obra:ga65:temas:essencia
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| + | ===== ESSÊNCIA ===== | ||
| + | Wesen | ||
| + | Essenz | ||
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| + | Mesmo aqui, porém, como em um exercício preparatório, | ||
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| + | O tempo dos “sistemas” passou. O tempo da construção da figura essencial do ente a partir da verdade do seer ainda não chegou. Entrementes, | ||
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| + | O outro início do pensamento é assim denominado não porque possua uma forma diversa da que possuia qualquer outra filosofia até aqui, mas porque precisa ser o unicamente outro a partir da ligação com o início unicamente uno e primeiro. A partir dessa articulação mútua de um início com o outro já está também determinado o modo da meditação pensante característico da transição. O pensamento inserido na transição empreende o projeto fundante da verdade do seer como uma meditação histórica. A história não é aí o objeto e a circunscrição de uma consideração, | ||
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| + | Em sua **ESSÊNCIA** raramente experimentada, | ||
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| + | Nós já nos movimentamos, | ||
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| + | Se falamos de deus e de deuses, pensamos segundo um longo hábito da representação sob a forma que é indicada pelo nome que, naturalmente, | ||
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| + | Por mais diversa, porém, que sejam essas visões de mundo e por mais violentamente que elas se combatam velada ou abertamente – se é que o chafurdar no não decidido ainda tem o direito de ser chamado de luta –, todas elas concordam em um primeiro momento, sem que o saibam e sem refletir sobre isso, quanto ao fato de que o homem é estabelecido como aquilo que já se conhece em sua **ESSÊNCIA**, | ||
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| + | Somente se mensuramos o quão unicamente necessário o ser é e como ele não se essencia como o próprio deus; somente se tivermos determinado nossa **ESSÊNCIA** com vistas a esses abismos entre o homem e o seer e entre o seer e os deuses, somente então os “pressupostos” começarão uma vez mais a serem efetivamente realizados para uma “história”. Por isto, em termos de pensamento, a única coisa que se mostra como válida é a meditação com vistas ao “acontecimento apropriador”. Por fim e em primeiro lugar, o “acontecimento apropriador” só pode ser re-pensado (compelido para diante do pensar inicial), se o seer mesmo for concebido como o “entre” para o passar ao largo do último deus e para o ser-aí. (tr. Casanova; GA65: 7) | ||
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| + | 1) Acontecimento apropriador: | ||
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| + | Será que está determinada para nós futuramente uma história totalmente diversa daquilo que parece ser hoje considerado como história: a turva caçada às ocorrências que devoram a si mesmas e que só se deixam fixar ainda por meio do mais estridente barulho? Se é que uma história, ou seja, um estilo do ser-aí, ainda nos deve ser doado, então isto só pode ser a história velada da grande tranquilidade, | ||
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| + | Cortam de nós a palavra; não como uma ocorrência ocasional, junto à qual não teria lugar um discurso e um enunciado realizável e onde apenas o enunciar e o redizer o que já foi dito e o que é dizível não são levados a termo, mas originariamente. A palavra não ganha ainda de modo algum a palavra, por mais que ela chegue ao primeiro salto por meio de tal corte. O que corta a palavra é o acontecimento apropriador enquanto aceno e acometimento do seer. O fato de se cortar a palavra é a condição inicial para a possibilidade que se desdobra de uma denominação originária – poética – do seer. Linguagem e a grande tranquilidade, | ||
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| + | Que agora, porém, a crença política total e, do mesmo modo, a fé cristã total se imiscuam, contudo, em meio à sua incompatibilidade, | ||
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| + | A questão é que, na medida em que e logo que a filosofia se reencontra em sua **ESSÊNCIA** inicial (no outro início) e a questão acerca da verdade do seer se torna o meio fundante, desentranha-se o elemento abissal da filosofia, que precisa retornar ao inicial, para trazer ao espaço livre de sua meditação a abertura do fosso abismai e o para-além-de-si, | ||
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| + | (A impotência do pensar) Ela parece ser evidente, sobretudo quando considerada como poder: a força do efeito e da imposição imediatos. O que acontece, porém, se “poder” significar: fundação e fixação na **ESSÊNCIA** a partir da “faculdade” da transformação? | ||
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| + | Si mesmo – isto não significa que nós nos colocamos na mobilização do ser, ou seja, que temos de antemão a “nós mesmos” em vista e sob controle, não significa que estamos junto a nós mesmos? Por meio do que e como o homem se acha seguro daquilo que ele é junto a si e não apenas junto a uma aparência e a uma dimensão superficial de sua **ESSÊNCIA**? | ||
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| + | Na questão “quem somos nós” reside e se encontra a questão de saber se nós somos. As duas questões são indissociáveis, | ||
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| + | Caso aconteça essa segunda opção, então todas as experiências e realizações não serão levadas a termo senão como expressão da “vida” segura de “si mesma” e consideradas, | ||
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| + | Aqui, de fato, o questionamento da questão: quem somos nós é mais perigoso do que toda e qualquer adversidade diversa, que tenha vindo um dia ao nosso encontro no mesmo plano de uma certeza sobre o homem (a forma final do marxismo, que não tem algo em comum em sua **ESSÊNCIA** nem com o judaísmo, nem muito menos com o imperialismo russo; se é que dormita ainda em algum lugar um espiritualismo não desdobrado, então isso acontece no povo russo; o bolchevismo é originariamente ocidental, europeu; a emergência das massas, a indústria, a técnica, a extinção do Cristianismo; | ||
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| + | No âmbito da questão diretriz, a concepção da **ESSÊNCIA** é determinada a partir da entidade (ousia – koinon); e a essencialidade da **ESSÊNCIA** reside em sua maior universalidade possível. Isto significa o seguinte na direção contrária: o particular e o múltiplo, o que está voltado para o conceito de **ESSÊNCIA** e aquilo a partir do que esse conceito é estabelecido, | ||
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| + | Onde, em contrapartida, | ||
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| + | A questão da **ESSÊNCIA** contém em si o decisivo, que domina agora fundamentalmente a questão do ser. Projeto é estabelecimento de um nível hierárquico e decisão. O princípio do pensar inicial é, por isto, duplicado: toda **ESSÊNCIA** é essenciação. Toda essenciação determina-se a partir do essencial no sentido do originariamente único. (tr. Casanova; GA65: 29) | ||
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| + | Filosofia: encontrar e trazer à tona as faces simples e as figuras autóctones, | ||
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| + | O projeto tem por intuito aquilo que só pode ser querido na tentativa do pensar inicial, que sabe algo ínfimo sobre si mesmo: ser uma junção livre e fugidia desse pensar. Isto quer dizer: 1) No rigor da estrutura armada na construção, | ||
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| + | A transformação do homem visa aqui ao tornar-se outro de sua **ESSÊNCIA**, | ||
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| + | (As decisões) Sobre se o homem quer permanecer “sujeito” ou se ele funda o ser-aí – Sobre se com o sujeito o “animal” enquanto a “substância” e o “racional” enquanto a “cultura” devem permanecer duradouramente ou se a verdade do seer (ver abaixo) encontra no ser-aí um sítio deveniente – Sobre se o ente toma o ser como o seu “elemento maximamente genérico” e, com isso, o entrega à e soterra na ontologia ou se o seer em sua unicidade ganha voz e atravessa de maneira afinadora o ente enquanto algo singular. Sobre se a verdade como correção se degenera na certeza da re-presentação e na segurança do cálculo e da vivência ou se a **ESSÊNCIA** inicialmente infundada da aletheia encontra um fundamento como a clareira do encobrir-se – Sobre se o ente enquanto o que há de mais óbvio solidifica tudo o que é médio, pequeno e mediano em meio à sua transformação em algo racional ou se o que há de mais questionável constitui a solidez integral do seer – Sobre se a arte é uma instituição vivencial ou se ela é o pôr em obra da verdade. Sobre se a história é degradada e transformada em arsenal das confirmações e das antecipações ou se ela desponta como a cordilheira das montanhas estranhas e inescaláveis – Sobre se a natureza é rebaixada a uma região de espoliação pelo cálculo e pelo erigir e se transforma, assim, em ocasião de “vivência” ou se ela suporta como a terra que se cerra o aberto do mundo sem imagem. Sobre se a desdeização do ente na cristianização da cultura festeja seus triunfos ou se a indigência da indecidibilidade sobre a proximidade e a distância dos deuses prepara um espaço de decisão – Sobre se o homem ousa o seer e, com isso, o ocaso ou se ele se satisfaz com o ente – Sobre se o homem em geral ainda ousa a decisão ou se ele se entrega a ausência de toda decisão, que sugere a época como estado da “mais elevada” “atividade”. Todas essas decisões, que são ao que parece muitas e diversas, se reúnem em uma e única: saber se o seer se retrai definitivamente ou se essa retração se torna enquanto recusa a primeira verdade e o outro início da história. (tr. Casanova; GA65: 44) | ||
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| + | A expressão também não significa, porém, o seer “verdadeiro”, | ||
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| + | A história ocidental da metafísica ocidental é a “prova” de que a verdade do seer não pôde se tornar questão, e o aceno para os motivos dessa impossibilidade. O mais tosco desconhecimento da verdade do seer, contudo, residiria em uma “lógica” da filosofia. Pois essa é uma retransposição consciente ou inconsciente da “teoria do conhecimento” para si mesma. A “teoria do conhecimento”, | ||
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| + | Por que a verdade do seer não é nenhum suplemento e nenhum quadro para o seer e mesmo nenhum pressuposto, | ||
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| + | O saber sobre o constante ser pensado do raro pertence à vigília para o seer, cuja **ESSÊNCIA** enquanto a verdade mesma irradia no escuro de sua própria ardência. (tr. Casanova; GA65: 44) | ||
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| + | Abandono do seer é, no fundo, uma de-generescência do seer. A **ESSÊNCIA** é perturbada e só ganha a verdade como correção da re-presentação – noein – dianoein – idea. O ente permanece o que se presenta, e propriamente ente é o constantemente presente e, assim, o que a tudo con-diciona, | ||
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| + | Aqui, no entanto, o seer nunca é experimentado enquanto tal, mas sempre concebido apenas no círculo de visão da questão diretriz do ente: ón he ón, e, assim, em certa medida com razão, como o que é comum a tudo (a saber, o ente enquanto o “efetivamente real” e como presente à vista). O modo como aqui, no círculo de visão da questão diretriz, é preciso que se alcance e se tome o seer, lhe é ao mesmo tempo atribuído como **ESSÊNCIA**. E, nesse caso, isso é de qualquer modo apenas um modo de uma apreensão bastante questionável em um con-ceito ainda mais questionável. (tr. Casanova; GA65: 56) | ||
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| + | O abandono do ser determina uma era única na história da verdade do seer. Trata-se do longo tempo, no qual a verdade hesita entregar a sua **ESSÊNCIA** à claridade. O tempo do perigo do passar ao largo de toda decisão essencial, o tempo da recusa à luta pelos critérios de medida. (tr. Casanova; GA65: 57) | ||
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| + | Parece ser uma lei da maquinação, | ||
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| + | A emergência da **ESSÊNCIA** maquinal do ente é difícil de ser concebida historicamente, | ||
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| + | A **ESSÊNCIA** maquinal sob a figura do ens enquanto ens creatum precisa ser mostrada em primeiro lugar. Pela via da superação da metafísica, | ||
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| + | O quantitativo (quantitas) pode vir à tona como categoria porque ele é no fundo a **ESSÊNCIA** (in-essência) do seer mesmo, mas esse seer mesmo é buscado de início apenas na entidade do ente enquanto o presentemente constante. (tr. Casanova; GA65: 70) | ||
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| + | Por que o gigantesco não conhece o supérfluo? Porque ele emerge do movimento de tornar secreta uma falta e esse tornar secreto coloca sob a aparência de uma publicação não obstruída de uma posse. Como o gigantesco nunca conhece o supér-fluo, | ||
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| + | O seer abandonou tão fundamentalmente o ente e esse é a tal ponto entregue à maquinação e ao “vivenciar”, | ||
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| + | O abandono do ser é a consequência de início previamente conformada da interpretação da entidade do ente a partir do fio condutor do pensar e da precipitação primeva, condicionada por meio daí, da aletheia não fundada expressamente. Como, então, contudo, na Modernidade e enquanto Modernidade, | ||
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| + | Um deles concebe a ciência não como a instituição agora presente, mas como uma possibilidade determinada do desdobramento e da construção de um saber, cuja **ESSÊNCIA** mesma só se vê enraizada em uma fundamentação mais originária da verdade do seer. Essa fundamentação realiza-se como primeira confrontação com o início do pensamento ocidental e vem a ser, ao mesmo tempo, o outro início da história ocidental. A meditação assim dirigida sobre a ciência retorna de maneira igualmente decidida para o sido, assim como ela antecipa de maneira ousada um porvir. Ela não se movimenta em parte alguma na discussão de algo presente e de sua fabricação imediata. Calculada a partir do presente, essa meditação sobre a ciência se perde no efetivamente irreal, o que de imediato significa também para todo o cálculo o impossível. (tr. Casanova; GA65: 75) | ||
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| + | O outro caminho, que estaria prelineado nas seguintes sentenças diretrizes, concebe a ciência em sua constituição atual real e efetiva. Essa meditação tenta conceber a **ESSÊNCIA** moderna da ciência segundo as aspirações que lhe são pertinentes. Como meditação, | ||
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| + | 10) Na medida em que “a ciência” tem na investigação integral de sua região a única tarefa que lhe é própria, a ciência mesma porta em si o traço de uma elevação da posição de primado do avanço e do procedimento em face da própria região de objetos. A questão decisiva para a ciência enquanto tal não é que caráter essencial tem o ente mesmo que se acha à base da sua região de objetos, mas se com esse ou com aquele procedimento é possível esperar por um “conhecimento”, | ||
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| + | 19) Com a solidificação crescente da **ESSÊNCIA** técnico-maquinacional de todas as ciências, a diferença ob-jetual e procedimental entre as ciências da natureza e as ciências do espirito (ciências humanas) se retrairá cada vez mais. Aquelas ciências se transformam em um componente da técnica de máquinas e das empresas, essas ciências se expandem em direção à ciência abrangente da imprensa, ciência essa marcada por um espectro gigantesco. Nessa ciência, a “vivência” atual é interpretada de maneira constantemente historiológica e, nessa interpretação de sua publicação, | ||
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| + | 20) As “universidades”, | ||
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| + | 22) Caso se chegue, como se precisa chegar, ao reconhecimento da **ESSÊNCIA** predeterminada da ciência moderna, ao reconhecimento de seu caráter de funcionamento puro e necessariamente passível de ser colocado a nosso serviço e das instituições necessárias para isso, então no campo de visão desse reconhecimento é preciso esperar por um progresso gigantesco das ciências, sim, é preciso até mesmo contar com ele. Esses progressos trarão consigo a espoliação e a utilização da terra, a criação e o adestramento do homem para o interior de estados ainda hoje irrepresentáveis, | ||
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| + | 24) A questão é que o grande deslocamento abismado só surge do saber essencial, que se encontra no outro início, nunca a partir da impotência e da mera perplexidade. O saber, porém, é a insistência na questionabilidade do seer, que guarda, assim, a sua dignidade única no fato de que ele só se doa de maneira bastante rara na recusa como o acontecimento apropriador velado do passar ao largo da decisão sobre a chegada e a fuga dos deuses no ente. Que homem por vir funda esse instante do passar ao largo para o início de uma outra “era”, quer dizer: uma outra história do seer? A dissolução e a junção das faculdades científicas de sustentação. As ciências dos espírito historiológicas transformam-se em ciências da imprensa. As ciências naturais transformam-se em ciência de máquinas. “Jornal” e “máquina” são visados no sentido essencial como modos em constante avanço da objetivação definitiva (que impele, no que concerne aos tempos modernos, para a consumação), | ||
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| + | 1) Deparar-se com algo que ocorre com alguém; algo sucede a alguém, toca em alguém, algo que se precisa acolher; o suceder em alguém. O que su-cede, o que con-cerne, o que a-feta, sensação oriunda dos sentidos. Receptividade e sensibilidade e instrumentos dos sentidos. 2) O aceder a algo, olhar à sua volta, examinar, buscar informações, | ||
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| + | A conexão de jogo possui uma **ESSÊNCIA** histórica e aponta para uma primeira construção de uma ponte da transição; | ||
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| + | O ente em seu despontar em relação a ele mesmo (Helenismo); | ||
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| + | A metafísica enquanto o saber do “ser” do ente precisou chegar ao fim (ver Nietzsche), porque ela ainda não tinha jamais ousado perguntar sobre a verdade do próprio seer e, por isso, também tinha precisado permanecer em sua própria história em uma confusão e incerteza quanto ao seu fio condutor (do pensar). Justamente por isso, porém, o pensamento transitório não precisa cair na tentação de deixar aquilo que ele concebeu como fim e no fim simplesmente para trás, ao invés de trazer consigo esse atrás de si, ou seja, ao invés de concebê-lo agora pela primeira vez em sua **ESSÊNCIA** e deixá-lo, transformado, | ||
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| + | Quão poucos compreendem e o quão raramente esses que compreendem concebem a “negação”. Só se vê nela de imediato a rejeição, o alijamento, a degradação e até mesmo a decomposição. Essas figuras da negação não se difundem apenas com frequência, | ||
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| + | A fixação significa: perguntar sobre o ser do ente. A superação, | ||
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| + | O tempo enquanto abertura extasiante é em si, com isso, ao mesmo tempo, espacializante, | ||
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| + | 1) Como o espaço e tempo são experimentados e concebidos, como eles são denominados no primeiro início; o que significa aqui interpretação “mítica”? | ||
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| + | 5) A interpretação do ón como ousia e dessa como idea (koinon, gene) concebe a entidade do ente e, com isso, o eivai do ón (o ser, mas não o seer). Na entidade (ousia), o einai, o ser, é pressentido como aquilo que de algum modo é diverso, que não se preenche plenamente na ousia. É por isso que se busca, prosseguindo pelo mesmo caminho, isto é, pelo caminho da apreensão da presentação, | ||
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| + | 24) Para criar uma prontidão para o salto no ser-aí, por isso, há uma tarefa incontomável: | ||
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| + | 25) De acordo com isso precisamos perguntar: a) Em que experiência e interpretação está fundado o estabelecimento do ente enquanto idea? Em que verdade (de que **ESSÊNCIA**) se b) encontra a determinação da entidade (ousia) do ente, ón, como idea? c) Se essa verdade permaneceu indeterminada, | ||
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| + | A ramificação mais extrema e ao mesmo tempo mais fatídica do “idealismo” se mostra lá onde ele aparentemente é abandonado, sim, até mesmo combatido (quando, por exemplo, se contesta e se nega ao Idealismo alemão a proximidade com a vida). Esse idealismo tem a figura do biologismo, que é e quer ser segundo sua **ESSÊNCIA** necessariamente plurissignificativo. Pois com o ponto de partida na “vida” enquanto realidade efetiva fundamental (“vida” como vida-de-tudo e, ao mesmo tempo, como vida humana) é possível assegurar de imediato duas coisas: Vida como ação e como fazer é um ir além e um prosseguir e se acha assim dirigida para além de si rumo ao “sentido” e ao “valor”, | ||
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| + | Para o tempo subsequente da metafísica, | ||
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| + | A entrada do homem na história do ser é incalculável e independente de todo progresso ou derrota da “cultura”, | ||
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| + | A guarda do homem, contudo, é o fundamento de uma outra história. Pois ela não se realiza como mero manter-em-vista algo presente. Essa guarda é antes uma guarda fundante. Ela precisa erigir a verdade do seer e abrigá-la no “ente” mesmo, que, assim, desdobra pela primeira vez novamente – inserindo no seer e em seu estranhamento – a simplicidade encantadora de sua **ESSÊNCIA**, | ||
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| + | Toda mediação e salvação tíbias não fazem outra coisa senão aprisionar o ente ainda mais no abandono do ser e transformar o esquecimento do ser na única forma da verdade, a saber, da não verdade do seer. Como é que o pressentimento poderia ganhar aí ainda o menor espaço possível, de tal modo que a recusa se mostrasse como o primeiro envio mais elevado do seer, sim, como a sua própria essenciação inicial. Esse envio acontece apropriadoramente como a retração, que vincula ao silêncio, no qual a verdade segundo sua **ESSÊNCIA** chega novamente à decisão sobre se ela pode ser fundada como a clareira para o encobrir-se. Esse encobrir-se é o desencobrimento da recusa, o deixar pertencer ao elemento estranho de um outro início. (tr. Casanova; GA65: 123) | ||
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| + | O “tempo” deveria se tornar experimentável como o campo de jogo “ekstático” da verdade do seer. O arrebatamento extasiante em meio ao clareado deveria fundar a própria clareira como o aberto, no qual o seer se reúne em sua **ESSÊNCIA**. Tal **ESSÊNCIA** não pode ser comprovada como algo presente à vista, sua essenciação precisa ser esperada como um choque. O primeiro e longo permanece: poder esperar nessa clareira até que os acenos venham. Pois o pensar não tem mais o favor do “sistema”, | ||
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| + | A partir da **ESSÊNCIA** originária da verdade determina-se pela primeira vez o verdadeiro e, com isso, o ente; e, com efeito, de tal modo que agora não é mais o ente que é, mas o seer que emerge como que por um salto para o “ente”. Por isso, no outro início do pensar, o seer é experimentado como acontecimento apropriador; | ||
| + | O seer precisa do homem, para que ele se essencie, e o homem pertence ao seer, algo com vistas ao que ele consuma a sua mais extrema determinação enquanto ser-aí. O seer | ||
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