obra:ga29-30:cotidianidade-398a400
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| + | ===== MOVIMENTO INCESSANTE DA COTIDIANIDADE (398-400) ===== | ||
| + | <tabbox Casanova> | ||
| + | (...) De início e na maioria das vezes, na cotidianidade de nosso ser-aí, deixamos muito mais o ente se aproximar de nós em uma estranha indistinção e ser um ente simplesmente dado. Não que todas as coisas confluam umas para as outras indistintamente – ao contrário, somos sensíveis à multiplicidade de conteúdos do ente que nos envolve, nunca estamos satisfeitos com as mudanças e somos ávidos por novidades e por alteridade. No entanto, o ente que nos envolve está aí homogeneamente manifesto enquanto o justamente presente como um dado no sentido mais amplo possível – há terra e mar, montanhas e florestas, e, em tudo isto, há animais e plantas; há homens e obras humanas, e, no interior de tudo isto, nós mesmos também. Este caráter do ente enquanto o ente simplesmente dado no sentido mais amplo possível não poderia ser jamais indicado de maneira suficientemente insistente: ele é, com efeito, um caráter essencial do ente, tal como este se difunde em nossa cotidianidade. A amplitude desta difusão é tal que nós mesmos somos incluídos aí. É o fato de o ente poder ser manifesto nesta homegeneidade nivelada dos entes simplesmente dados que dá à cotidianidade do homem a própria segurança, firmeza e quase automaticidade. É este fato que assegura a facilidade, necessária para o cotidiano, da passagem de um ente para o outro, sem que aí o respectivo gênero ôntico do ente tenha grande importância em toda a sua essencialidade. Nós pegamos o trem, falamos com outros homens, chamamos o cachorro, olhamos para as estrelas – tudo isso com o mesmo estilo. Nós lidamos com homens, meios de transporte, outros homens, animais, corpos celestes – tudo a partir da homogeneidade do ente simplesmente dado. Estes são caracteres do ser-aí cotidiano, que a filosofia até aqui negligenciou. E ela os negligenciou porque estas coisas por demais óbvias são o que há de mais poderoso em nosso ser-aí e porque o mais poderoso é por isso mesmo o inimigo mortal da filosofia. Com isso, o modo segundo o qual a multiplicidade indistinta do ente vem a ser de início a cada vez acessível de maneira predominante é o começo da aprendizagem naquele sentido indiferente, | ||
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| + | <tabbox Daniel Panis> | ||
| + | (...) Au contraire, dans la quotidienneté de notre Dasein, nous laissons de prime abord et le plus souvent l’étant s’approcher de nous et être là dans une singulière absence de distinction. Ce n’est pas que pour nous, toutes choses se confondraient indistinctement – au contraire, nous sommes sensibles à la variété de contenu de l’étant qui nous entoure ; nous n’avons jamais assez de diversion, nous sommes avides de choses nouvelles et toujours autres. Et pourtant, l’étant qui nous entoure, en l’occurrence, | ||
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| + | <tabbox Original> | ||
| + | (...) Im Gegenteil, zunächst und zumeist lassen Wir in der Alltäglichkeit (399) unseres Daseins das Seiende in einer merkwürdigen Unterschiedslosigkeit an uns herankommen und Vorhandensein. Nicht so, daß uns alle Dinge unterschiedslos ineinanderfließen – im Gegenteil, wir sind empfänglich für die inhaltliche Mannigfaltigkeit des Seienden, das uns umgibt, wir Haben nie genug von Abwechslung und sind gierig nach Neuem und Anderem. Und doch ist dabei das Seiende, das uns umgibt, gleichmäßig Offenbar als das eben Vorhandene im weitesten Sinne – das vorkommen von Land und Meer, bergen und Wäldern und in all dem das Vorkommen von Tieren und Pflanzen und das Vorkommen von Menschen und Menschenwerk und wir Selbst auch dabei und darunter. Dieser Charakter des Seienden als des eben Vorhandenen im weitesten Sinne kann nicht eindringlich genug angezeigt Werden, weil er ein wesentlicher Charakter des Seienden ist, Wie es sich in unserer Alltäglichkeit breitmacht, in welche Breite des Vorhandenen wir selbst mit einbezogen sind. Daß das Seiende in dieser eingeebneten Gleichmäßigkeit des eben Vorhandenen offenbar Sein kann, gibt dem Alltag des Menschen die eigentümliche Sicherheit und Festigkeit und fast Zwangsläufigkeit und gewährleistet die für den Alltag notwendige Leichtigkeit des Übergangs von einem Seienden zum Anderen, ohne daß dabei die jeweilige Seinsart des Seienden in ihrer ganzen Wesentlichkeit ins Gewicht fällt. Wir steigen in die Elektrische, | ||
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