obra:ga27:vocacao-e-universidade-6a8
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| + | ===== VOCAÇÃO E UNIVERSIDADE (6-8) ===== | ||
| + | <tabbox Casanova> | ||
| + | Por meio de que nossa existência como um todo é agora determinada de modo decisivo? Por meio do fato de podermos reivindicar nosso direito de cidadão de ter acesso à universidade. E com o exercício desse direito conferimos ao nosso ser-aí um liame (Bindung). Com esse liame orientamos nosso ser-aí para uma determinada direção, algo se decidiu em nosso ser-aí. Isso pode acontecer tanto quando temos uma visão clara de nossa existência como também quando nos falta tal visão | ||
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| + | Mas se não estamos simplesmente vagando por aí, em parte para aprender toda a sorte de coisas úteis, em parte para nos divertirmos de uma maneira nova, então é preciso que algo tenha se decidido em nós. Toda e qualquer decisão relativa à existência é uma irrupção no futuro do ser-aí. | ||
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| + | O que se decidiu? Nossa vocação profissional (Beruf). Por vocação profissional não entendemos, contudo, a posição social exterior e mesmo a sua alocação em uma classe social determinada e quiçá elevada. Por vocação profissional compreendemos a tarefa interna que o ser-aí reserva para si no todo e no essencial de sua existência. O efeito histórico e fático da vocação profissional carece sempre de uma posição social exterior. No entanto, essa posição continua tendo, em primeira e última escalas, um sentido secundário. | ||
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| + | Em que medida, porém, demos uma vocação profissional particular ao nosso ser-aí, ao exigirmos nosso direito de acesso à universidade? | ||
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| + | E por que justamente o fato de pertencer realmente à universidade comporta então um direito do indivíduo de requerer uma tal liderança? Isso decorre do fato de a universidade, | ||
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| + | O fato de determos mais conhecimento do que outros e de sabermos algumas coisas melhor, na medida em que nos achamos na posse de autorizações e certificados, | ||
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| + | Ciência e liderança, formando uma unidade, são por conseguinte os poderes aos quais o nosso ser-aí está agora sujeito – se é que ele possui realmente alguma clareza quanto a isso. E tal sujeição não deve ser entendida no sentido de um episódio fugaz, mas como um estágio único que determina essencialmente o caráter peculiar de nosso ser-aí. Se quisermos deixar a filosofia se tornar livre aqui e agora em nosso ser-aí e se a tarefa da introdução é colocar o filosofar em curso, então também conquistaremos a partir dessa situação uma certa compreensão do que significa filosofia. E essa compreensão prévia de que necessitamos inicialmente precisa ser retirada do esclarecimento da essência da filosofia em sua relação com a ciência e com a liderança. [GA27MAC: | ||
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| + | <tabbox Original> | ||
| + | Wodurch ist Jetzt unsere Ganze Existenz entscheidend bestimmt? Dadurch, daß Wir das Bürgerrecht an der Universität beanspruchen. mit diesem Anspruch aber Haben wir unserem Dasein eine Bindung gegeben; mit dieser Bindung ist in unser Dasein eine bestimmte Richtung geschlagen, in unserem Dasein hat sich etwas entschieden. Das kann entweder in der Klarheit über unsere Existenz Geschehen oder auch Nicht — wir können aus Konvention, sogar aus Verlegenheit in den Daseinskreis der Universität geraten Sein. | ||
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| + | Wenn wir uns Hier nicht lediglich herumtreiben, | ||
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| + | Was hat sich entschieden? | ||
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| + | Inwiefern haben wir aber unserem Dasein mit dem Anspruch auf das akademische Bürgerrecht einen besonderen Beruf gegeben? Mit diesem Anspruch — sofern wir ihn überhaupt verstehen — haben wir die Verpflichtung in unser Dasein gepflanzt, im jeweiligen Ganzen des geschichtlichen Miteinanderseins so etwas Wie eine Führerschaft zu übernehmen. Darunter verstehen wir nicht die äußere Übernahme eines sogenannten leitenden Postens im Gebiet des öffentlichen Lebens, nicht, daß wir vielleicht da und dort die Rolle des Vorgesetzten oder Direktors Spielen, sondern Führerschaft ist die Verpflichtung zu einer Existenz, die in gewisser Weise die Möglichkeiten menschlichen Daseins im Ganzen und Letzten ursprünglicher versteht und in diesem Verstehen Vorbild sein soll. Um das zu sein, ist keineswegs erforderlich, | ||
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| + | Warum liegt nun aber gerade in der wirklichen Zugehörigkeit zur Universität ein eigener Anspruch auf solche Führerschaft? | ||
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| + | Daß wir mehr Wissen als Andere und manches besser, daß wir in den Besitz von Berechtigungs- und Examensscheinen kommen, ist völlig belanglos. Daß aber das ganze Dasein von einem Inneren Vorzug durchwaltet wird, den an sich keiner von uns eich verdient hat, daß also in einem ursprünglicheren Grunde die Wissenschaft in uns die Möglichkeit einer unauffälligen und darum aber umso wirksameren Führerschaft im Ganzen der menschlichen Gemeinschaft ausbildet, bestimmt den Augenblick unseres jetzigen Daseins. | ||
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| + | Wissenschaft und Führerschaft, | ||
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