obra:ga27:conhecimento-cientifico-196a197
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| + | ===== CONHECIMENTO CIENTÍFICO (196-197) ===== | ||
| + | c) A positividade (Positivität) da ciência. O projeto prévio, não-objetivo, | ||
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| + | Agora, porém, é importante ver que com esse projeto não apenas o ser do ente é determinado de antemão de maneira diversa, mas que, nesse e com esse projeto do ser, é delimitado e demarcado um campo ôntico. Pois, com isso, é decidido desde o princípio o que pertence ao campo denominado natureza, ainda que todo esse campo não seja faticamente mensurado de antemão ou mesmo apenas conhecido. O projeto prévio não-objetivo da constituição de ser é um projeto que demarca um campo (Der vorgängige ungegenständliche Entwurf der Seinsverfassung ist ein Feld-absteckender Entwurf). | ||
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| + | No entanto, esse projeto não se confunde com o estabelecimento extrínseco de uma linha divisória. Ao contrário, ele é um projeto da constituição ontológica do ente. Isso significa: as definições que esse projeto determina desde o princípio em relação ao ente “natureza” vêm à tona em todo conhecimento concreto de um determinado evento natural, e, com efeito, de uma tal forma que todos os conceitos e proposições da física remontam implicitamente a essas definições. Ou seja: os conhecimentos físicos encontram aí a sua fundamentação derradeira ou primeira, toda demonstração física específica funda-se na constituição de ser estabelecida. O projeto da constituição de ser, um projeto prévio não-objetivo e de-marcador de campo, é com isso um projeto que fornece um fundamento, um projeto fundamentador. Conceitos fundamentais são aquelas representações que, no contexto de sua constituição, | ||
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| + | Assim, no todo obtemos o seguinte: o projeto prévio e não-objetivo, | ||
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| + | Na primeira distinção do comportamento científico ante o pré-científico dissemos que a ciência não descobre absolutamente pela primeira vez o ente, de tal modo que antes disso nada seria manifesto e o ser-aí só se comportaria em relação ao ente em razão da ciência. Ao contrário, todo comportamento científico assenta-se sobre a base de um comportamento já existente em relação ao ente. O ente já precisa se achar de alguma forma manifestamente aí defronte, de tal modo que, com efeito, a ciência possa justamente tornar o ente manifesto como um ente que se acha aí defronte, como um positum que é nele mesmo. | ||
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| + | Como é possível que o ente nele mesmo se ache aí defronte como um ente manifesto? No que se funda a possibilidade da positividade do positum? O projeto da constituição ontológica não é apenas um projeto prévio, não-objetivo, | ||
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