obra:ga65:temas:homem-e
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| + | ===== HOMEM É (MENSCH) ===== | ||
| + | Mensch | ||
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| + | Por mais diversa, porém, que sejam essas visões de mundo e por mais violentamente que elas se combatam velada ou abertamente – se é que o chafurdar no não decidido ainda tem o direito de ser chamado de luta –, todas elas concordam em um primeiro momento, sem que o saibam e sem refletir sobre isso, quanto ao fato de que o **HOMEM É** estabelecido como aquilo que já se conhece em sua essência, como o ente, com vistas ao qual e a partir do qual toda e qualquer “transcendência” é determinada e, em verdade, como aquilo que o homem deve determinar. Mas isso se tornou fundamentalmente impossível, | ||
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| + | 1) Apesar do “nós”, a questão está dirigida de volta para nós mesmos e, com isso, “refletida”, | ||
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| + | Isto condiciona um procedimento que, em certos limites, sempre vai de encontro, em um primeiro momento, ao visar habitual e que precisa seguir durante um certo trecho com ele, a fim de, então, exigir no instante correto a transformação do pensar, ainda que sob o poder da mesma palavra. Por exemplo, “decisão” pode e deve ser visada de início, por mais que não moralmente, de acordo com o movimento de levá-la a cabo, como ato do homem, até que, repentinamente, | ||
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| + | O **HOMEM É**, assim, superofuscado pelo elemento maquinal-objetual, | ||
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| + | O que significa esse primado da mobilização? | ||
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| + | A metafísica acha que o pensar poderia ser encontrado junto ao ente, e isso de tal modo que o pensar segue para além do ente. Quanto mais exclusivamente o pensar se volta para o ente e busca para si mesmo um fundamento maximamente essente, tanto mais decididamente a filosofia se distancia da verdade do seer. Como é, porém, que é possível a recusa metafísica ao ente, isto é, a recusa à metafísica, | ||
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| + | No outro início, porém, o ente é de tal modo, para que ele suporte ao mesmo tempo a clareira na qual se encontra imerso, clareira essa que se essencia como clareira do encobrir-se, | ||
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| + | A transposição para a essência do seer e, com isso, o questionamento da questão prévia (essência da verdade) são diversas de todas as objetivações do ente e de todo acesso imediato a esse ente; nesse caso, ou bem o **HOMEM É** em geral esquecido, ou bem o ente é atribuído como certo ao “eu” e à consciência. Em contrapartida: | ||
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| + | O seer precisa ser pensado a partir de uma exposição a esse extremo. Assim, porém, ele se clareia como o que há de mais finito e rico, como o que há de mais abissal de sua própria intimidade. Pois o seer não é jamais uma determinação do próprio deus, mas o seer é aquilo que precisa da deização do deus, a fim de permanecer, contudo, completamente diferente dessa deização. O ser (tal como a entidade da metafísica) não é nem a determinação mais elevada e mais pura do theion, de Deus e do “absoluto”, | ||
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| + | Só ao homem chega o pressentimento do seer? De onde sabemos sobre esse elemento exclusivo? E esse pressentir do seer é a primeira e essencial resposta à pergunta sobre o que o **HOMEM É**? Pois a primeira resposta a essa pergunta é a transformação dessa pergunta e a sua colocação sob a forma: quem é o homem? (tr. Casanova; GA65: 128) | ||
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| + | Se falarmos sobre a ligação do homem com o seer e, inversamente, | ||
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| + | O seer “é” do homem, de tal modo, com efeito, que o **HOMEM É** usado pelo próprio seer como o guardião do sítio instantâneo da fuga e da chegada dos deuses. (tr. Casanova; GA65: 143) | ||
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| + | Por que se silencia a terra junto a essa destruição? | ||
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| + | (ser-aí) Não aquilo que simplesmente poderia ser de antemão encontrado junto ao homem presente à vista, mas o fundamento necessitado a partir da experiência fundamental do seer como acontecimento apropriador, | ||
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| + | O ser-aí no sentido do outro início, que pergunta sobre a verdade do seer, nunca tem como ser alcançado como o caráter do ente que vem ao encontro e se mostra como presente à vista; mas também não como o caráter do ente, que deixa tal ente se tornar um objeto e se encontrar em relações com ele; o ser-aí também não é nenhum caráter do homem, como se por assim dizer só o nome que se estendia a todo ente fosse restrito ao papel de designação para o ser presente à vista do homem. Não obstante, o ser-aí e o homem se encontram em uma ligação essencial, na medida em que o ser-aí significa o fundamento da possibilidade do ser humano futuro e o **HOMEM É** futuramente, | ||
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| + | O primeiro aceno para o ser-aí como fundação da verdade do seer é levado a termo (Ser e tempo) quando se atravessa a questão acerca do homem, na medida em que o **HOMEM É** concebido como o projetor do ser e, assim, arrancado a toda e qualquer “antropologia”. Esse aceno poderia despertar e fortalecer a opinião equivocada de que o ser-aí só poderia ser compreendido nessa ligação com o homem, se é que ele deve ser concebido de maneira essencial e plena. (tr. Casanova; GA65: 175) | ||
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| + | Que sempre subsiste de certa maneira essa verdade, desde que o **HOMEM É** e caso ele seja historicamente, | ||
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| + | O quão pouco sabemos do fato de que o deus espera pela fundação da verdade do seer e, com isso, pelo salto do homem no ser-aí. Ao invés disso, tudo se dá como se o **HOMEM É** que precisasse e fosse esperar por deus. E talvez essa seja a forma mais fatídica da mais absoluta falta de deus e o atordoamento da impotência para o sofrimento do acontecimento da apropriação daquele aí enquanto estada temporária do seer, que oferece pela primeira vez ao encontrar-se do ente na verdade um sítio, atribuindo a ele o elemento justo de se achar na mais ampla distância em relação ao passar ao largo do deus, elemento justo, cuja atribuição só acontece como história; na recriação do ente em meio à essencialidade de sua determinação e em meio à libertação do abuso das maquinações, | ||
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| + | Projeto: que o homem já se jogue do ente, sem que esse já estivesse aberto como tal, em direção ao seer. Todavia, tudo resta obscuro aqui. Será que o **HOMEM É**, afinal, um homem aprisionado? | ||
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| + | O des-locamento consiste no acontecimento da apropriação do ser-aí; e isso de tal modo, com efeito, que no aí que se clareia (no a-bismo do que não possui apoio nem proteção) o acontecimento da apropriação se subtrai. Des-locamento e retração se ligam ao seer enquanto acontecimento apropriador. Neste caso, não acontece nada no interior do ente, o seer permanece inaparente, mas pode acontecer com o ente enquanto tal de ele, voltado para a clareira do in-habitual, | ||
| + | 1) A que pico devemos subir para que possamos visualizar livremente o homem em sua indigência essencial? Ao fato de sua essência ser para ele uma propriedade e, por isso, uma perda, e, em verdade, a partir da essenciação do seer. Por que tais picos são necessários e ao que eles visam? 2) O homem se desencaminhou de maneira obtusa no que é “apenas” ente ou ele foi impelido a isso pelo seer? Ou será que ele foi simplesmente pendurado pelo seer e entregue a um egoísmo? (Essas questões movimentam-se na diferenciação entre ser e ente). 3) O homem, o animal pensante, como fonte subsistente das paixões, impulsos, dos estabelecimentos de metas e valorações, | ||
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