “visões de mundo” para as massas (como substitutivo do “espírito” há muito prescindido e da referência às “ideias”), | ||
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| + | A questão é que, na medida em que e logo que a filosofia se reencontra em sua essência inicial (no outro início) e a questão acerca da verdade do seer se torna o meio fundante, desentranha-se o elemento abissal da filosofia, que precisa retornar ao inicial, para trazer ao espaço livre de sua **MEDITAÇÃO** a abertura do fosso abismai e o para-além-de-si, | ||
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| + | A **MEDITAÇÃO** sobre o caráter do povo é uma travessia essencial. Assim como não podemos nos esquecer disso, também precisamos saber que um nível hierárquico maximamente elevado do seer precisa ser conquistado por meio da luta, se é que um “princípio autenticamente popular” deve ser dominado como normativo para o ser-aí histórico em meio à sua colocação em jogo. (tr. Casanova; GA65: 15) | ||
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| + | A filosofia é o saber imediatamente inútil, mas, não obstante, um saber dominante a partir da **MEDITAÇÃO**. **MEDITAÇÃO** é questionamento acerca do sentido, isto é, acerca da verdade do seer. O questionamento acerca da verdade é o salto para o interior de sua essência e, com isto, para o interior do seer mesmo. A questão é: se, quando e como somos pertencentes ao ser (como acontecimento apropriador). Essa questão precisa ser questionada por causa da essência do ser, que precisa de nós, e, em verdade, não como aqueles que se encontram precisamente ainda presentes, mas de nós, na medida em que nós ratificamos insistentemente suportando o ser-aí e o fundamos como a verdade do seer. Por isto, a **MEDITAÇÃO** – salto para o interior da verdade do ser – é necessariamente auto-meditação. Isto não significa consideração voltada para trás de nós como “dados”, | ||
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| + | Porque a filosofia é tal **MEDITAÇÃO**, | ||
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| + | Uma **MEDITAÇÃO** sobre o atual tem sempre vista curta. Essencial é a **MEDITAÇÃO** sobre o início que, pressagiando seu fim, vincula ainda o “atual” como o desembocar do fim; e isto de tal modo que só a partir do início o atual se torna manifesto em termos da história do ser. E de vista ainda mais curta é a orientação da filosofia pelas “ciências” que, desde o começo da Modernidade – não por acaso –, se tornou usual. Essa direção de questionamento – não apenas o modo “teórico-científico” expresso – precisa ser completamente abandonado. (tr. Casanova; GA65: 16) | ||
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| + | Toda necessidade enraíza-se em uma uma indigência. A filosofia como a primeira e mais extrema **MEDITAÇÃO** sobre a verdade do seer e o seer da verdade tem sua necessidade na indigência primeira e mais extrema. Essa indigência é aquilo que impulsiona o homem de um lado para o outro no ente e que o traz pela primeira vez para diante do ente na totalidade e para o meio do ente, levando-o, assim, a si mesmo, e, com isto, deixando iniciar ou perecer respectivamente a história. Esse elemento impulsionador é o caráter de jogado do homem no ente, que o determina como o que joga o ser (a verdade do seer). (tr. Casanova; GA65: 17) | ||
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| + | A necessidade da filosofia consiste no fato de que ela não precisa afastar como **MEDITAÇÃO** aquela indigência, | ||
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| + | A impotência do pensar compreendida no sentido habitual tem muitas razões: 1) O fato de, por agora, não ser levado a termo, nem poder ser levado a termo nenhum pensar essencial. 2) O fato de maquinação e vivência pretenderem ser a única coisa efetiva e, com isto, poderosa, não havendo nenhum espaço para o poder autêntico. 3) O fato de nós, supondo que tenha sucesso um pensar essencial, não termos ainda a força para nos abrirmos para a sua verdade, porque pertence a tal força uma posição hierárquica própria da existência. 4) O fato de, em meio ao embotamento crescente em relação à simplicidade de uma **MEDITAÇÃO** essencial e em meio à falta de persistência no questionamento, | ||
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| + | (Sobre a pergunta: quem somos nós?) Como **MEDITAÇÃO** sobre o seer, a filosofia é uma automeditação necessária. A dita fundamentação desse nexo distingue-se essencialmente de todo e qualquer tipo de asseguramento da certeza de “si mesmo” do “eu” justamente em virtude da “certeza”, | ||
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| + | Na medida em que, porém, segundo a fundamentação originária da essência da **MEDITAÇÃO** como auto-meditação, | ||
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| + | Abstraindo-se da questão sobre o quem, quem é que temos em vista com o “nós”? | ||
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| + | Só quem concebe o fato de que o homem precisa fundar historicamente a sua essência por meio da fundação do ser-aí, o fato de que a insistência da pendência do ser-aí não é outra coisa senão a moradia no tempo-espaço daquele acontecimento, | ||
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| + | A **MEDITAÇÃO** enquanto auto-meditação, | ||
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| + | Na **MEDITAÇÃO** e por meio dela acontece necessariamente o sempre-ainda-outro, | ||
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| + | O que é, contudo, o início do pensar – no significado da **MEDITAÇÃO** sobre o ente enquanto tal e sobre a verdade do seer? (tr. Casanova; GA65: 20) | ||
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| + | Por que o pensar a partir do início? Por que uma retomada mais originária do primeiro início? Por que a **MEDITAÇÃO** sobre a sua história? Por que a confrontação com o seu fim? Porque o outro início (a partir da verdade do ser) se tornou necessário? | ||
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| + | O pensar inicial como confrontação entre o primeiro início que precisa ser antes de tudo reconquistado e o outro início a ser desdobrado é por essa razão necessário; | ||
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| + | O pensar inicial é: 1) Deixar viger o seer a partir do dizer silenciador da palavra conceptiva no ente. (Construir nessa montanha). 2) A prontidão dessa construção por meio da preparação do outro início. 3) Alçar o outro início como confrontação com o primeiro em sua repetição mais originária. 4) Em si sigético, na mais expressa **MEDITAÇÃO** precisamente silenciador. (tr. Casanova; GA65: 23) | ||
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| + | O erro de avaliação na tomada de posição em relação ao pensar é duplo: 1) Uma superestimação, | ||
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| + | Na transição realiza-se a **MEDITAÇÃO** e a **MEDITAÇÃO** é necessariamente auto-meditação. Essa, porém, aponta para o fato de que esse pensar está ligado a nós mesmos e, com isto, ao homem, exigindo uma nova determinação da essência do homem. Na medida em que essa essência é determinada modernamente como consciência e como autoconsciência, | ||
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| + | A **MEDITAÇÃO** do pensar inicial é muito mais tão originária que ela pergunta primeiramente como é que o si mesmo precisaria ser fundamentado, | ||
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| + | A **MEDITAÇÃO** do pensar inicial remonta a nós (mesmos) e, contudo, ao mesmo tempo não. Não a nós, para destacar a partir daí as determinações normativas, mas a nós como entes históricos e, em verdade, na indigência do abandono do ser (de saída decadência da compreensão de ser e esquecimento de ser). A nós, que já estamos estabelecidos assim na exposição ao ente, a nós dessa maneira, para encontrar para além de nós o ser si mesmo. (tr. Casanova; GA65: 30) | ||
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| + | O caráter transitório do pensar inicial traz incontornavelmente consigo essa ambiguidade, | ||
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| + | O olhar que se volta para nós é realizado a partir do salto prévio no ser-aí. Para a primeira **MEDITAÇÃO**, | ||
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| + | Em meio à confusão e à ausência de cultivo do “pensar” atual carece-se de uma concepção quase escolar de seus caminhos sob a figura de “questões” caracterizadas. Nunca reside naturalmente na **MEDITAÇÃO** mais instrutiva sobre essas questões a vontade e o estilo pensantes decisivos. No entanto, para a clarificação antes de tudo em face do falatório sobre “ontologia” e “ser”, é preciso saber, sobretudo, o seguinte: O ente é. O seer se essencia. (tr. Casanova; GA65: 34) | ||
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| + | A **MEDITAÇÃO** sobre o caminho: 1) O que é um pensar inicial. 2) Como é que o outro início se realiza como silenciamento. O “acontecimento apropriador” seria o título correto para a “obra”, que aqui não pode ser senão preparada; e, por isto, é preciso colocar como título, ao invés disso: Contribuições à filosofia. A “obra”: a construção que se desenvolve no voltar-se para o fundamento preponderante. (tr. Casanova; GA65: 35) | ||
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| + | O domínio histórico da história do pensar ocidental se torna cada vez mais essencial, e a difusão de uma emdição filosófica “histórica” ou “sistemática” cada vez mais impossível. Pois o que importa é não trazer ao conhecimento nenhuma nova representação do ente, mas fundar o ser homem na verdade do seer e preparar essa fundação no repensar do seer e do ser-aí. Essa pre-paração não consiste na criação de conhecimentos provisórios, | ||
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| + | A história ocidental da metafísica ocidental é a “prova” de que a verdade do seer não pôde se tornar questão, e o aceno para os motivos dessa impossibilidade. O mais tosco desconhecimento da verdade do seer, contudo, residiria em uma “lógica” da filosofia. Pois essa é uma retransposição consciente ou inconsciente da “teoria do conhecimento” para si mesma. A “teoria do conhecimento”, | ||
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| + | autêntico da palavra só possui a sua necessidade se ela tiver reconhecido que a **MEDITAÇÃO** sobre a verdade do seer inclui uma mutação da postura que pensa para a postura pensante, mudança essa que, naturalmente, | ||
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| + | Porque a essência do seer se essência no acontecimento da apropriação da de-cisão. Todavia, de onde sabemos isso? Nós não o sabemos, mas o inquirimos e abrimos em tais questões para o seer os sítios e talvez um sítio exigido por ele, caso a essência do seer precise se mostrar como a recusa, para a qual o questionamento insuficiente permanece a única proximidade adequada. E, assim, só um criar que funda todo ser-aí com vistas a um longo prazo (e só esse criar, não o empreendimento cotidiano fixo da instituição do ente) precisa despertar a verdade do seer como questão e como indigência através da senda mais decisiva e em impulsos iniciais cheios de alternância, | ||
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| + | A decisão precisa criar aquele tempo-espaço, | ||
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| + | Será que a decisão é capaz de trazer consigo mais uma vez a fundação dos sítios instantâneos para a fundação da verdade do seer ou será que tudo se desdobrará ainda como “luta” em torno das puras condições do prosseguimento da vida e do esgotamento da vida em dimensões gigantescas, | ||
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| + | A era da completa ausência de questões não tolera nada digno de questão e destrói toda solidão. Por isso, ela precisamente precisa difundir o discurso acerca do fato de que, ao mesmo tempo, cada um de nós adquire conhecimento por meio da solidão desse solitário e é instruído a tempo sobre o seu fazer em termos de “imagens” e “sons”. Aqui, a **MEDITAÇÃO** toca tangencialmente o elemento sinistro da era e se sabe também, afinal, muito distante de todo e qualquer tipo de “crítica temporal” e de “psicologia” vulgar. Pois é importante saber que aqui, em todo o deserto e em todo o caráter terrível, ressoa algo da essência do seer e alvorece o abandono do ente (enquanto maquinação e vivência) pelo seer. Essa era da completa ausência de questão só pode ser ultrapassada por uma era da simples solidão, na qual se prepara a prontidão para a verdade do próprio seer. (tr. Casanova; GA65: 51) | ||
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| + | As duas coisas são no fundo a mesma. Não obstante, para compelir o abandono do ser enquanto indigência, | ||
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| + | No que o abandono do ser se anuncia: 1) A completa insensibilidade em relação ao múltiplo naquilo que é considerado essencial; plurissignificância provoca a perda de força e a má vontade em relação à decisão real e efetiva. Por exemplo, tudo o que significa a palavra “povo”: o elemento comunitário, | ||
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| + | O abandono do ser é o fundamento e, com isso, ao mesmo tempo a determinação mais originária da essência daquilo que Nietzsche reconheceu pela primeira vez como niilismo. O quão pouco mesmo ele e sua força conseguiram impelir o ser-aí ocidental à **MEDITAÇÃO** sobre o niilismo! Ainda menor, porém, é a esperança de que essa era traga à tona a vontade de saber sobre o fundamento do niilismo. Ou será que deveria emergir desse saber pela primeira vez a clareza quanto ao “fato” do niilismo? (tr. Casanova; GA65: 57) | ||
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| + | 4) O desnudamento, | ||
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| + | A copertinência das duas só é concebida a partir do retorno à sua mais ampla dissincronia e a partir da dissolução da aparência de sua mais extrema oposicionalidade. Se a **MEDITAÇÃO** pensante (como questão acerca da verdade do seer e apenas como essa questão) alcança o saber acerca dessa copertinência, | ||
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| + | O niilismo no sentido de Nietzsche significa: que todas as metas desapareceram. Nietzsche tem em vista aqui as metas que crescem em si e que transformam o homem (para onde?). O pensar em “metas” (o há muito tempo mal interpretado telos dos gregos) pressupõe a idea e o “idealismo”. Por isto, apesar de sua essencialidade, | ||
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| + | O seer abandonou tão fundamentalmente o ente e esse é a tal ponto entregue à maquinação e ao “vivenciar”, | ||
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| + | Em verdade, a ciência moderna e atual não alcança em lugar algum o campo da decisão sobre a essência do seer. Por que então, porém, pertence à **MEDITAÇÃO** sobre a “ciência” a preparação da ressonância? | ||
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| + | O abandono do ser é a consequência de início previamente conformada da interpretação da entidade do ente a partir do fio condutor do pensar e da precipitação primeva, condicionada por meio daí, da aletheia não fundada expressamente. Como, então, contudo, na Modernidade e enquanto Modernidade, | ||
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| + | Nisso reside ao mesmo tempo: a **MEDITAÇÃO** assim configurada sobre a ciência ainda é a única **MEDITAÇÃO** filosoficamente possível, contanto que a filosofia já se movimente na transição para o outro início. Todo e qualquer tipo de fundamentação científico-teórica (transcendental) se tornou tão impossível quanto uma “dotação de sentido”, que atribui à ciência presente à vista e, com isso, não alterável em sua consistência essencial, tanto quanto ao seu funcionamento, | ||
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| + | A **MEDITAÇÃO** sobre “a ciência”, | ||
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| + | Há hoje dois e apenas dois caminhos de uma **MEDITAÇÃO** sobre “a ciência”. (tr. Casanova; GA65: 75) | ||
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| + | Um deles concebe a ciência não como a instituição agora presente, mas como uma possibilidade determinada do desdobramento e da construção de um saber, cuja essência mesma só se vê enraizada em uma fundamentação mais originária da verdade do seer. Essa fundamentação realiza-se como primeira confrontação com o início do pensamento ocidental e vem a ser, ao mesmo tempo, o outro início da história ocidental. A **MEDITAÇÃO** assim dirigida sobre a ciência retorna de maneira igualmente decidida para o sido, assim como ela antecipa de maneira ousada um porvir. Ela não se movimenta em parte alguma na discussão de algo presente e de sua fabricação imediata. Calculada a partir do presente, essa **MEDITAÇÃO** sobre a ciência se perde no efetivamente irreal, o que de imediato significa também para todo o cálculo o impossível. (tr. Casanova; GA65: 75) | ||
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| + | O outro caminho, que estaria prelineado nas seguintes sentenças diretrizes, concebe a ciência em sua constituição atual real e efetiva. Essa **MEDITAÇÃO** tenta conceber a essência moderna da ciência segundo as aspirações que lhe são pertinentes. Como **MEDITAÇÃO**, | ||
| + | 18) A forma oposta moderna em relação à ciência “experimental” é a “historiologia” que cria a partir de “fontes” e sua subespécie, | ||
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