obra:ga50:vontade-de-poder
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| + | ===== VONTADE DE PODER ===== | ||
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| + | **Parte Principal: As Cinco Palavras-Chave da Metafísica de Nietzsche** | ||
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| + | **Primeiro Capítulo: A Vontade de Poder** | ||
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| + | * A compreensão corrente da vontade de poder como anseio por domínio ou como impulso à violência empurra essa palavra fundamental da metafísica de Nietzsche para o ouvido comum, que pensa algo inteiramente diferente do que Nietzsche pensa ao dizer vontade de poder. | ||
| + | * Nietzsche concebe a vontade psicologicamente, | ||
| + | * A vontade de poder é o caráter fundamental do ente enquanto tal, o que significa que sua essência só pode ser interrogada e pensada no olhar para o ente como tal, isto é, metafisicamente, | ||
| + | * Em "Assim Falou Zaratustra", | ||
| + | * Para Nietzsche, vida é apenas outro nome para ser, e querer é querer ser senhor: mesmo o servo, ao tornar-se indispensável e assim forçar o senhor a depender dele, ainda exerce uma forma de vontade de poder. | ||
| + | * Comandar significa ser senhor do dispor sobre as possibilidades, | ||
| + | * O poder não é o alvo externo ao qual a vontade aspira, mas a vontade já vigora dentro do âmbito essencial do poder; a essência do poder é vontade de poder, e a essência da vontade é vontade de poder, formando a simplicidade indivisível de uma única essência. | ||
| + | * O poder só impera ao tornar-se senhor do grau de poder alcançado, pois já a simples paralisação no crescimento de poder inaugura o início da impotência; | ||
| + | * O oposto da vontade de poder não é a posse da poder, mas a impotência para o poder; vontade de poder equivale a poder para o poder no sentido de autorização para a superação, | ||
| + | * Todo ser vivo é vontade de poder, e a mera conservação da vida já é decadência; | ||
| + | * As condições que a vontade de poder estabelece para autorizar seu próprio ser são pontos de vista perspectivos voltados para as condições de conservação e de incremento em relação a formações complexas de duração relativa da vida no interior do devir. | ||
| + | * O devir em Nietzsche não é o fluxo indeterminado de uma alternância sem caráter nem um desenvolvimento rumo a um alvo, mas o excesso de poder que brota do próprio caráter fundamental do ente como vontade de poder. | ||
| + | * Os pontos de vista perspectivos têm a forma de números e medidas, ou seja, de valores; os valores não valem em si para depois tornarem-se perspectivas, | ||
| + | * As formações do poder como ciência, arte, política e religião são chamadas por Nietzsche de estruturas de domínio, e tanto elas quanto suas condições são denominadas valores, pois criam os caminhos sob os quais o mundo, que é essencialmente caos, se ordena como vontade de poder. | ||
| + | * Todo ente, por viger como vontade de poder, é perspectivista: | ||
| + | * A vontade de poder é em seu ser mais íntimo um calcular perspectivo com as condições de sua possibilidade, | ||
| + | * Em todo querer há avaliação, | ||
| + | * A metafísica da vontade de poder é com razão e necessidade um pensamento de valores; no calcular com valores, a vontade de poder conta consigo mesma, e o pensamento de valores pertence essencialmente ao ser-si-mesmo da vontade de poder enquanto subjectum. | ||
| + | * A metafísica da vontade de poder interpreta todas as posições metafísicas precedentes à luz do pensamento do valor, e todo confronto metafísico é uma decisão sobre hierarquias de valores. | ||
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