obra:ga27:theoria
Differences
This shows you the differences between two versions of the page.
| obra:ga27:theoria [02/09/2026 20:33] – created - external edit 127.0.0.1 | obra:ga27:theoria [04/09/2026 13:42] (current) – external edit 127.0.0.1 | ||
|---|---|---|---|
| Line 1: | Line 1: | ||
| + | ===== THEORETIKOS, | ||
| + | theoretikos, | ||
| + | |||
| + | Em Platão, theorein é o ato de olhar e de contemplar o mundo sensível e o mundo supra-sensível. O conceito da ideia platônica surgiu a partir dessa postura fundamental da theoria, do theorein. theoretikos ainda não é um termo usado por Platão e aparece pela primeira vez em Aristóteles, | ||
| + | |||
| + | Portanto, bios theoretikos é uma nova postura fundamental do ser-aí humano, uma postura que se mostra como uma contemplação detida da totalidade do mundo. Aristóteles dá à theoria o sentido de comportamento “teórico” (no sentido grego). A palavra theoretikos é uma cunhagem sua. Ele vê na theoria a mobilidade própria da vida, o sentido mais puro da energeia, ou seja, o “primeiro” movimento como tal, to theion. O que vem a seguir é o aei. tr. Casanova; GA27: §23] | ||
| + | |||
| + | É característico da etimologia dos filólogos antigos posteriores a Aristóteles o fato de terem relacionado theos e theoria à contemplação das coisas divinas, ao que nos subjuga, a Deus, ao theos. Logo depois de Aristóteles, | ||
| + | |||
| + | Assim como istoria, a theoria é investigação científica dos fatos em contraposição à allegoria como interpretação místico-histórico-salvítica, | ||
| + | |||
| + | K 7: [citação em grego] . [citação em grego] . [citação em grego] (Em comparação ao homem, o pensamento é algo divino – 1177b 30). A postura teórica fundamental é aquela praxis na qual o homem pode ser propriamente homem. Com certeza é preciso atentar para o fato de a theoria não ser apenas uma praxis em geral, mas a praxis mais própria. tr. Casanova; GA27: §24] | ||
| + | |||
| + | É possível que Aristóteles tenha pressentido aqui a existência de algo à primeira vista incompatível, | ||
| + | |||
| + | Assim, fica claro que a contemplação pensante é também um agir. Mas por que justamente a theoria deve ser o bios supremo, a eupraxia pura e simplesmente? | ||
| + | |||
| + | Contudo, está claro que apenas se mostrou com mais ênfase que a theoria como praxis depende do eteron, do outro. Em que medida ela pode ser então autoteles e, somente em razão desse caráter, chegar a se mostrar como um [citação em grego] ? Em que medida a theoria é uma praxis autoteles, uma praxis dirigida para o ente, mas que, não obstante, possui o telos no seu ser-aí, uma praxis que possui a consumação em si justamente ao estar dirigida para o ente, para fora de si, para fora da ação? Precisamente a essência da ação, para que essa ação mesma possa se mostrar como telos, não precisa ser apreendida nesse processo. Todavia, os objetos são efetivamente eteron. tr. Casanova; GA27: §24] | ||
| + | |||
| + | Na pergunta acerca da essência da ciência, o horizonte de determinação é desde o começo mais unívoco: ciência é um tipo de conhecimento – mas e a visão de mundo? Com efeito, parecemos compreender o que significa “mundo” e o que quer dizer “visão”. No entanto, também se mostra imediatamente que com a expressão “visão de mundo” não temos em mente um ver, um contemplar tomado como uma observação. Também não temos em mente uma contemplação pré-científica ou uma contemplação científica – theoria. Ver tampouco designa a contemplação estética, artística; e isso a tal ponto que chegamos mesmo a atribuir ao próprio artista sempre uma visão de mundo que fala em e a partir de suas obras. Visão também não constitui um ato de intuição qualquer, particularmente enigmático, | ||
| + | |||
| + | |||
| + | |||
| + | {{tag> | ||
