obra:ga29-30:tonalidades-afetivas-89a90
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| + | ===== TONALIDADES (89-90) ===== | ||
| + | <tabbox nossa tradução do francês> | ||
| + | Tonalidades - não é isso, justamente, que menos pode ser inventado? Pelo contrário, não é o que vos submerge, o que não podemos comandar, mas bem o que se forma de si mesmo, o que não pode ser obtido pela força, mas em que antes todavia nos vemos mergulhados? | ||
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| + | <tabbox Casanova> | ||
| + | Tonalidade afetiva – não é justamente isto o que menos se deixa inventar, mas que sempre se abate sobre alguém; não é justamente isto que não estamos em condições de impingir, mas que se conforma por si mesmo? Não é justamente isto que não se alcança através da mera coação, mas em que caímos? Neste sentido, podemos e temos o direito a uma tal tonalidade afetiva quando a deixamos ser e não a alcançamos através de um impulso artificial e arbitrário. Ela já precisa estar aí. O que podemos fazer é apenas constatá-la. No entanto, como devemos constatar uma tonalidade afetiva fundamental do filosofar? Uma tonalidade afetiva é capaz de ser constatada como algo correntemente presente como um dado e comprovada como um fato universalmente aceito? A tonalidade afetiva é acima de tudo algo que podemos constatar enquanto presente como um dado, como o fato de uns serem louros e outros morenos? A tonalidade afetiva é algo mesmo que propriamente se tem ou não se tem? Certamente se dirá que a tonalidade afetiva talvez seja algo diverso da cor do cabelo e da pele no homem, mas de qualquer modo algo que pode ser constatado nele. De outro modo, como poderiamos saber algo sobre ela? Assim, uma ampla inquirição tem de proporcionar para nós a tonalidade afetiva fundamental procurada. Suponhamos que esta inquirição seja passível de ser executada, mesmo que apenas no círculo dos que estão aqui e agora presentes. Estamos, afinal, tão certos de que os inquiridos estão em condições de prestar informações sobre a existência desta tonalidade afetiva fundamental “neles”? | ||
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| + | <tabbox Daniel Panis> | ||
| + | Des tonalités | ||
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| + | <tabbox McNeill> | ||
| + | Attunements – are they Not something we can least of all invent, something that comes over us, something that we cannot simply call up? Do they not form of their own accord, as something we cannot forcibly bring about, but into which we slip unawares? If so, then we cannot and may not forcibly bring about such an attunement artificially or arbitrarily, | ||
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| + | <tabbox Original> | ||
| + | Stimmungen | ||
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