obra:ga25:4
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| + | **§ 4. O horizonte da questão, o campo de investigação e o plano de construção da Crítica da razão pura** | ||
| + | * A Crítica da razão pura constitui a fundamentação da ontologia como disciplina fundamental da metafísica e investiga a possibilidade do conhecimento a priori por meio de seus conceitos e princípios, | ||
| + | * A razão investigada na Crítica é a razão humana, e o campo problemático não é primariamente o comportamento cognoscente diante do ente, mas a compreensão da constituição de ser do ente que funda tal comportamento, | ||
| + | * Kant reconhece que as perguntas fundamentais da metafísica remetem à questão sobre o homem, mas ao reduzir essa questão à antropologia não alcança a dimensão originária da problemática crítica, pois a antropologia, | ||
| + | * A psicologia, por também ser ciência do ente, pertence ao campo da filosofia aplicada e não pode ser confundida com a filosofia pura, pois toda ciência não filosófica pressupõe uma ontologia latente e, em seu fundamento, remete à filosofia. | ||
| + | * Psicologia e antropologia são incapazes de fundar a metafísica e responder originariamente à questão sobre o que é o homem, pois o método da Crítica não é empírico nem ôntico, mas possui a orientação fundamental daquilo que, desde Husserl, se compreende como método fenomenológico. | ||
| + | * A fundamentação da ciência tem por tema a cognição enquanto comportamento do Dasein existente, mas essa investigação da razão humana não é antropologia nem psicologia, devendo possuir um método capaz de fundar a filosofia em geral, e não derivar de alguma ciência particular que já pressupõe a ontologia. | ||
| + | * A Crítica pode ser caracterizada como estudo da natureza interior da razão, pois a razão pura deve tornar-se objeto de si mesma em uma forma de autoconhecimento que é também conhecimento puro a priori, de modo que o problema da ontologia só pode ser abordado ontologicamente. | ||
| + | * A determinação inicial do campo problemático da Crítica como Dasein humano e comportamento cognoscente, | ||
| + | * Os principais equívocos interpretativos da Crítica consistem em absolutizar a razão humana finita como eu absoluto, reduzi-la a uma teoria do conhecimento da ciência matemática da natureza ou fundamentá-la psicologicamente como investigação experimental de processos psíquicos. | ||
| + | * A combinação dos mal-entendidos metafísico, | ||
| + | * Os três mal-entendidos possuem motivos na própria Crítica, pois Kant nem sempre fixou claramente a finitude humana da razão, formulou externamente sua questão como problema do conhecimento e falou por vezes de uma natureza da alma, mas a problemática central consiste na determinação ontológica da natureza enquanto ente presente-subsistente. | ||
| + | * A compreensão da radicalização kantiana da filosofia exige ultrapassar o que já se encontra previamente dito pelas interpretações correntes e reconduzir as questões kantianas às próprias coisas, ainda que isso signifique lançar os problemas esclarecidos em uma nova obscuridade filosófica. | ||
| + | * O plano geral da Crítica divide-se, após a introdução, | ||
| + | * A doutrina transcendental dos elementos trata dos elementos do fundamento de todo conhecimento do ente, isto é, da cognição pura enquanto se refere a priori a objetos, e divide-se em estética transcendental e lógica transcendental, | ||
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