obra:ga65:temas:acontecimento
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| + | ===== ACONTECIMENTO ===== | ||
| + | Geschehnis | ||
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| + | Se o outro início ainda estiver se preparando, então isso se acha velado como uma grande mudança, e tanto mais velado, quanto maior for o **acontecimento**. O erro existe naturalmente, | ||
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| + | A ipseidade do homem – do homem histórico tanto quanto do povo – é um âmbito de **acontecimento**, | ||
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| + | O pensamento inicial, porém, encontra o mais duro obstáculo na autocompreensão inexpressa, que o homem hoje tem de si. Abstraindo-nos completamente das interpretações particulares e dos estabelecimentos particulares de finalidades, | ||
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| + | Isto condiciona um procedimento que, em certos limites, sempre vai de encontro, em um primeiro momento, ao visar habitual e que precisa seguir durante um certo trecho com ele, a fim de, então, exigir no instante correto a transformação do pensar, ainda que sob o poder da mesma palavra. Por exemplo, “decisão” pode e deve ser visada de início, por mais que não moralmente, de acordo com o movimento de levá-la a cabo, como ato do homem, até que, repentinamente, | ||
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| + | O abandono do ser: ele precisa ser experimentado como o **acontecimento** fundamental de nossa história e ser trazido ao saber – ao saber configurador e condutor. Para tanto, por sua vez, é necessário: | ||
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| + | Abandono do ser. O que Nietzsche reconheceu pela primeira vez e, com efeito, na orientação pelo platonismo como niilismo é, em verdade, visto a partir da questão fundamental que lhe é estranha, apenas o primeiro plano do **acontecimento** muito mais profundo do esquecimento do ser, que vem cada vez mais à tona precisamente na perseguição a encontrar a resposta para a questão diretriz. Mas mesmo o esquecimento do ser (sempre de acordo com a sua determinação) não é o envio destinamental mais originário do primeiro início, mas o abandono do ser, que talvez tenha sido o mais encoberto e o mais negado por meio do Cristianismo e de seus sucessores secularizados. Quanto ao fato de o ente enquanto tal ainda poder aparecer e de, contudo, a verdade do seer o ter abandonado, cf a despotencialização da physis e do ón como idea. Em que direção o ente enquanto tal é usado e abusado em tal aparição abandonada pelo ser (objeto e “em si”)? Atenta para a obviedade e nivelamento e para a própria incognoscibilidade do seer na compreensão de ser dominante. [tr. Casanova; GA65: 55] | ||
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| + | Abandono do seer é, no fundo, uma de-generescência do seer. A essência é perturbada e só ganha a verdade como correção da re-presentação – noein – dianoein – idea. O ente permanece o que se presenta, e propriamente ente é o constantemente presente e, assim, o que a tudo con-diciona, | ||
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| + | 3) A irrupção do massificado. Com isto, não se tem em vista apenas as “massas” em um sentido “social”; | ||
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| + | 4) O desnudamento, | ||
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| + | O que significa esse primado da mobilização? | ||
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| + | Se a “metafísica” se torna visível como o **acontecimento** que pertence ao ser-aí enquanto tal, então isso não deve ser considerado como uma ancoragem “antropológica” muito módica da disciplina da metafísica no homem, mas, juntamente com o ser-aí, conquista-se aquela base, na qual a verdade do seer se funda, de tal modo que, agora, o seer mesmo passou a se mostrar como originariamente dominante e um posicionamento da excedência do ente, o que significa, porém, do sair do ente e, em verdade, como ente presente à vista e como objeto, se tornou impossível. Assim, vem à tona pela primeira vez o que era a metafísica, | ||
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| + | O **acontecimento** da questão acerca do ente enquanto tal, o **acontecimento** do questionamento da entidade é em si uma determinada abertura do ente enquanto tal, de tal modo que o homem experimenta aí a sua determinação essencial, que emerge dessa abertura (homo animal rationale). Mas o que é que essa abertura do ente abre sobre a entidade e, com isso, sobre o seer? Carece-se de uma história, isto é, de um início e de suas ascendências e progressos, a fim de deixar que se experimente (para os que perguntam e são iniciantes) o fato de que pertence à essência do seer a recusa. Esse saber é, porque ele desce e pensa o niilismo ainda mais originariamente em meio ao abandono do ser, a superação propriamente dita do niilismo, e a história do primeiro início é arrancada, assim, completamente da aparência de em vão e de mera errância; agora pela primeira vez a grande iluminação se abate sobre toda a obra pensante até aqui. [tr. Casanova; GA65: 87] | ||
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| + | Se buscarmos a história da filosofia efetivamente no **acontecimento** do pensar e de seu primeiro início e se mantivermos aberto esse pensar em sua historicidade por meio do desdobramento da questão diretriz não desdobrada através de toda essa história até Nietzsche, então o movimento interno desse pensar, apesar de só ser retido por meio de fórmulas, por meio de passos e níveis particulares, | ||
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| + | Somente a posição distante em relação ao primeiro início torna possível experimentar o fato de que aí e, em verdade, necessariamente, | ||
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| + | 1) O primeiro início e seu fim abarcam toda a história da questão diretriz de Anaximandro até Nietzsche. 2) A questão diretriz não é questionada inicialmente na apreensão expressa da questão, mas captada por isso mesmo de maneira tanto mais originária e respondida de modo normativo; a irrupção do ente, a pre-sentação do ente enquanto tal em sua verdade; essa fundada no logos (reunião) e no noein (a-preensão). 3) O caminho daqui até a primeira versão, desde então diretriz, da questão em Aristóteles; | ||
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| + | O salto é a realização do projeto da verdade do seer no sentido da inserção no aberto, de tal modo que aquele que joga o projeto se experimenta como jogado, isto é, como apropriado pelo **acontecimento** por meio do seer. A abertura por meio do projeto é apenas tal abertura, se ela acontecer como experiência do caráter de jogado e, com isso, do pertencimento ao seer. Essa é a diferença essencial em face de todos os tipos de conhecimento apenas transcendentais no que concerne às condições de possibilidade. [tr. Casanova; GA65: 122] | ||
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| + | Ser-aí – o que ao mesmo tempo sub-funda e ultrapassa o homem. Por isto, o discurso acerca do ser-aí no homem como **acontecimento** daquela fundação. No entanto, também se poderia dizer: o homem no ser-aí. O ser-aí “do” homem. [tr. Casanova; GA65: 176] | ||
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| + | A “imaginação” como **acontecimento** da clareira mesma. Só que a “imaginação”, | ||
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| + | A ipseidade é mais originária do que todo eu e do que todo tu e nós. Esses só se reúnem enquanto tais no si mesmo e se tornam, assim, a cada vez eles “mesmos”. Inversamente, | ||
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| + | II. A abertura é: 1) Originariamente o uno-múltiplo, | ||
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| + | A negação de toda história emerge como comutação de todo **acontecimento** em meio ao factível e instituível, | ||
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| + | O quão pouco, porém, a representação diretriz da luz podia fixar aquele aberto e sua abertura e elevá-los ao nível do saber, é algo que se mostra no fato de precisamente a “clareira” e o “clareado” não terem sido apreendidos, | ||
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| + | A conexão do tempo-espaço com espaço e tempo e o desdobramento desses dois a partir daquele podem ser elucidados em parte o mais prontamente possível de antemão, se tentarmos extrair o espaço e o tempo mesmos da interpretação até aqui, apreendendo-os, | ||
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| + | De onde o abrigo tem a sua indigência e a sua necessidade? | ||
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| + | Eles se encontram no saber dominante como no saber verdadeiro. Quem chega a esse saber não se deixa calcular nem impor. Esse saber é, além disso, inútil e não tem nenhum “valor”; | ||
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| + | A diferenciação toma a essência da metafísica conjuntamente com vistas ao **acontecimento** decidido nela, mas nunca decidido nem tampouco decidível por ela, suporta a história velada da metafísica (não a historiologia das opiniões doutrinárias metafísicas), | ||
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| + | Junto ao gigantesco torna-se reconhecível o fato de que todo e qualquer tipo de “grandeza” emerge na história da interpretação “metafísica” inexpressa do **acontecimento** (ideais, atos, criações, sacrifícios) e, por isso, não possui uma essência propriamente histórica, mas antes historiológica. A história velada do seer não conhece o elemento calculador em termos de “grande” e “pequeno”, | ||
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| + | O re-pensar do seer não inventa para si um conceito, mas conquista aquela libertação do apenas ente, que torna a-propriado para a determinação do pensar a partir do seer. O re-pensar expõe na direção daquela história, cujos “acontecimentos apropriadores” não são outra coisa senão os choques do **acontecimento** da própria apropriação. Só podemos dizer isso, por sua vez, na medida em que dizemos: que isso acontece apropriadoramente: | ||
| + | O saber, porém, por meio do qual a ausência de arte já é historicamente, | ||
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